O Homem que Nao se Contenta com pouco
O silêncio do fiel diante do pastor maçom não é prudência; é a renúncia da própria voz em troca de uma falsa paz institucional.
Não há nada menos cristão do que usar a Bíblia como um espelho para admirar a própria 'santidade' enquanto se diminui o próximo.
O narcisista evangélico não busca a glória de Deus, mas usa o nome de Deus para validar o seu próprio ego.
Cuidado com quem prega o amor, mas exige adoração; quem fala de humildade, mas não aceita ser questionado.
A religião, nas mãos de um narcisista, vira uma arma de controle e não uma ferramenta de libertação.
Quem usa a doutrina para se sentir superior aos outros não entendeu a graça; apenas alimentou o próprio ego.
A caridade narcisista não busca ajudar o necessitado, mas sim garantir a foto para mostrar o quão 'abençoado' ele é.
Nada é mais perigoso que o narcisista que se sente ungido: ele não comete erros, apenas 'cumpre propósitos'.
Para quem é narcisista, o Evangelho não é sobre sacrifício, é sobre o privilégio de estar sempre certo.
Meus olhos famintos não conseguem disfarçar: basta olhar você para eu me perder na vontade de te ter por perto, devorando cada detalhe do seu sorriso.
Dizem que o olhar entrega tudo, e o meu não mente: basta olhar você para sentir essa fome de nós dois que nunca passa.
Dois corações machucados que, de repente, encontraram um motivo para sorrir. O nosso encontro não foi um acaso e nem um simples esbarrão; foi o universo provando que, mesmo com marcas do passado, a gente ainda pode ser o recomeço um do outro.
Dizem que foi carência, mas carência não sintoniza corações por uma rádio. Foi destino. Engraçado é o julgamento de quem não acredita que a vida cruza caminhos, mas acredita em história de cobra falante. Se estamos juntos ou não hoje, o que importa é que o nosso 'oi' foi o começo de uma cura que só quem sentiu entende.
Dois corações machucados e uma rádio que serviu de ponte. Não foi carência, foi o destino se cruzando. Podem rir ou duvidar, mas a hipocrisia de quem acredita em cobra falante e nega a força de um encontro de almas não apaga a nossa história. O que foi real, ninguém desmente.
