O Amor tem que ser Alimentado
O pecado é o inimigo da vontade, uma vez que a vontade sujeita ao pecado deixa de ser livre já que a vontade é o pressuposto fundamental para o julgamento do valor moral de nossas ações e decisões. Portanto, nunca se deve julgar alguém sem saber qual foi a real motivação para agir com tal vontade.
A compaixão não deve ser confundida com dó (lamento) ou empatia (conhecimento da dor). Esses são sentimentos passivos que não nos levam ao envolvimento com o sofrimento dos outros.
Não existe sociedade cristã convivendo com a falta de pão, se falta o pão não pode ser cristã. Pode ser tudo, inclusive religiosa, porém não cristã.
A religião deve libertar o homem e nunca escravizá-lo. A base da religião não deve ser o medo, mas sim o amor.
Na práxis do evangelho, o Jesus Histórico pode ser muito mais divino do que se imagina, assim como o Cristo Místico pode ser muito mais humano do que se anuncia.
O matrimônio é indissolúvel, como dom de Deus, portanto a indissolubilidade não pode ser vista somente e simplesmente como uma lei. A Fé não busca o conflito, mas sim o domínio da liberdade e da tolerância mútua. Mas não pode deixar-se formatar nas etiquetas estereotipadas da modernidade. Não seria o caso de antes de questionarmos a falência da indissolubilidade do casamento rever os valores e princípios que hoje norteiam esta união?
A felicidade é a certeza de que o Reino de Deus está próximo, pois ser feliz é um reflexo exterior do seu estado interior.
A desproporção do mundo parece ser, de maneira consoladora, apenas numérica.
Há tantas possibilidades de ser feliz.
Há tantos instantes de bem-estar: encontrar uma rua, uma pessoa, descobrir ensinamentos, conhecer a si mesmo.
Talvez este último seja o verdadeiro estado de satisfação, esta a maior alegria – o autoconhecimento.
Caos é singular. Só há um caos, e somos também o caos, a entropia e a maravilha de ser sem ser.
Ser líder não é ter habilidade e sim responsabilidade e isso implica em assumir os fatos sejam bons ou maus.
Meus olhos insistem em ser cachoeira
O vento ainda não a dispersou
Sou intensidade altaneira
Inescrupuloso embaraço
Sou o traço
Do riso discreto
Os dentes falhos
A janela aberta
Da imensidão.
Sou estranha às vestes alheias
Mas não sou sozinha
Eu sou multidão.
Os meus olhos ainda persistem
Como jarros d’água
Infinitas fontes
A cruzar as pontes da escuridão
Eu sou a senhora
Sou a meninice
Sou a pausa e o pique
Da imperfeição.
Meus olhos reclamam por vida
Os braços não deixam enxergar
A pele tão destemperada
O fogo aterra a água e o ar.
Eu sou incredulidade
Palavra de quem argumenta
Motivos, sentenças, viagens
Ao grão da pura inocência.
Meus olhos
Estão cansados
De tanto verter um rio
A cada segundo
No seu mais profundo
Mar em desvario.
