O Dom de cada Pessoa

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Os homens são sempre mais verbosos e fecundos em queixar-se das injúrias do que em agradecer os benefícios.

Parece, na verdade, que nós nos servimos das nossas orações como de um jargão e como aqueles que empregam as palavras santas e divinas em feitiçarias e em efeitos de magia.

Contemplação

Sonho de olhos abertos, caminhando
Não entre as formas já e as aparências,
Mas vendo a face imóvel das essências,
Entre ideias e espíritos pairando...

Que é o Mundo ante mim? fumo ondeando,
Visões sem ser, fragmentos de existências...
Uma névoa de enganos e impotências
Sobre vácuo insondável rastejando...

E dentre a névoa e a sombra universais
Só me chega um murmúrio, feito de ais...
É a queixa, o profundíssimo gemido

Das coisas, que procuram cegamente
Na sua noite e dolorosamente
Outra luz, outro fim só pressentindo...

O nosso orgulho eleva-nos para que nos precipitemos de mais alto.

Morte, que mistérios encerras?... Ninguém o sabe... Todos o podem saber... Basta ir ao teu encontro, corajosa, resolutamente, que nenhum mistério existirá já!

Há tantos vícios com origem naquilo que não estimamos o suficiente em nós, como no que estimamos mais.

A razão destrói nos homens as criações da sua própria imaginação.

Há homens para nada, muitos para pouco, alguns para muito, nenhum para tudo.

A ignorância dócil é desculpável, a presumida e refratária é desprezível e intolerável.

Tememos a velhice, à qual não temos a certeza de poder chegar.

O apetite do privilégio e o gosto da igualdade, eis as paixões dominantes e contraditórias dos franceses em todas as épocas.

Pela forma como trabalha se avalia o artista.

A dor é sempre menos forte do que a lamentação.

É mais fácil cumprir certos deveres, que buscar razões para justificar-nos de o não ter feito.

O remorso é a dor da alma.

A vida é demasiado curta para que desperdicemos uma parte preciosa a fingirmos.

o mar urrava
como um fauno
após o coito

Os mais arrojados em falar são ordinariamente os menos profundos em saber.

Frequentemente tive a ocasião de observar que quando a beneficência não prejudica o benfeitor, mata o beneficiado.

A natureza é um doce guia, mas não mais doce do que prudente e justa.