O Dom de cada Pessoa
"Então é NATAL, e o que você fez?
Você foi diferencia ou só foi volume na vida dos que estão no seu mundo? Reflita! Mentoria de relacionamentos Já!"
“Um relacionamento são dois universos diferentes, que se encontram em buscam se conhecerem, promovem equilíbrio.”
(CH², mentor de relacionamentos e filósofo) #neurodivergentes
Canta de um estudante de Direito
"Prezada, vossa excelência que me tirou o juízo,
peço-te a máxima atenção para esta humilde petição inicial.
A saber:
quando poderemos arrolar nosso processo?
Requeiro vista da minha confessa ignorância
para saber se devo ipetrar a ti um
abscorpos ou absdata,
que nos assegure o acórdão de tal data,
sem litígios, sem recursos
e, se possível, com sentença favorável
ao coração." (CH²)
Dia 24 - Como minhas palavras constroem meu mundo?
- A palavra que escolho cria realidade.
- A linguagem revela o modo como habito o mundo.
- A voz consciente amplia possibilidades.
- Cada palavra abre ou fecha caminhos.
- A linguagem fortalece a identidade.
- Eu cultivo palavras que constroem pontes.
- Falar com clareza fortalece o pensamento.
DIA 26 - Que princípio ético orienta meu agir?
- A ética organiza minhas escolhas.
- A responsabilidade fortalece minha liberdade.
- A justiça guia minhas decisões.
- O respeito amplia a convivência.
- A consciência moral ilumina o caminho.
- Agir com integridade fortalece o caráter.
- O bem comum orienta minha presença no mundo.
Dia 27 - Que criação merece nascer das minhas mãos hoje?
- Criar revela minha identidade.
- A criação transforma ideias em presença.
- Cada obra nasce do encontro entre sonho e ação.
- O trabalho diário amadurece talentos.
- A disciplina sustenta a criatividade.
- A criação dialoga com o mundo.
- O gesto criador deixa marcas no tempo.
Dia 31 - Que legado desejo deixar no mundo?
- A vida se torna obra quando é vivida com intenção.
- Cada gesto compõe a história pessoal.
- O tempo transforma ações em memória.
- O cuidado constrói heranças invisíveis.
- A consciência orienta o legado humano.
- Viver com sentido transforma a passagem pela vida.
Dia 28 - Como o ritual cotidiano afirma quem eu sou?
- O ritual organiza a vida interior.
- A repetição fortalece a identidade.
- O gesto diário cria significado.
- A prática constante sustenta o caminho.
- O hábito molda o caráter.
- A constância constrói profundidade.
- A vida ganha forma no ritmo dos rituais.
Dia 29 - Se eu pudesse gravar um gesto no mundo, qual seria?
- O gesto revela a intenção profunda.
- O corpo expressa aquilo que a mente sonha.
- A ação consciente marca o tempo.
- Cada gesto cria memória no mundo.
- A intenção transforma movimento em significado.
- O gesto cotidiano constrói presença.
O nada e um algo
Eu não tenho nada
Pois o nada posso ter
Se o vazio me inunda
Com a ausência do seu ser
O meu peito vira um muro
Que afasta o teu olhar
E no eco desse escuro
Não consigo te tocar
Guardo a farsa na memória
Com o medo de perder
O final da nossa história
Se a verdade amanhecer
O Chão Oculto
O vazio não tem pressa,
muda de forma no escuro.
Caminho por uma promessa,
pisando em vidro inseguro.
Olho nos olhos que amo,
com o peito em sobressalto.
Sinto o peso do que chamo
de silêncio que grita alto.
A verdade é uma sombra
que ameaça me tocar.
O vazio me assombra,
pois o chão pode quebrar.
O Farol Deserto
Sou o mar que bate na rocha,
Insistindo em te moldar.
Você é a chama que apaga a tocha,
Se recusando a me queimar.
Rego a planta de plástico frio,
Esperando a flor brotar.
Sou o leito de um grande rio,
Que o teu deserto quer secar.
