O Copo Nao esta meio Cheio
"Nada de começar do zero. Está tudo relacionado a nulidade do passado, agora é só administrar com maturidade e plenitude."
"A convicção física da mente, está na ação da luz,
do átomo, das partículas com elétrons.
São essas variações em função do dual tempo-espaço que a nossa razão, funde sem perspectiva e lucidez
com a consciência, colapsando com o "querer é poder" basta acreditar.
No equilíbrio entre o corpo e a mente."
Saldade é essa coisa salgada que me diz nunca mais...
Saudade é esta coisa doce que se avoluma
e te traz pra bem perto de mim...
Está tudo tão claro agora,
está tudo tão nítido
como o alvorecer
de uma aurora ensolarada,
como o céu anil de uma tarde de verão:
era amor...
POETA É TODO MUNDO E NINGUÉM
Esta ausência conduz a inspiração;
este veículo faz ampliar todos os tormentos,
mas nos conduz com essa tarifa de angústia à amplitude de uma inspiração,
que faz reluzir matizes de tons divinos.
Poeta é todo mundo e ninguém;
esta multidão, que caminha,
que se esbarra sem imaginar as mais ínfimas emoções em cada alma,
que fere ou só arranha,
ou a dor mais profunda de alguém, que se joga do vigésimo andar;
ou alguém indiferente, que se isola como uma partícula de um átomo indivisivel.
Poeta é todo mundo e ninguém
é purgar como um espectro por seus pecados
na translucidez pesada dos subterfúgios ou na transparencia das coisas invisiveis;
quebrar nas ondas de um mar revolto
ou só velejar na calmaria de um lago azul.
Os namorados se beijam num parque
e o mundo deles está restrito a duas bocas
dois pares de olhos, dois narizes e suas respirações ofegantes,
mas a grama, a brisa e as estrelas são indispensaveis;
tudo que canta, grita, cala, ou só lampeja,
tudo o que se sente, se ressente ou se dessente,
tudo que ascende ou cai infinitamente...ou nada!
A dor que dói hoje em mim
amanhã me fará voar
e esta solidão que dói assim
amanhã será motivo pra cantar...
O CARA
Eu sou o cara que está longe
Quando estou perto
Eu sou o cara errado
Quando estou certo
Eu sou um cara louco num deserto
Seu olhar vai além do horizonte
Nunca acerta meu nome
Nunca sabe o que eu curto
Desconversa, desvia o olhar
Menciona: “que lindo crepúsculo”
É a senha pra dizer que já é tarde
Arde no meu peito, dói nos meus músculos...
Sou o cara mais perto do que está bem distante,
Sou o cara mais certo das suas incertezas,
Chocolates é sua fraqueza,
Poesia é até covardia;
O negócio é que gosto do seu jogo,
Quero imaginar que seria difícil,
Todo edifício saberia;
Espionam por frestas e janelas;
Sairia no face, no globo repórter depois da novela...
Ela sobe serena e segura, um riso no canto da boca,
Sabe que está no meu peito,
Permite que eu olhe da escadaria...
Eu sonho, não sou de ferro, quem não sonharia?
Eu sou a poesia...
O sol? O que é o sol; o sol está tão distante...
A lua, as estrelas, a chuva, o vento, a tempestade..
Quatro paredes e um teto e você sai incólume
Mas a poesia... quem te protegerá da poesia...
quem te protegerá de ideologias patrióticas e tiranos
A bomba explodiu, uma das torres da mesquita ruiu
Velhos, mulheres e crianças entre as vítimas
Bagdah era um caos, mas ainda havia esperança...
O ar contaminado, o vento empoeirado
o horizonte fumaçado e translúcido...
um soldado metralhando o seu próprio medo
recebe um proj´etil na cabeça
esse é o meu verso, um poema macabro
Eu sou a poesia...
mas bem aventurado os que têm sede de justiça...
bem aventurado os mansos...
eu sou a poesia era um poema da namorada
no bolsinho da algibeira,
uma lembrança cabreira de um recruta tímido
sem a ideologia de morrer pela pátria
eu sou a poesia: um fuzil na destra, uma granada na esquerda,
o inimigo: qualquer movimento suspeito
e o que afrontasse a nossa ideologia
Bagdah era um inferno;
mulheres e velhos prostrados clamando por Allah...
o odor insuportável de cadáveres putrefatos,
gente ferida, gente agonizando...
e até ao final dos meus dezessete anos
caminhando entre as rosas e as samambaias
do jardim da minha casa
eu pensava que era poeta,
mas a namorada já dizia que eu era a poesia...
ROSA
Rosa está tão só no jardim
Que ouço seu soluçar
E bater seu coração
Como se a rosa no espinho
Arranhasse a solidão
Que arranha suas pétalas
E espetá-las assim
Com rima de verso e prosa,
Com a brisa do verão
Que acalanta a roseira
Lacrimeja no olhar
E faz de Rosa a rosa
Dos delírios a quimera,
Da estação primavera,
Das flores a mais formosa
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