O Amor tem que ser Alimentado
Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
As coisas óbvias e simples passam despercebidas, muitas vezes, diante de nós, e a gente perde a poesia, a poesia do cotidiano, a poesia do nosso teatro mágico. Ontem acabou, passou, já foi. Daqui a pouco nem existe ainda, nem começou. E a gente só tem agora pra poder se declarar,pra poder criticar, pra poder olhar no olho, pra poder se confessar, pra ser e estar.
Querida Lua.
Confesso ter lhe procurado aqui na Terra. Procurei sua companhia, seu brilho, sua energia. Encontrei.
Encontrei um ser em forma carnal, um ser que me faz companhia, que transmite tamanha energia, que sinto estar próximo de ti, pois até no brilho de seu olhar encontro o seu brilho.
Vocês tem muito em comum. Esta mulher tem fases como você Lua. Horas está tão comigo, que sua luz me ilumina por completo, horas me abandona tomado pela escuridão, me faz perder o chão.
Nestas horas, queria eu acreditar que foi apenas um eclipse. Mas não.
Fecho os meus olhos e vejo o teu jeitinho...
Também teus lindos olhinhos...
E teu sorriso encantador...
Sonho acordado...
Que tu estas do meu lado...
E eu te chamando de amor.
Acumulei tantas dores...
tantos sofrimentos...
feridas incuráveis...
um pouco ficou no passado...
o restante não importa...
não tenho mais direção certa...
sou um ser sem dono...
E gosto, à noite, de escutar as estrelas. É como ouvir quinhentos milhões de guizos... Mas eis que acontece uma coisa extraordinária.
Pode alguém fazer-se artista tão só pela educação especializada em uma existência?
A perfeição técnica, individual de um artista, bem como as suas mais notáveis características, não constituem a resultante das atividades de uma vida, mas de experiências seculares na Terra e na esfera espiritual, porquanto o gênio, em qualquer sentido, nas manifestações artísticas mais diversas, é a síntese profunda de vidas numerosas, em que a perseverança e o esforço se casaram para as mais brilhantes florações da espontaneidade.
Assim que ela disse aquilo, eu finalmente entendi tudo. Ela não era mais pra mim como todas as outras raposas do mundo. Eu a cativei e agora ela era única. Pelo menos pra mim. E minha rosa não era como todas aquelas outras. Pois foi ela que eu reguei, foi ela que eu pus sob a redoma, foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se. Agora era minha rosa! E eu era responsável por ela. E eu tinha que voltar pra tomar conta dela.