Grito forte em sala vazia,
Onde o eco é o meu rival.
Sua presença é moldura fria,
De um quadro sem final.
O Brilho de Longe
Nunca te toquei, nem tenho o teu amor,
Habito esse vazio, num sonho platônico;
Mas ver tua alegria estanca a minha dor,
Num laço invisível, suave e harmônico.
Teu sorriso genuíno é meu guia,
Tua voz doce acalma o meu caminhar,
E a doçura que em teu olhar meigo fia,
É o único porto onde eu ouso ancorar.
- Sabe o que é bom nos corações partidos? - perguntou a bibliotecária.
Neguei.
− É que só podem se partir de verdade uma vez. O resto são apenas arranhões.
“Mas isso foi a muito tempo atrás. Crescemos, partimos para lugares diferentes, nos separamos. Nada disso é muito estranho, eu creio. Nossas vidas nos levam por rumos que não podemos controlar e quase nada permanece conosco. Essas coisas morrem quando nós morremos, e a morte é algo que acontece com todos nós, todos os dias”
NASCE, CRESCE, FILHO DA RUA
Desde o ventre da minha mãe que conheço as ruas. Minha mãe é zungueira de profissão, já desde o ventre que tenho acompanhando-lha nas suas zungas. Presenciou as caminhadas que ela faz para nos sustentar, as muitas corridas que faz e sofre dos fiscais e os senhores policiais para não perder o negócio que nos é rentável. Outras vezes ela não escapa e é nos cassumbulado o negócio, fonte do nosso sustento. Muitas vezes chicoteada por reivindicar que até sinto a dor da chicotada.
Fui gerado na rua porque até aos nove meses a minha mãe zungava a necessidade é enorme, para completar o enxovalhe e a panela em casa não entrar em greve. Esqueceu-se do dia, mês, hora que vinha ao mundo, acabei por ser gerado na rua e assim me familiarizei com a rua.
Três, quatro mês depois comecei a gatinhar minha mãe decidiu que já era o momento oportuno de acompanhar-lha na zunga, não há dinheiro para mim, ir a creche e ela não pode ficar parada ou seja ficar em casa. Apesar de requerer ainda muitos cuidados materno, porque se não morremos de fome.
Passo toda a minha infância na rua ao lado da minha mãe, sem crianças a minha volta porque as deixei todas no bairro em que vivemos e assim vou crescendo.
Sou da rua, alimentam-me, tomo banho, vestido na rua ao céu aberto ou seja ar livre.
Deste modo vou familiarizando com a rua, conhecendo-as do musseque à cidade. Quando completo os meus 5, 6 anos. Já sei fazer o mesmo trajecto me é familiar. Conheço-o tão bem que perco o medo de andar sozinho, criança que só. Esquecendo que as ruas são tão violentas e perigosas, criança e inocente. Mas como posso ter medo se presenciei as mesmas muito antes de andar nelas, sozinho.
Com os meus 10, 12 anos as ruas adoptam-me e passo a vida a lavar carros. Os grandes jipes, carros que só via nos filmes. Hoje tenho o prazer de os lavar e ver o seu interior fico fascinado com o que vejo, lavo para ganhar algum trocado.
Se puder depois vou para à escola aprender alguma coisa, de momento aprendo mesmo aqui, na rua mal ou bem. Essa é a vida que levo, prioridade para mim, agora é mesmo kumbo. Porque tenho que ajudar a velha com as despesas no cúbico.
Tenho os meus irmãos, mas novinhos que precisam encontrar outro cenário, talvez estudem para saberem alguma coisa para contornarem o caminho que segui. Terem um futuro, destino diferente do meu. Porque se tivesse escolha talvez não é esse o destino que queria para mim.
Escravo ja foi alguém obrigado a obedecer. Hoje, escravo é aquele que não consegue agir por si mesmo.
O ser humano tem a capacidade de raciocinar, o animal age por impulso. Porém tem muito humano que parece animal.
