O Amor tem que ser Alimentado

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Todo ser humano,
deveria respeitar DEUS,
palavrões evitando,
nos dias seus...

Certos dias acordamos e temos a impressão que o dia vai ser ótimo mais enganados pelo bom humor ;
Somos pegos de surpresa por uma desiluzão momentania que marcará nossas vidas para sempre.
Então não se iluda !!!
viva tudo como se fosse o último dia da sua vida.

⁠Muitas vezes batemos no peito até com arrogância e dizemos ser donos disso, daquilo... Depois, descobrimos que nada é nosso, estamos apenas fazendo uso por um período.

Nasceste chorando, significa que os problemas sempre existiram, mas os risos não podem ser negociados.

Sempre vou me reerguer depois de uma derrota. Sempre vou superar qualquer dor. Fui feita para ser feliz. Por isso nada me deterá. Nada me derrotará.

O primeiro exílio de uma democracia acontece dentro da linguagem: quando a verdade passa a ser chamada de ameaça.

A vida é feita de uma sucessão de momentos. Momentos vividos e dos que virão a ser.

Ser poeta é dar voz aos sentimentos.

Ser Poeta é transformar a dor em arte. Em cada verso as palavras encontram abrigo e ganham asas para a imaginação. O Varal literário é um livro aberto ao vento.

Refúgio nas Linhas


Eu poderia me declarar, mas o medo de ser rejeitada me faz recuar. Não nasci para o desprezo – nasci para ser aceita, amada e adorada. São as minhas exigências como mulher. Trago em mim a convicção de que a mulher nasceu para ser amada, admirada e idolatrada. É a minha essência: romântica, inteira e sonhadora. Prefiro recolher-me em mim mesma do que receber um “não” ou um “talvez” sem coragem. Há dentro de mim um lugar sagrado, reservado ao amor e o amor, quando chega, precisa ser inteiro.


Eu poderia ligar, mandar mensagens, áudios – qualquer outra coisa revelando o que sinto. Poderia fazer surpresas, enviar músicas que tocam meu coração e minha alma, músicas que talvez tocassem a dele também. Eu poderia escrever uma carta manuscrita. Cartas a próprio punho são tão românticas –revelam a presença íntima de quem escreve, o perfume do papel, o calor das mãos que desenharam palavras amorosas. É como se o coração encontrasse refúgio nas linhas.


Há tantas formas de se declarar. No amor são infinitas as possiblidades. Eu saberia como fazê-lo, mas e se...e se desse errado? E se ele apenas achasse graça da minha declaração? E se não entendesse minha intenção? E se não sentisse o mesmo que eu? Esses “e se” ficam pipocando na minha cabeça e não me deixam seguir adiante. Deixam-me em polvorosa, só de imaginar-me tentando me declarar – e recebendo um “não” como resposta.


Preciso tratar esse meu ferimento interno. Cuidar da autoestima que, talvez, ande em baixa. Não sei responder às perguntas que me faço diariamente sobre esse medo da rejeição. Já pensei, repensei, tentei encarar o que pode ter acontecido num passado não tão distante. Tentei relembrar fatos que me deixaram assim, mas nada vem à mente. Talvez, eu precise reorganizar meu mundo interno, entender que é coisa da minha cabeça, que esse medo não existe de verdade. Talvez essa rejeição que sinto seja apenas fruto da minha imaginação. Talvez seja só isto. Talvez.


Talvez eu escreva uma carta ou mande uma mensagem me declarando. Amar é se arriscar. É colocar o coração na beira do precipício. E se ele dizer não, aceitarei, pois terei dito o que sinto – e isso, por si só, já é uma forma de liberdade.


Rita Padoin
Escritora

A vida me ensinou a ser batalhadora e a seguir sem medo. Ensinou-me a não parar, a não me acostumar com o meio-termo nem com o pouco. Ensinou-me que, lá fora, a vida grita, esperando que eu vá ao seu encontro, e que parar é morrer lentamente.


Ensinou-me que, quando caminhamos sem olhar para o passado, seguimos sem medo de viver plenamente o presente. O futuro, esse, pertence somente a Deus. Lá fora, há um mundo nos esperando de braços abertos. E quando temos fome de viver, encontramos coragem para ir além das nossas próprias possibilidades.


