O Amor tem que ser Alimentado
Abandonar-me aos teus trejeitos
masculinos, protetores intensos
e abrir espaços para ser a cúrcura
sussurrante das tuas adoráveis folias,
Ser a indelével e indivisível ternura
de cada uma das tuas doces manias.
Reinventar-me a cada instante,
no teu coração ser Sapucaia florida
e o teu mais precioso romance,
O encanto constante pelo teu aroma
há de ser o meu viciante feliz sintoma.
Embora esteja escrevendo o que há de ser,
na verdade, está acontecendo dentro,
algo muito peculiar que tem revelado
de maneira inexplicável como doce tormento.
No mesmo fogo quero
que entre comigo,
Com paixão, mistério e conexão,
evoco ser o seu destino,
Para uns a Copa do Mundo
começa com a festa inaugural,
para mim ela só começa
quando o time da minha
Nação entra em campo,
por isso tenho razões
para esperar-te tanto.
Em matéria de amar,
para mim não é diferente,
Como escrevo poesia
falar de amor para mim é fácil,
mesmo que encontrar
o amor verdadeiro seja feito
encontrar agulha no palheiro
neste mundo de gente difícil.
Mas para o amor acontecer,
é preciso que a gente
deixe que entre realmente,
e faça em nós o que
tem que fazer do amanhecer
ao anoitecer como deve ser.
Por saber que você existe,
e por você ser a personificação
de cada impulso selvagem,
Entreguei pistas e dez vezes
mais sem dizer uma só palavra,
decidida ser o teu paraíso,
e que não haja mais a próxima;
mesmo que leve tempo,
porque pacto com o relógio
eu nunca terei mesmo.
O tempo é um ativo que busco,
sem adereços usar o dom divino,
Sem querer ser pretensiosa;
jamais na vida o desperdiço,
para a posteridade tenho escrito.
Da Paineira-rosa tenho a estatura:
O que pode levar distante a ternura,
nunca começa bem, logo não insisto.
O que ilude não convém porque confunde,
porque quero o que derrama e funde.
Quem é poeta sabe ler gente,
que são como água e azeite;
O romance e o drama sempre
serão dissonantes, paulatinamente.
A minha liberdade só encontra,
com cumplicidade outra liberdade
— E com o que é de verdade —
Porque se fez arrumada por dentro
para resistir a qualquer tempestade.
Indisponibilidade é porta blindada,
que não foi feita para ser forçada
pela virtude e disponibilidade;
Disponibilidade não é fachada:
é o caminho aberto e áureo.
Disponibilidade é encontro.
Se não existe como rumo novo,
não deve ser como caça ao tesouro;
Porque é o sol que sempre nasce
para quem realmente entendeu o jogo.
Permito-me enveredar contigo
sob o alinhamento da Lua e Vênus,
Bem distante de ser adicção,
apenas sendo a voz do coração.
Declamando alto em tom
de sedução em tempo de cavalgação
que de nós se aproxima
o tempo de amor e toda a paixão.
A minha íntima direção é onde
nasce a aurora matutina,
Embora acorde um pouco antes
em companhia das Plêiades.
Fazendo milhões de cenas
na imaginação onde o teu
como se derrama pelo meu
e nos fundimos por tais luzes.
Em grata retribuição sensorial
banho-me nesta aurivolúpia,
Desconfio que seja antecipação,
que seja o tempo de anunciação.
Agasalhar-me no teu peito
e nos teus braços fortes,
com intimidade e sinestesia,
ser o principal motivo
da tua verdadeira alegria;
por tal sonho tenho
sido totalmente absorvida.
Tenho certeza que, neste sonho,
não estou sozinha.
Percebo, ainda, discretamente,
a implacável sintonia fina:
como Mercúrio, Júpiter e Vênus,
cada qual com a Lua se alinha,
e ainda estamos em junho,
e sei que o mundo gira.
