O Homem que Nao se Contenta com pouco
Eu quero Alguém
Quero alguém que fale pouco
mas com o seu silêncio possa dizer muito.
Quero alguém que não me faça promessas
mas com pequenos gestos demonstre o seu amor.
Não quero alguém que enxugue as minhas lágrimas
mas, sim, alguém que não me faça chorar.
Não quero alguém que me faça cobranças
mas alguém que me compreenda.
Não quero alguém que aponte os meus defeitos
mas alguém que tenha a sensibilidade
de enxergar as minhas qualidades.
Não quero alguém que faça criticas
mas alguém que me aceite do jeito que sou.
Não quero alguém vazio, superficial e
que viva de aparências
e que faça promessas que não serão realizadas.
Não quero alguém que viva de fantasias.
Só quero alguém que me ame...
E se deixe ser amado!
Só quero alguém que goste
de viver a vida de forma simples,
recheada com muito amor e carinho e,
acima de tudo, com muita sinceridade e respeito.
Quero alguém que, assim como eu,
acredite no amor verdadeiro!
Era aquela garota que há pouco corria pros braços da mãe com o cotovelo esfolado e lágrimas nos olhos. Agora ela corria com o boletim nas mães, sorrindo por uma nota seis qualquer, sentindo-se totalmente despreparada para a vida. Queria juntar vestibular, título de eleitor, trabalho, responsabilidade, tudo no mesmo bolo de porcarias e jogar na primeira lixeira que encontrasse. Não era tão simples como um arranhão, mas ainda era a mesma menina.
Deve-se ler pouco e reler muito. Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem. É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos.
Tenho a certeza de que é generosa demais para fazer pouco caso dos meus sentimentos. Se os seus são ainda os mesmos que manifestou em abril passado, diga-o imediatamente. Minha afeição permanece inalterada; basta porém uma única palavra sua para fazer com que me cale para sempre.
Eu estou desistindo de você, e desisto um pouco de mim tbm.
A verdade é que te amar desmedidamente tem me feito deixar a mim mesma, sou invadida por um sentimento arrebatador, que às vezes me faz pular de alegria e chorar escondida a noite sem ao menos saber se sou correspondida... mesmo evitando seu olhar, dou de cara com você em cada um dos meus sonhos, então acordo e você está só dentro de mim, lugar de onde jamais saiu...
O tempo passa e o que deveria diminuir com o tempo só faz crescer, ganha ainda mais força...
Lembro-me do gosto dos seus beijos, do seu toque e de cada sorriso emprestado para mim...
Lembro das vezes em que me dizia que ficaria comigo para sempre... mas o seu para sempre durou menos que o meu e eu fiquei exatamente aqui, perdida em minhas lembranças tentando ver em cada não um motivo escondido, afinal, um amor como você me dizia ter não morre assim... mas morreu...
você se foi e deixou comigo somente a dor de sua ausência, a saudade dos nossos melhores momentos, mas o que é pra mim nossos melhores momentos podem não ser os seus melhores momentos...
As perguntas vão ficando sem respostas, a saudade parece aumentar a cada dia, mas já não adianta mais...
O tempo correu contra nós...
Talvez um dia eu consiga ser sua amiga, afinal, foi o que o tempo nos permitiu continuar...
Quem sabe amanhã sua ausência seja apenas uma bela lembrança...
Tudo isso já não importa, vou trancar meu coração e seguir em frente... desejo dar de cara com a felicidade...
Porque hoje, hoje eu estou desistindo de você...
Eu sei que sou exatamente o que deveria ser. Hoje, se nada sou, por certo, daqui a pouco, tudo serei.
Em um estado sombrio nós nos encontramos... um pouco mais de conhecimento iluminar nosso caminho pode.
Daqui a pouco o ano termina. Com a ida dele, chega a expectativa. O desejo de fazer diferente, a vontade de modificar o que não está legal, a ânsia de crescer e abraçar todos os planos do mundo. Finais de ano servem de balanço, de balança. A gente vai e vem, o pensamento viaja, o coração faz retrospectiva, a memória guarda o que foi bom e tenta passar a perna na parte amarga.
Um lobo solitário uivando na escuridão. Do amor pouco sei. E quase tudo espero. Amando eu me acalmo e me desespero...
