O Amor tem que ser Alimentado
Os deuses gregos foram escupidos em mármore. Hoje em dia os que querem ser deuses da estética são só bolhas virtuais.
O HOMEM DO RIO
Eu não quero ser Caetano,
não sou o gênio imitador
sou como sou
homem que entra no rio
e se transforma
em tantas formas de existir.
eu não quero ser Heráclito
pré-socrático ou Platão
eu sou a soma de todos eles.
Poetas são como são
puros e controversos
sem contradição.
Eu não quero ser Caetano
contudo sou Gil-berto sou João
sou Tom Zé, sou Tom Jobim
você nunca ouviu falar de mim?
CRESCIMENTO ESPIRITUAL
É tempo de segurar a vaidade, tempo de buscar ser mais que um ego-desesperado.
O mundo está parado, pelo menos boa parte observa da janela os sonhos de tantos irmãos virando lembranças para os que ficaram.
Ainda assim, outra parte, a que agrega irmãos de toda sorte, que não amadureceram o suficiente, alguns porque não viveram experiências positivas capazes de transformar seus pensamentos e ações, não compreendem a importância da lição que estamos sendo forçados a aprender.
Nesses o ego impera desgovernado, e o que buscam é ser vistos, aplaudidos e honrados. Embora sejam conscientes da miséria do mundo, das dores profundas dos que perdem entes-queridos diariamente, não se entristecem nem lamentam a perda do outro. Vivem como se não fossem também mortais, não raro são adeptos de alguma ideologia negacionista, sofrem de atrofia emocional.
Contudo, a apatia desses não deve nos corromper, nem nos aliciar, nem nos enjaular dentro da prisão mortal do nosso próprio ego. Segurar a vaidade implica em notar o outro, não só notar mas também socorrer, acudir e cuidar.
Miserável é aquele que não tem o mínimo de empatia para perceber os que sofrem em sua volta...
O QUE EU QUERIA SER
Eu só queria ser a luz do teu olhar
O braços que te abraçam
Nas noites de luar.
Eu só queria ser
A brisa da manhã
O vento refrescante
Das tarde de verão.
A água limpa e doce
Que banha o teu corpo
Sedento de calor
O vinhO dos amantes
Que aalegra o coração.
São só pequenas coisas
O que eu desejo ter
É pura vaidade
A febre do querer.
Eu só quero uma coisa
De real valor
Eu daria tudo isso
Pelo teu amor.
E você, que diz ser humano,
como trata seu irmão
seu semelhante,
filho da mesma gênesis?
Se ainda é capaz
de chama alguém de lixo,
despreza o ser Supremo
que nos criou.
Jornalistas sérios se atêm aos fatos, sem empatia ideológica.
A liberdade de expressão deve ser armas de cidadania, não expediente para ofensas velas.
Cuidado com "aquilo" que te limita, somos feitos à imagem Daquele que tudo pode ser e fazer. Assim podemos ser quase tudo, e, entre esse "quase tudo" alguns chegam a 90% outros não passam de 1%."
Um dia alguém me perguntou por que eu queria ser tantas coisas ao mesmo tempo. Músico, escritor, poeta, jornalista, artista visual, e outras coisas que faço muito bem. Respondi que, à inteligencia humana, dentro do que é humano fazer, podemos tudo.E fazer bem depende de dedicação
Há uma liberdade absoluta e feliz quando escrevo, pois assim posso ser homem e deus ao mesmo tempo, posso escolher e determinar destinos.
FLORES
Um sinal de que existiu um paraíso
Um vislumbre do que podemos ser
Expressão de afeto da natureza
RELIGIÃO
Deve ser uma escolha livre
Opção de enxergar
o que há em todo homem
Algo que pode ser
negado ou afirmado
DEUS
Algo a ser pesquisado pelo espírito
Porto seguro para quem encontra
Interrogação e afirmação
natural do ser humano
Ser poeta não é escolha,
não se trata de opção,
ser poeta é uma condição
imposta pela poesia.
Não há liberdade de escolha,
ou somos poeta ou não.
Quero voltar a ser criança
à inocência da infância
eu preciso recordar.
Encontrar este menino
Que escreveu o meu destino
Eu desejo lhe abraçar.
Lhe contar as alegrias
que vivi No seu roteiro,
como até cheguei primeiro
onde ele imaginou.
Lhe falar do sofrimento
De deixar coisas pra trás
Do lamento da derrota
Mas o amor seguiu a rota
Que me trouxe muita paz.
COMO SER UM ESCRITOR
Você só será um escritor de fato, um escritor de verdade, capaz de causar todo tipo de reação ao leitor, como dor, sofrimento, raiva, desespero, prazer e riso, quando for capaz de escrever tudo que pensa de si mesmo, dos outros e do mundo. Quando for capaz de escrever tudo que viveu, tudo que se lembra dos sonhos e desejos abortados, quando for além da barreira da razão, do fantástico, do imoral, do perigo, do impróprio, e do absurdo, só então poderá se considerar um escritor. Caso contrário será apenas um aprendiz, um sonhador, no máximo um jornalista, cronista medíocre da vida real.
Evan do Carmo 18/02/22
