O Amor tem que ser Alimentado
Quando o Ser se Torna Silêncio
Chega um ponto em que o barulho do mundo já não faz sentido.
Tudo começa a soar igual, pesado, distante.
Então vem o cansaço, e junto dele a vontade de parar, respirar e simplesmente existir por um instante sem ter que provar nada.
É nessa pausa que algo em nós desperta.
Não é um pensamento novo, é uma lembrança antiga — a de que estar vivo é, antes de tudo, sentir.
Quando o som lá fora se apaga, a gente começa a ouvir o que sempre esteve dentro.
Sem pressa, sem pressão, as coisas se ajeitam.
A vida mostra que o que realmente importa nunca esteve perdido, só coberto pelo ruído das urgências que criamos.
O poder que ignora limites termina por destruir quem o usa.
O saber que se recusa a duvidar acaba se fechando em si mesmo.
E o amor que quer prender o outro se transforma em controle.
Nada que nasce do medo dura.
O que é leve atravessa o tempo, o que é sincero permanece.
A sabedoria não chega por esforço, ela aparece quando paramos de lutar contra a vida.
Ela vem no silêncio, quando o coração entende o que a razão não alcança.
Não é algo que se aprende, é algo que se reconhece — um saber que já estava ali, esperando calma para se revelar.
Às vezes, tudo desaba.
E a gente acha que acabou.
Mas não acabou.
Foi só o jeito da vida mostrar que há outro caminho.
O caos não vem punir, vem mudar o rumo.
A queda não é derrota, é movimento.
A gente vive entre o sentir e o compreender.
Entre o que o mundo mostra e o que o coração traduz.
Quando o olhar se acalma, o mundo muda de cor.
Quando o gesto é honesto, o tempo parece mais gentil.
Ser forte não é resistir a tudo, é saber entender quando é hora de soltar.
E quem continua bom mesmo depois de se ferir já entendeu o que é amar de verdade.
Não é preciso prometer nada nem planejar demais.
O agora basta.
Quem está inteiro no presente não teme o que vem.
Porque tudo o que muda, muda para ensinar.
O futuro não depende de crença, depende de consciência.
De gente que saiba ouvir antes de reagir, sentir antes de julgar, viver antes de explicar.
Quando o ser se torna simples, o mundo fica mais claro.
Nada precisa ser vencido quando é compreendido.
Tudo o que buscavas sempre esteve aí,
esperando o momento em que parasses de correr.
A sabedoria não é conquista, é retorno.
E o silêncio — esse mesmo que agora te abraça —
é o lugar de onde nunca saíste.
PRESENÇA ADVAITA
A travessia do ser que deixa de lutar contra si
A cidade ainda não dormiu.
O ar tem cheiro de chuva e café esquecido.
Há buzinas, passos apressados, vozes cansadas atravessando a noite.
Aqui dentro, a casa fecha as pálpebras e o corpo desaperta os ombros.
A respiração desacelera, como se o tempo, por um instante, perdesse a pressa.
Não é iluminação, é pausa.
Não é milagre, é o cansaço que aprende a sentar.
No intervalo entre o que se esgota e o que começa, algo desperta.
É mais sopro que ideia, mais pele que palavra.
Viver é sentir.
Sentir é o único gesto que não mente.
É quando você acontece.
Não chega, se revela.
Nada em você exige lugar, mas tudo muda à sua volta.
O ar fica mais leve, as sombras perdem pressa.
O silêncio ao seu lado tem temperatura.
Parece uma mesa posta no meio da alma.
Você toca o lugar em mim que sempre esperou,
e algo, enfim, consente.
Ainda com medo, eu consinto.
Não há urgência, há respeito.
A ternura não anuncia sua entrada,
ela simplesmente chega e fica.
O medo, visto de perto, se torna pequeno.
A dúvida, cansada, adormece na varanda do peito.
O que antes era abismo agora é chão molhado,
com marcas de quem passou e ficou.
O ser é o campo onde o medo e o amor se escutam.
Ali, o humano e o eterno se olham sem querer vencer.
Quando há escuta, o silêncio deixa de ser muro e vira ponte.
Antes da calma houve deserto.
Antes da ternura, ferida.
Já temi o que mais amava,
já fugi do que me curaria.
Até que o orgulho se desfez,
e a suavidade entrou pela fresta da noite.