Tem dia em que eu acordo e, de verdade, pouco importam as minhas dificuldades, sejam elas até já desgastadas pelo tempo, sejam elas viçosas, recentemente inauguradas, tudo me parece perfeito. Tudo é como pode ser agora, eu estou onde consigo estar, o tempo das coisas é o tempo das coisas, e isso vale também para cada pessoa que compartilha a sala de aula comigo.
Tem dia em que eu acordo e faço contato com uma gentileza tão linda que desconhece essa história de acertos e erros, sejam meus ou alheios, viver é trabalhoso e todo mundo se atrapalha, de um jeito ou de outros. Toda gente só precisa de consciência, cura e amor. Toda gente só quer ser feliz. Não há motivo para pressa e também não há estagnação, eu permito que a vida possa simplesmente fluir, sem tentar, em vão, amarrar ou alterar o jeito de dizer das suas ondas.
Este sentimento pode durar poucos quarteirões do dia, um monte deles, até mesmo só alguns centímetros de passo, enquanto dura é absoluto. E eu me sinto feliz e grata por tudo, vejo amor, mestria, chance de aprendizado, em cada ínfima coisa que me acontece. Ainda que chova, e às vezes chove muito, a memória da ternura luminosa e imutável do sol faz eu lembrar da natureza preciosa da vida. O sol não vai a lugar nenhum, ele fica exatamente onde está, mas a nuvem, a chuva, sempre passam.
Tem dia em que eu acordo lindeza e coloco bobagem pra dormir porque a nítida prioridade é a harmonia do meu coração, o contentamento natural capaz de me nutrir, proteger e me ajudar a seguir. Este sentimento pode durar poucos quarteirões do dia, um monte deles, até mesmo só alguns centímetros de passo, enquanto dura é lembrança da realidade divina perene que é sol por trás da temporária nuvem, da temporária chuva, que possam molhar os olhos da personagem. Enquanto dura é alegria e descanso e eu lembro do que, de verdade, me importa.
Talvez eu seja um pouco de tudo que já li
Um pouco de tudo que meu olhar já apreendeu do mundo
Um pouco das belas músicas
Um pouco daqueles que me são queridos
Um pouco de múltiplos sentimentos e algumas fraquezas.
Talvez eu seja um pouco do que você deixou em mim,
Mas em essência, o muito da minha essência
É algo delicado e misterioso.
Nossas fãs são únicas. São dedicadas, persistentes, amorosas... Um pouco possessivas de vez em quando, mas tudo bem!
Pra você eu tiro a roupa
Te mostro os meus defeitos
Te conto os meus segredos
E revelo
Pouco a pouco
O meu corpo
Para você
Me dou inteira
Como amante
E mulher verdadeira
Para você
Deixo transparecer
O meu ser
Abro a porta
Da minha alma
Decifra as minhas histórias
E com toda calma
Me entrego para você.
Tu pouco dás quando dás de tuas posses. É quando dás de ti próprio que realmente estás dando. É belo dar quando solicitado; é mais belo ainda dar quando não solicitado; dar por haver apenas compreendido.
Para os que Virão
Como sei pouco, e sou pouco,
faço o pouco que me cabe
me dando inteiro.
Sabendo que não vou ver
o homem que quero ser.
Já sofri o suficiente
para não enganar a ninguém:
principalmente aos que sofrem
na própria vida, a garra
da opressão, e nem sabem.
Não tenho o sol escondido
no meu bolso de palavras.
Sou simplesmente um homem
para quem já a primeira
e desolada pessoa
do singular - foi deixando,
devagar, sofridamente
de ser, para transformar-se
- muito mais sofridamente -
na primeira e profunda pessoa
do plural.
Não importa que doa: é tempo
de avançar de mão dada
com quem vai no mesmo rumo,
mesmo que longe ainda esteja
de aprender a conjugar
o verbo amar.
É tempo sobretudo
de deixar de ser apenas
a solitária vanguarda
de nós mesmos.
Se trata de ir ao encontro.
(Dura no peito, arde a límpida
verdade dos nossos erros.)
Se trata de abrir o rumo.
Os que virão, serão povo,
e saber serão, lutando.
