O Homem que Nao se Contenta com pouco
A vida é uma tempestade, meu jovem amigo. Deleitar-se-á ao Sol, num momento, para ser arremessado contra as rochas, no momento seguinte. O que fará de si um homem é como reagirá, chegada a tempestade.
Eu também tenho pesadelos. Um dia, vou explicar para você. Por que eles acontecem. Por que eles nunca acabarão. Mas vou te contar como sobrevivo a isso. Faço uma lista na minha cabeça de todas as coisas boas que vi alguém fazer. Qualquer pequena coisa de que me lembre. É como um jogo. Faço isso repetidamente. Ficou meio chato depois de todos esses anos, mas há jogos muito piores de se jogar.
Primeiro você começa carregando uma bolsa masculina, e, então, quando vê, já está por aí de roupão e pantufas de coelhinho cor-de-rosa, perseguindo galinhas com um aparador de grama.
O amor é matemática de inexatidão. É transbordamento de universo em célula. É revelação gritante no mistério do silêncio. Razão da qual só ele a si o explica!
O falso amor necessita de proximidade física para ser seu palco, porém é na ausência que o verdadeiro se revela!
Eu acredito muito mais no aplauso covarde e enrustido da crítica do que no confete hipócrita do elogio mecânico!
Apenas dois tipos continuam aqui: frouxos e cães de caça. Os frouxos vivem com medo, jogam a culpa nos outros e nunca se responsabilizam. Já os cães de caça farão de tudo para que a justiça prevaleça. Seguem o rastro do criminoso e não descansam até que ele tenha o que merece.
Tempo. O tempo é uma coisa engraçada. O passado, o futuro. Tudo se confunde. Só há uma maneira de manter tudo certo: lembrar sempre e quem se é.