Nem tudo em mim é paz.
Ainda há grito guardado,
e o eco às vezes volta sem aviso.
Mas ele já não fere, apenas me devolve à carne.
O amor que prende é medo disfarçado de zelo.
O amor que acolhe tem mãos abertas e chão firme.
Nele, dois seres se olham sem truques.
Ambos feridos, ambos atentos.
Sabem que o outro teme, e ainda assim permanecem.
Eu tropeço.
Duvido.
Às vezes quero trancar a porta e esquecer o mundo.
Mas é a dúvida que me devolve à fé,
essa fé pequena, feita de respiração e paciência.
Só quem sente profundamente aceita não entender tudo.
Com você, o tempo não desaparece, ele respira.
A casa continua casa, o mundo continua áspero.
Há contas, filas, injustiças e gente que carrega o dia nas costas.
Mesmo assim, algo em nós encontra um ritmo bom,
um espaço simples onde a ternura sobrevive.
Não busco eternidade, busco verdade.
Prefiro o instante vivido à promessa que não cumpre calor.
O que é real não morre, apenas muda de rosto.
A presença é o milagre discreto que sustenta o mundo enquanto ninguém vê.
Não há promessa, há encontro.
Não há destino, há travessia.
Você não chega, acontece,
como chuva breve em tarde quente,
lavando o pó do que restou.
A plenitude não está em domar os sentimentos,
mas em atravessá-los inteiros.
Quando compreendo o medo, o amor deixa de ser fuga
e vira casa com portas que abrem por dentro.
Nem tudo que acalma cura.
O silêncio também corta,
mas é corte que limpa,
como mar depois da tempestade.
Às vezes a luz arde antes de iluminar.
Às vezes o amor desmonta o que eu usava para me proteger.
Se o tempo nos afastar, a presença não parte.
O sentir muda de tom, como maré que recua
só para lembrar que voltará.
Você é travessia,
o agora entre duas incertezas,
a prova de que o amor pode existir sem fazer barulho.
Se o silêncio for tudo o que restar,
ainda assim haverá amor.
O que é verdadeiro não precisa ser dito.
O toque fica mesmo quando a mão já se foi.
A lembrança não pede voz,
a pele ainda sabe o caminho.
Ser forte não é erguer muralhas,
é continuar sensível quando o mundo pede dureza.
É olhar o outro e ver o mesmo espanto,
a mesma fome de não ferir.
Escolho te sentir.
Não para possuir, mas para reconhecer.
Não para vencer, mas para ser verdadeiro.
Se o sentir trouxer dúvida, que venha.
Que confunda e console.
Que assuste e cure.
Que desfaça o chão só para mostrar o céu que sempre esteve ali.
Entre nós talvez não haja nome,
e tudo bem.
O real prefere ser vivido a ser explicado.
O amor que nasce quieto é o que mais permanece.
Ele não disputa palco, respira.
É o som do ser se reconhecendo no outro.
Quando o ser se torna simples, o medo aprende a ouvir.
Nada precisa ser vencido quando é compreendido.
A sabedoria não nasce da força,
mas da entrega.
Do instante em que o ser para de fugir de si
e percebe que nunca houve vazio,
apenas verdade esperando espaço.
A cidade enfim silencia.
Uma janela apaga, outra acende.
O ar cheira a terra molhada.
E no reflexo do vidro, eu me reconheço.
O silêncio me olha,
e nele eu ainda vejo.
Ser mineiro.
Com uma conversa tranquila e acolhedora, consegue convencer as pessoas e enxergar saídas onde outros só veriam obstáculos.
O que se quer é você não aceitar ser obrigado a desistir dos seus sonhos.
A única pessoa que realmente sabe o que isso vai te ajudar quando alcançar, é só você.
Comentários alheios só te farão você sofrer a te morrer. Mas estar firme no que pode mudar sua vida, não ouvir comentários negativos, isso sim te fará alcançar sucesso na vida.
Assuma os teus erros, pois não deixarás de ser quem tu és. Simplesmente livrará a tua mente de transtornos.
Ser otimista não é só um jeito de ver a vida. O Otimismo traz as energias que ajudam o universo a conspirar a nosso favor.
O ato de bravura pode ser enfrentar as intempéries da vida, o improvável as contestações e embates, o caos instaurado na mente e na vivencia diária.
