O Amor tem que ser Alimentado
Liberdade de espírito não é questão de reclusão. É apenas querer ser livre para ser o que é, sem se importar com quem está questionando o porquê.
Na vida, as formalidades deveriam ser substituídas pela humildade e a simplicidade com que ela nos presenteou.
Ser merecedor das glórias oferecidas pela vida é ter a humildade de entender e aceitar sem questionamentos, o que ela nos reservou.
Ser Poeta é transformar a dor em arte. Em cada verso as palavras encontram abrigo e ganham asas para a imaginação. O Varal literário é um livro aberto ao vento.
Refúgio nas Linhas
Eu poderia me declarar, mas o medo de ser rejeitada me faz recuar. Não nasci para o desprezo – nasci para ser aceita, amada e adorada. São as minhas exigências como mulher. Trago em mim a convicção de que a mulher nasceu para ser amada, admirada e idolatrada. É a minha essência: romântica, inteira e sonhadora. Prefiro recolher-me em mim mesma do que receber um “não” ou um “talvez” sem coragem. Há dentro de mim um lugar sagrado, reservado ao amor e o amor, quando chega, precisa ser inteiro.
Eu poderia ligar, mandar mensagens, áudios – qualquer outra coisa revelando o que sinto. Poderia fazer surpresas, enviar músicas que tocam meu coração e minha alma, músicas que talvez tocassem a dele também. Eu poderia escrever uma carta manuscrita. Cartas a próprio punho são tão românticas –revelam a presença íntima de quem escreve, o perfume do papel, o calor das mãos que desenharam palavras amorosas. É como se o coração encontrasse refúgio nas linhas.
Há tantas formas de se declarar. No amor são infinitas as possiblidades. Eu saberia como fazê-lo, mas e se...e se desse errado? E se ele apenas achasse graça da minha declaração? E se não entendesse minha intenção? E se não sentisse o mesmo que eu? Esses “e se” ficam pipocando na minha cabeça e não me deixam seguir adiante. Deixam-me em polvorosa, só de imaginar-me tentando me declarar – e recebendo um “não” como resposta.
Preciso tratar esse meu ferimento interno. Cuidar da autoestima que, talvez, ande em baixa. Não sei responder às perguntas que me faço diariamente sobre esse medo da rejeição. Já pensei, repensei, tentei encarar o que pode ter acontecido num passado não tão distante. Tentei relembrar fatos que me deixaram assim, mas nada vem à mente. Talvez, eu precise reorganizar meu mundo interno, entender que é coisa da minha cabeça, que esse medo não existe de verdade. Talvez essa rejeição que sinto seja apenas fruto da minha imaginação. Talvez seja só isto. Talvez.
Talvez eu escreva uma carta ou mande uma mensagem me declarando. Amar é se arriscar. É colocar o coração na beira do precipício. E se ele dizer não, aceitarei, pois terei dito o que sinto – e isso, por si só, já é uma forma de liberdade.
Rita Padoin
Escritora
A vida me ensinou a ser batalhadora e a seguir sem medo. Ensinou-me a não parar, a não me acostumar com o meio-termo nem com o pouco. Ensinou-me que, lá fora, a vida grita, esperando que eu vá ao seu encontro, e que parar é morrer lentamente.
Ensinou-me que, quando caminhamos sem olhar para o passado, seguimos sem medo de viver plenamente o presente. O futuro, esse, pertence somente a Deus. Lá fora, há um mundo nos esperando de braços abertos. E quando temos fome de viver, encontramos coragem para ir além das nossas próprias possibilidades.
Rita Padoin
Muitos crentes dizem sou crente e vou pro céu sou pastor e vou pro céu cara o que adianta você ser tudo isso e não amar o próximo diz-me o que adianta você anda com uma bíblia e só pensa em dinheiro mim, diz o que adianta você trair a sua esposa e abandonar seus filhos por uma pessoa que você conheceu a uns meses atrás dizem aí.
Menino do coração despedaçado
É, lá vou eu de novo, mais uma vez me entreguei pensando ser a pessoa certa e tô aqui insistindo por atenção, tentando te convencer. Cara, na real, por que isso só acontece comigo? Isso dói muito, tô aqui me despedaçando por dentro.
É parte da cura
o firme desejo de ser curado,
diz o honrado Sêneca!
Logo, não há porque nos
afeiçoarmos a certos hábitos
e deformidades
que apartados de mínima
sensatez, tão só nos
adoecem!
... um gesto de perdão
evidencia a virtuosa estatura
de um Ser... E, aos ora acolhidos por
misericordioso aceno, a chance de
remediar suas criadas demandas e
deslizes - ainda que, em muitos casos,
resgatados mediante o amoroso
bálsamo da contrariedade
e da dor!
