O Homem é antes de tudo um Animal
Havia um burro amarrado a uma árvore.
O demônio passou por ali e o soltou.
Livre, o animal invadiu a horta dos camponeses vizinhos e devorou tudo o que encontrou.
A mulher do dono da horta, ao ver a destruição, tomou o rifle e disparou. O dono do burro, ao ouvir o tiro, correu até o local, encontrou o animal morto e, tomado pela fúria, revidou contra a mulher.
Quando o camponês regressou, encontrou sua esposa caída e, em vingança, matou o dono do burro. Os filhos do homem, ao verem o pai morto, incendiaram a fazenda do camponês.
Este, em represália, ceifou-lhes a vida à bala.
Então perguntaram ao demônio o que havia feito para causar tamanha desgraça.
Ele respondeu com frieza:
— “Não fiz nada… apenas soltei o burro.
Mas o passado é um animal indomável:
morde, foge, permanece.
E dentro de mim ainda late
a memória do que fui
me chamando pelo nome que já esqueci.
Seja ansiedade ou depressão
Como você pode ser um animal tão arrependido?
Ou talvez seja eu que nasci na solidão
Eu ainda não sei, cardo azul
Espero que não se desgaste, eu vou encontrar a saída
Eu só quero ser mais feliz
DA MEDIUNIDADE ANIMAL À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA.
A investigação da suposta mediunidade no reino animal exige, antes de qualquer conjectura apressada, um rigor metodológico que se harmonize com os princípios da epistemologia espírita, cuja base repousa na observação sistemática, na universalidade do ensino dos Espíritos e na prudência analítica diante dos fenômenos. Não se trata de matéria que se resolva por impressões subjetivas ou sentimentalismos afetivos, mas por criteriosa exegese das fontes primárias da Codificação e dos registros experimentais consignados nos anais do Espiritismo nascente.
Desde as primeiras deliberações da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, observa-se que a questão da mediunidade animal foi tratada com notável circunspecção. Longe de qualquer afirmação categórica precipitada, o exame foi conduzido sob o crivo da razão disciplinada, conforme o próprio princípio kardeciano de que "os fatos, eis o verdadeiro critério dos nossos julgamentos" e que, "na ausência dos fatos, a dúvida é a opinião do homem sensato". Tal diretriz metodológica estabelece um paradigma que afasta tanto o dogmatismo afirmativo quanto a negação arbitrária.
No que concerne às obras fundamentais, particularmente nas questões 234 a 236 de "O Livro dos Médiuns", delineia-se com clareza a distinção essencial entre sensibilidade orgânica e mediunidade propriamente dita. A mediunidade, em sua acepção rigorosa, pressupõe não apenas receptividade fluídica, mas igualmente uma estrutura psíquica capaz de elaborar, traduzir e exteriorizar conteúdos inteligíveis oriundos do plano espiritual. Tal faculdade exige memória organizada, capacidade simbólica e desenvolvimento intelectual suficiente para a articulação de ideias.
Ora, os animais, embora dotados de notável sensibilidade e de um instinto refinado, não possuem ainda tais atributos em grau que permita a comunicação consciente. Sua atividade psíquica permanece circunscrita ao domínio do instinto e da percepção imediata, desprovida da abstração reflexiva que caracteriza o Espírito humano.
O célebre relato publicado na "Revista Espírita" de junho de 1860 ilustra com singular clareza essa distinção. O comportamento do cão que aparentava reconhecer o antigo proprietário desencarnado não foi interpretado como manifestação mediúnica, mas como expressão da extrema acuidade sensorial própria à espécie. Conforme esclarecido pelo Espírito comunicante, "a extrema finura dos sentidos pode levar a adivinhar a presença do Espírito e até a vê-lo", sendo o olfato e o chamado fluido magnético os principais veículos dessa percepção.
A explicação posterior, atribuída ao Espírito Georges, aprofunda essa análise ao introduzir o conceito de ressonância fluídica. Segundo ele, "a vontade humana atinge e adverte o instinto dos animais", estabelecendo uma comunicação indireta que não se realiza por vias intelectuais, mas por intermédio de impressões vibratórias que alcançam o sistema nervoso do animal. Tal fenômeno revela uma interação sutil entre os planos material e espiritual, mediada pelo perispírito e pelas correntes fluídicas que permeiam ambos.
Dessa forma, o animal não percebe o Espírito por visão objetiva, mas por uma espécie de intuição sensorial ampliada, na qual o conjunto de seu organismo reage à presença invisível. Trata-se, portanto, de um fenômeno sensitivo e não mediúnico, instintivo e não consciente.
A análise torna-se ainda mais complexa quando se examinam os relatos de manifestações pós-morte de animais, como o caso da cadelinha Mika, descrito na "Revista Espírita" de maio de 1865. O testemunho, corroborado por múltiplas percepções independentes, sugere a possibilidade de uma forma de sobrevivência do princípio inteligente animal. Todavia, a interpretação doutrinária mantém-se prudente.
O próprio codificador observa que "os fatos desse gênero não são ainda nem bastante numerosos, nem bastante averiguados para deles deduzir uma teoria afirmativa ou negativa". Tal afirmação revela uma postura científica exemplar, que se recusa a transformar casos isolados em leis gerais.
A comunicação espiritual recebida em 21 de abril de 1865 introduz o conceito de "estado de crisálida espiritual", no qual o princípio inteligente animal se encontra em fase de elaboração e transição. Nesse estágio, o perispírito não possui forma definida nem estabilidade suficiente para sustentar manifestações duradouras. As eventuais aparições seriam, portanto, efêmeras, desprovidas de consciência reflexiva e incapazes de estabelecer comunicação estruturada.