É tempo de contemplar
a florada da Quina-do-mato
aqui em Santa Catarina,
que com as suas flores
parece um aglomerado estelar.
Sei o que fazer com ela,
caso um chá precisar;
de igual jeito, sei o que fazer
quando o amor nos arrebatar.
[Por dentro, já está tudo arrumado
para quando chegar:
terás, nas mãos, o coração
afetivamente educado para amar].
O que pode ser melhor dito,
será bendito no silêncio.
A ação é o condão do verbo
em silêncio ocorrido.
Silêncio junto com você
pode ser benquisto,
Olhos nos olhos, amorosos,
será doce e genuíno
O silêncio acompanhado,
pode ser muito expressivo.
Fazendo da palavra a joalheria,
não busco o atalho do desejo;
E sim, insisto ser todo o universo
para recebê-lo potente e íntegro.
Não nos temos no momento,
mas me vejo sendo o teu riso,
o seu lidar com todas as artes
com domínio e pedestrianismo.
Enquanto não me tens mesmo,
sou a maior fonte de endorfina,
Tornei-me a sua grã liberação
com toda a calmante poesia.
Como afelandra em flor e raízes
imortais na amada Mata Atlântica,
não sou apenas enfeite ou pista,
assumo que sou a protagonista.
Porque descobri ser a alma da tua,
e a recíproca tem sido verdadeira;
Habitamos a transcendescência
com apego e sem interferência.
No teu céu noturno
deixa-me do profundo
ser a Lua serena e mansa,
e ser todas as estrelas
ao redor em festança
e sarau de poemas.
Do teu enleio sublime
ser profeticamente
a Caburé em voo livre,
Até nos momentos
que pedem pausa e limite.
Nenhuma distração tarde
nem permita que falte
o peito de um e do outro
como ninho de ouro.
Juro, que dobrarei a aposta
com todo amor e carinho:
terna, veloz e devagarinho.
Tudo o que deve ser feito para impedir a radicalização deve ser feito na surdina. Radicais gostam de visibilidade para montar um triplex nas cabeças vazias.
Ele se aproximou defendendo
o mesmo ponto de vista,
Em silêncio os meus passos seguia,
ser delicioso com poder exercia.
Nunca faltou com respeito,
nunca cruzou a linha,
embora tenha nas entrelinhas
deixado claro que me achava bonita.
Com jeito me incluía
a cada dia nas rodas de conversa,
De vez em quando a gente discutia,
Parece que até os meus
pensamentos o danadinho sabia.
Eu nunca fui militante, mas como observadora da cena, compreendo que ser militante não é espantar as pessoas, e sim atrair as pessoas, e penso que o divergente que não cruza a linha da falta de respeito pode se tornar um aliado, e até mesmo um amigo.
Pintar a si mesma,
admitir ser só,
Conhecer-se melhor
que qualquer um
e ser a sua própria escola;
Entender que no amor
nem sempre um mais um
será igual a dois,
Ser Frida é não
deixar-se para depois.
Cobiço a sua existência,
como os ghuts anseiam
ser inundados pela chuva
para verdejar a flora;
Com discrição de dama,
a curiosidade te namora.
A imaginação viaja longe,
ansiando estar contigo
na Antígua e Barbuda,
sob o sol e sob a lua,
sem pressa nenhuma.
Calipso quero dançar
na beirinha do mar,
sem se preocupar
se haverá alguém
olhando para nos julgar.
Sob a Antigua whitewood
abraçados descansar,
com a certeza de que
não são só juras de amor
que por nós irão passar:
O amor irá nos arrebatar.
Seria um condor
para ser cortejada
pelo meu condor,
e viver no alto
da América Austral
a mais linda
história de amor.
Ser consumida como a absoluta
estrela companheira num
pulsar binário de eclipses mútuos,
na Via Láctea dos apegos,
Os dois livres, profundos, despidos
e entre nós sem segredos.
Não é pedir muito...