Suas referências devem ser os momentos em que suas emoções agiram por você, a partir daí você saberá o que deve ser mudado em sua vida.
Ser convidada para este chá de bebê é um privilégio. Ver amigos tão queridos se transformando em pais aquece o meu coração e me enche de alegria!
Liberdade vigiada
Minha voz não nasceu para o silêncio
Mas tentam calá-la
Com leis que servem ao poder
Com dogmas que não aceitam perguntas
Com costumes que se erguem
Como muros
Entre o direito de existir e eu.
Dizem
Não fale
Não questione
Não ouse
Não seja atrevida!
O medo é a corrente mais afiada
A prisão mais invisível
Usam-no como chicote
Fazendo de cada gesto de coragem
Um risco de punição.
Mas a palavra não se apaga.
Ela encontra frestas
Escapa pelas brechas do tempo
Grita em olhares
Se escreve nas ruas
Se levanta na boca de quem resiste.
Liberdade de expressão
Não é concessão de governantes
Nem favor de religião
Nem migalha de convenção social.
É direito de ser humano
De pensar
De discordar
De criar
De recriar
De questionar
De expandir
De viver sem algemas no pensamento.
Revoltante é saber que
A história repete seus cárceres
Vozes queimadas em fogueiras
Enterradas em ditaduras
Tantas hoje esmagadas
Em nome de ordem
De fé
De mercado.
Mas eu insisto em dizer
A liberdade é chama que não morre
Quanto mais tentam sufocá-la
Mais se espalha no ar
Mais vontade tem de se soltar
Mais cria coragem
Para chegar a outras mentes
Que criarão a mesma coragem
E gritarão.
E quem hoje se julga dono da verdade
Há de perceber
Cedo ou tarde
Que nenhuma força
Cala para sempre
A voz da humanidade.
Rosas repletas de paixão, que no jardim fazem morada; queria eu ser uma rosa, para me entregar nas mãos da amada.
Ser pai de verdade
Ser pai não é só dar nome
Ou comida e abrigo
É ser exemplo de força
Buscar ser o grande amigo
É ensinar que o melhor trilho
Não é de ouro nem de brilho
Mas o que foge do perigo.
É viver na luta diária
Mesmo com medo ou cansaço
Ofertar sempre bom conselho
Mostrar a força do abraço
Pro momento mais secreto
Ser pontual e discreto
Desfazer nó e criar laço.
É mostrar o que é mesmo o certo
Apoiando-lhe na dor
É ouvir mais do que falar
Com a escuta do amor
É ser a grande presença
É permanecer na crença
Que o filho tem muito valor.
Pai de verdade é imagem
Não somente no retrato,
É aquele que está perto
No dia a dia e de fato
Mostrando que o agora
Acontece sem demora
Se constrói com cada ato.
Por isso neste seu dia
Receba o nosso carinho
Pois seu exemplo e coragem
Faz cair todo espinho
E sua missão sagrada
Faz da sua jornada
Ser farol neste caminho.
Em 2026, encerro o ciclo de ser utilitário na vida alheia. Decidi que minha energia só será investida onde a reciprocidade não é um favor, mas o padrão
Eu só queria ser única na vida de alguém,
E essa palavra 'única' me lembra alguém, uma única pessoa que falou isso ....
Hoje começo escrevendo sobre o pouco q aprendi sobre a vida. Me perdi no caminho agora o que será de mim? No futuro perdido no tempo, mente fragmentada, coração em pedaços, uma sombra do outrora que já fui, arrependido de ter feito escolhas erradas, que fiz amigos que perdi, eu me perco em pensamentos sem saber pra onde seguir. Cada vez que deito, acordo assustado, sou um preso de minhas próprias escolhas.
Outro dia uma nova página tento escrever, uma nova história, mas a cada letra uma lágrima desce, não consigo largar o passado.
Fico pensando: se eu tivesse feito outras escolhas, como tudo teria terminado? Penso num futuro diferente, talvez seria feliz. Todos me veem feliz por fora, mas não sabem a tristeza que me consome por dentro. Quantas vezes já pedi pra morrer. Nem coragem pra isso eu tenho. Sou uma vergonha, será que um dia posso encontrar descanso? Minha alma clama por libertação.
Reviver o passado nos lugares onde fomos felizes pode ser uma ilusão: nada lá é o que foi — nem as coisas, nem os lugares, nem nós mesmos.
