O Homem que Nao se Contenta com pouco
Não me recuperei totalmente,aos poucos aprendo a viver,tentando te esquecer...mas sei que tudo isso vai passar.
Dói né,quando a gente gosta e fazemos de tudo só pra chamar atenção...pior ainda é que a pessoa não tá nem ai prá você
Digo ao espelho todos os dias: a vida não é gentil ou justa, proteja-se. Minutos depois estou acreditando em coisas que sei que não existem e abaixando a guarda pra sentimentos destrutivos. Se eu estou bem? Definitivamente não.
Onde eu for a carregarei comigo se não for possível nos meus braços à levarei dentro do meu coração.
'Não estou acostumada a sair assim, com quem não conheço'. Falei apressada. Ele girou o pé na areia, fazendo um círculo meio torto. 'Sobra tanta incerteza... parece que ás vezes me perco nesse abismo de tentar ou não tentar. Mas quer saber? Não vi olhos mais sinceros que os seus nessa praia. Acho que dá pra arriscar...' Ele sorrio acanhado, e tocou de leve minha mão. Ele percebeu que havia me deixado arrepiada com um só toque, mas foi discreto. 'Esse vento do fim de tarde te dá frio?' e me puxou para perto num abraço que mesmo desconhecido tinha o poder de me proteger contra tudo. Algumas pessoas simplesmente nasceram para se tornarem nossas. Quando nos acham, se encaixam – é só ir testando nos abraços: logo um te faz presa num laço, te faz esquecer o mundo.
JUNTAI
Juntai-nos Senhor em um rebanho
De forma que revistes e que não corras
As distâncias separadas como um vento que nunca pare
Nós estamos todos perdidos
Na distância e na palavra
E aqui tomo a liberdade de Vos avisar
Usai da mesma ração que todos gostam
E espalhe ao chão do mesmo lugar
A que nos vicie a que todos nós pousemos lá
Porque quando não estivermos bicando a comida
Vamos estar nas redondezas esperando o dia
Juntai-nos Senhor em um mesmo pôr-do-sol
Porque criaremos o vício também do olhar
E porque como o artista criastes o sol poente
Usando todos os pincéis e tintas
Com a intenção de que nestas horas
Todos os olhos do mundo
Se ponham a contemplar a mesma beleza.
Usai desta mesma luz
Para nos encontrar ainda com raios do dia
Para depois fechares as portas
A só abrires no outro dia, que não quero prever.
Abrigai-nos todos no mesmo aprisco
A que todos nós contados e marcados
Estejamos todas as cem ovelhas
Do vosso rebanho multicor.
Quando a vida mostra-se complicada e lhe der motivos para desistir, não pare pois a vida continua , você não tem escolha não ! tem que ser forte até o fim ...
Quando todo céu estiver desabando , e uma única estrela a perseguir, não deixe que ela reflita no espelho todo medo estampado em seus olhos..
O fim
Agente luta ,luta ,luta contra o fim.
Agente tenta inventa, rebenta, comenta, visa não chegar ao fim.
Agente tem medo da gente, agente tem medo do fim.
Agente sofre, se engana, esquece-se do fim.
Agente tem medo da gente.
O fim se aproxima é ai que sofremos muito mais,
É ai que agente se refaz,
É ai que o medo aumenta e o sofrimento não para de existir.
É ai que todos se destroem.
E o fim vai chegando, se aproximando, e nos fingindo não enxerga-lo.
Agente tem medo da gente.
Nós somos às vezes fracos, temos medo da perca, temos medo do fim.
Temos medo de que tudo de bom acabe de existir.
Eu tenho medo de mim.
Eu tenho medo do outro, dos outros, eu tenho medo do fim.
Agente precisa confiar mais na gente.
Vocês precisam confiar mais em si.
Eu preciso confiar em mim.
Nós precisamos não ter medo do fim.
Todos precisam não ter medo de agir.
Digo que não fui criada. Fui moldada. Sou complicada. Sou perfeita. Tenho ciúmes do que é meu. Ás vezes ponho a razão a frente da emoção e sou taxada como fria e calculista. Em outras; sou pior do que manteiga derretida e a fama que levo é de ser quebrável a qualquer tremor. Mas sou uma dádiva. Feita com carinho e tantos outros defeitos que fazem com que eu seja julgada. Com tudo isso eu devia ligar. Dar a mínima. Mas não dou. Pois aquele que me pré-julga não merece o meu respeito.
Eu não ganhei a vida que tive.Eu inventei a vida que tenho.Não fiquei na margem vendo o rio passar. Mas pulei na água, escolhi a nascente e nadei contra a corrente para saber como nasce um rio.