Esse entendimento coaduna-se com a noção de progressividade da alma, segundo a qual o princípio inteligente percorre uma escala ascensional que vai do instinto à razão. Somente ao atingir o grau humano adquire as faculdades necessárias à mediunidade, entendida como instrumento de intercâmbio consciente entre os dois planos da existência.
Importa ainda considerar a teoria das criações fluídicas, exposta na "Revista Espírita" de junho de 1868. Segundo essa concepção, o Espírito pode plasmar formas no envoltório perispiritual, produzindo imagens que possuem realidade relativa no plano espiritual. Assim, certas manifestações atribuídas a animais podem, em verdade, ser projeções fluídicas criadas por Espíritos, utilizando formas conhecidas para fins didáticos ou experimentais.
Essa hipótese explica a aparente materialidade de certas aparições sem implicar a presença efetiva de um Espírito animal individualizado. Trata-se de imagens fluídicas que, embora perceptíveis, não possuem autonomia consciente.
Diante desse conjunto de elementos, a Doutrina Espírita estabelece com notável coerência um princípio hierárquico no desenvolvimento espiritual. A mediunidade, enquanto faculdade complexa e consciente, pertence ao estágio humano da evolução. Os animais, embora sensíveis às influências espirituais, não dispõem ainda dos instrumentos psíquicos necessários para exercê-la.
Contudo, longe de rebaixar o valor do reino animal, essa compreensão o insere numa perspectiva grandiosa de continuidade evolutiva. O animal não é um ser estático, mas um Espírito em formação, destinado a ascender progressivamente na escala dos seres. Sua sensibilidade aguçada, sua capacidade de afeição e sua percepção sutil constituem indícios dessa trajetória ascensional.
Assim, ao perscrutar os limites entre instinto e inteligência, entre sensação e consciência, o pensamento espírita revela uma ordem universal regida por leis sábias e graduais. Cada ser ocupa o lugar que lhe corresponde, não por privilégio, mas por mérito evolutivo, avançando silenciosamente na direção de uma lucidez cada vez mais ampla e profunda.
E é nessa harmonia progressiva, onde nada se perde e tudo se transforma, que se descortina a grandeza da criação, convidando o espírito humano a contemplar, com reverência e responsabilidade, o vasto encadeamento da vida."
Como a espada que corta
Este verso maldizente quer:
Que o mal que você fez
Contra um animal de rua
Volte em triplo simplesmente,
Para que o quê você fez seja
- lembrado eternamente -
Como o escudo que protege
Este verso de maldição
Vai colocar juízo na sua cabeça
E também no seu coração!
O poeta é o protetor da Humanidade,
Que tem na poesia a sua artilharia
E nas letras a mais nobre infantaria.
O poeta é o som do violão,
Que toca na tua mão
E no teu pobre coração.
O poeta é o agricultor da espiritualidade,
Que vive de plantar o amor
Na estrada da Humanidade...
Como a porta que se abre para a luz,
Permita-se a claridade!
Lembrem-se muito bem lembradinho:
Que maltrato à animais de rua
Ou qualquer um animal
Vai muito além do crime...,
É expressão escandalosa de crueldade!!!
O ser humano é o único animal pensante na Terra que não aprende com seu próprio erro nem com o erro dos outros.
"Já que no Brasil, para Alguns, jogo é 'game'; animal de estimação é 'pet'; criança é 'kid'... Por que papagaio não é logo chamado de 'parrot' e papagaiada, de 'parroted'?"
Frase Minha 0022, Criada no Ano 2006
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Se não houvesse peru (ave) nas Ceias de Final de Ano, o peru correria o risco de ser Animal Extinto?"
0708 | Criada por Mim em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Você não come nada de origem animal? E aquele bolo que você devorou? Ali tem ovos, leite, mel e sal. Sal não é de origem animal? Eu sei. Incluí só para você ter o que falar!"
Texto Meu 0913, Criado em 2018
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Já que no Brasil, para Alguns, jogo é 'game'; animal de estimação é 'pet'; criança é 'kid'... Por que papagaio não é logo chamado de 'parrot' e papagaiada, de 'parroted'?"
Texto Meu 0022
😮
0022 "Se para Alguns, jogo é 'game'; animal de estimação é 'pet'; criança é 'kid'... Senhores Alguns, tratem logo papagaio como 'parrot' e papagaiada como 'parroted'. Gostaram, né? Eu sei que gostaram!"
"Compreenda, de uma vez por todas, que todo animal parido e criado em uma cocheira, um dia pode lhe dar um coice. Nunca lhe vire as costas."
O racionalista pensa, enquanto o religioso reage à voz do seu domador tal como um animal treinado para atuar no circo.
Se um animal não representa perigo imediato e você não está morrendo de fome, matá-lo é absolutamente errado, uma clara demonstração de psicopatia.
A saudade é um animal que corre em círculos pela casa. Não morde, apenas arranha portas que já deviam estar trancadas. Dentro do peito, a boca do animal é uma chama azul. Alimento-o às vezes, por não saber esperar o fim do fogo. Mas aprendendo, deixo o bicho dormir sem abrir a porta.
A vontade de desistir é um animal que aparece ferozmente. Eu o observo, ofereço água e digo seu nome. Nomeá-lo enfraquece o monstro e devolve-lhe forma humana. Com isso, a desistência perde parte de seu reino. E eu continuo, passo a passo, com pés que querem aprender.