Rita Padoin

Quando o outro encontra a porta aberta, entende que o caminho está livre para ser ocupado.

O ser medíocre aceita o que é mal. Faria-se sentido, mas sabemos que ele avilta quem escolhe o bem.

Limites são reais?

Até onde alguém consegue ser feliz? E quão profundo pode chegar o poço da tristeza? Qual medida usamos para determinar o tamanho de uma alegria ou a profundidade de um sofrimento?

Talvez os limites sejam menos reais do que fomos ensinados a acreditar.

Criamos medidas para quase tudo: tempo, distância, peso, velocidade. Mas, quando tentamos medir aquilo que acontece dentro de nós, a régua parece perder o sentido. Não existe uma unidade universal capaz de determinar quanto alguém deve amar, quanto pode desejar, quanto deve sentir prazer ou até onde pode mergulhar em sua própria tristeza.

Sentimentos não foram feitos para serem medidos. Foram feitos para serem vividos.

A experiência humana não precisa pedir autorização para existir. A alegria não precisa ser moderada para ser legítima, assim como a dor não precisa ser pequena para ser verdadeira. Há profundidades da existência que somente podem ser conhecidas quando nos permitimos mergulhar nelas.

O prazer também pertence à natureza humana. É corporal, material e espiritual. Não é, por si só, algo que precise ser condenado ou diminuído simplesmente porque alguém, de fora, decidiu que existe uma quantidade aceitável de prazer para um ser humano experimentar.

Entregar o corpo a si mesmo é permitir que ele conheça suas próprias possibilidades. É deixar de enxergar a existência exclusivamente através da ótica daqueles que estabelecem regras para experiências que não vivem. É reconhecer que o corpo possui sua própria linguagem, seus desejos, suas descobertas e seus limites — limites que, muitas vezes, só podem ser conhecidos pela própria experiência.

Isso não significa negar as consequências dos nossos atos. Significa compreender que viver não é transformar a existência em uma prisão de medidas, culpas e proibições.

Talvez uma das maiores violências contra a vida seja ensinar alguém a ter medo da própria experiência.

Vivemos uma única existência que conhecemos diretamente. E talvez um dos sentidos dessa existência seja justamente experimentar: sentir profundamente, desejar, descobrir, cair, levantar, amar, sofrer, rir, chorar, tocar, contemplar, entregar-se e conhecer a si mesmo através daquilo que se vive.

Não somos máquinas programadas para sentir na medida determinada por outros.

Somos experiência.

E talvez viver seja exatamente isso:

entregar-se à existência sem transformar a própria vida em uma tentativa permanente de fugir dela.

P. H. Amancio

Segredos de Cais...


O tempo é um bom conselheiro
Cuida de ser um companheiro fiel
Não bane boas lembranças
Suprime, sem temor, gostos de fel


Cura e cicatriza férreas feridas
Nem se manifesta ante o pranto
Que requer rolar, mesmo que incessante
Pois as lágrimas, mesmo mudas, amadurecem


O tempo não faz sumir cicatrizes
Restadas de batalhas insanas
Nas noites de razões que resgata
Fiando em falas de amores febris


O tempo, converteu minutos em dias
Rasgando brisas e temporais
Num ciclo de encontro e despedida
Desses que silentes, guardam segredos de cais desmedida


Cego e poderoso como um raio
O tempo riscou minha vida
Ascendendo no céu de minha paixão
Uma estrela de ensinar a dizer não

A morte e o assassinato deixaram de ser tragédias para virar rotina, enquanto assistimos indiferentes à ruína da vida e ao festival de crueldade que praticamos uns contra os outros.

Quantas lágrimas mais precisarão ser derramadas pela maldade alheia para que o ser humano entenda que ferir o irmão é destruir a si mesmo?

O mal deixou de ser exceção e virou regra; a humanidade apodreceu por dentro, mostrando que o fim de tudo o que é bom já foi decretado pela nossa própria crueldade.

⁠A grandiosidade quer ser lembrada. A significância quer estar presente.

⁠Sobre não ser correspondido: o verdadeiro problema está no fim das esperanças e expectativas que se alimentou. Pois você não apenas idealizou a pessoa — idealizou também a si mesmo e a relação que poderia existir. É um caso de desilusão tripla.