O Amor Natural
Aprendemos a ser amor
com as correntes do mar,
Elas são ora quentes e ora frias,
E mesmo assim não deixam
de se encontrar;
Somos dois eternos amantes
- a se [amar].
Não importa se está
nublado ou se está sol,
As noites ao teu lado
são de luar,
E o teu corpo estelar:
é a constelação
a nos iluminar.
Aprendemos ser amor
no dia a dia,
Até Salinas se torna
um rio de água doce,
Na sua boa companhia,
Somos dois eternos
amantes da [poesia].
Aprendemos a viver
com as correntes do mar,
Elas são mansas e ora bravias,
e mesmo assim não se deixam jamais;
São correntes que se unem,
e vivem a se [cortejar].
O amor e o coração da mulher
(fazem deste mundo um império),
Porque de ti peguei emprestada
(a sublime vista),
Em busca de aportar a orientação
(em busca de terra à vista),
O mar do Paraná também faz canção
(esconde um mistério),
E a mais sublime tentação...
Nunca ninguém contou,
E sequer comentou,
Quem nunca foi ao Paraná
(nessa vida nunca amou);
Eu te canto em todo lugar,
porque dentro de mim
você para sempre habitará.
Somos uma história que não findou,
e não (findará);
Dentro do teu coração para
sempre eu hei de morar,
E você jamais deixará de me amar;
porque sou como a brisa
do mar do imenso (Paraná).
Nasci para te amar,
Nestes versos vou te mostrar:
que o amor é um
oceano de amar,
que enfrenta o tempo.
E tem o firmamento
como signo celestial;
nasceste para ser a minha letra,
e o meu encanto sobrenatural.
O Paraná é um mistério de amor especial,
quem não conhece não sabe o que é -(sensacional).
A poesia segue solta
como as ondas do mar,
Poesia que se preze deixa
o amor se chegar,
Como fina dama ela sabe
se comportar,
E como cortesã ela sabe
o quê te dar...
Posso te amar
em todos os ritmos do Brasil,
Com grande competência
que ninguém viu,
E sequer nenhum ser humano ouviu,
Sou a prece que ao Pe. Cícero
você dirigiu.
A existência pode ser fugaz
- falaz,
O amor é que a torna audaz,
E esse teu amor dengoso
que você faz,
Você sempre acaba fazendo
com que eu vá atrás.
Camboinha, Camboinha, Camboinha,
Alguém tocou a campanhia,
Não me sinto mais sozinha,
Eu já tenho você e o Sol
para fazerem companhia.
Podem vir dias com pouco sol,
Não temo, confio em nós;
Porque o amor canta
Como um rouxinol.
Temos bons motivos,
Para nunca sermos sós,
E para ficarmos a sós:
É a primavera em floração
Fazendo companhia
Faça chuva ou faça sol.
Através destas mil fotografias
Que também são poesias,
- vou laçando o seu [coração
Porque se ama com os olhos, com a boca
E também com o [coração.
Com amor o campo se faz florido
Independente de [estação,
Vou nos perfumando
E provocando mil caminhos
Até o pote no final do arco- íris,
Que é o seu carinhoso [coração.
Trazemos um conjunto de manias, taras,
Costumes, hábitos - e doces perfumes.
Um conjunto de intenções que aos olhos denuncia,
Desse pecado não quero me fazer remida,
Sou a verdadeira miragem que não se apaga,
Carrego a honra do meu corpo nu de mulher amada,
A minha pele ao sabor do teu prazer - cintila.
Em finas letras jogadas ao vento - da forma mais 'feminina',
Provoco-te em poesias porque leio o teu pensamento,
Sei que esse você está para surgir
Novamente a qualquer momento:
Por isso a minh'alma não está aflita,
Vou seguindo semeando versos
Neste infinito campo de tulipas.
Na vida só amar é o que importa,
somos do tamanho que amamos.
É o amor que dá sabor e forma
à tudo que sonhamos...
Por isso ame do seu tamanho,
você é do tamanho do amor.
Ame sem rimar com dor,
amar é viver em esplendor...
O amor é bênção do firmamento,
Creia que ele virá com o tempo.
Ora ele é manso e ora é bravio;
Tal qual como o mar, assim é o amor.
Passageira rumo
ao sonho de amor
que muitos dizem
que aqui neste
mundo não existe.
Não me importo:
estarei neste vagão
viajando ao todo dia
até ao teu encontro.
Porque sei que
em algum lugar
você se encontra,
E este amor de
mim tomou conta.
Não tenho dúvida
de que o destino
nos surpreenderá
E intenso nos unirá.
O teu amor é sopro leve
Que venhas logo
Te espero em breve
Traga o teu beijo nordestino
Delicioso colo de homem
Lindo coração de menino
No vem e vai da sanfona
Sensualidade completamente à tona
Que remexe com esta pomba
No bate coxa educado
Desfrutando do requebrado
Escolhi o meu namorado
O nordestino quando dança
Tem o balanço do mar
Eu tenho um nordestino para amar
Quem escreve não deixa de ser cantor,
quem escreve canta baixinho...
Se você quer o seu amor, cante,
Não tenha medo de escrever,
Espalhe o seu fulgor...
Quem escreve não deixa de ser poeta,
quem escreve até pensando que não é.
Acaba escrevendo tanto - que acaba
virando - o quê não era: poeta.
Quem escreve não deixa de experimentar,
quem escreve aprende um dia o que é amar...
Se você quer o seu amor ame, arrisque,
Porque se você não se arriscar,
Não saberás se valeu a pena navegar...
O amor não deixa de ser um oceano,
ser poeta é também ser navegador...
Ame e continue tentando,
até você encontrar o seu amor.
O amor está aqui e por todo lugar,
basta você me olhar,
Estou na serra, no sertão e no mar,
sou noite estrelada e com luar;
Nasci para ser sua, nasci para te amar.
Na escalada poética
Até o alto da Torre Eiffel,
Trago uma bagagem [leve].
Trago o amor que passeia pelo tempo,
Porque os meus flancos,
Tu bem os [conhece],
Sou um poema que sorri,
e te [aquece]...
Estrelada ou não,
A noite é sempre [licenciosa],
É isso que a faz rainha,
E a torna [majestosa].
Melhor ainda se vier
Acompanhada do teu prazer,
Tornando-a ainda mais [saborosa],
Porque dela retiro a doce carícia amorosa.
Entre versos entreabertos
Escritos com [mel],
Agarro-me à ti para tocarmos o céu,
Coreografando com as estrelas
Para enfeitar a noite pequenina,
[para desmistificar] tudo o quê vier,
E incendiar o nosso [bordel]...
Chame de bordel, chame do que quiser...
Chame até de cabaret!...
Desde que me chame só para você,
E do jeito que eu vier... degusta-me!...
Porque em letras tudo pode, nada é pecado.
Somos livres, criativos e sabemos,
Que o corpo humano não nasceu
Para ser vendido, e nem comprado.
O corpo humano nasceu para ser dado,
E amado... ele é sagrado!...
Amada serei um dia talvez,
E do jeito que me [apetece],
- emanarei o aroma que te enlouquece
Conheço a cantiga que te [adormece],
- e o balanço que te [enternece]
Sou o amor que jamais se [esquece].
Mergulho no auge da noite,
Voo em altitude,
Vou plainando feito uma pluma
No teu corpo,
Amar você é salto,
E também é altura,
Porque requer manha,
E nenhum esforço.
Sei de tudo, e mais um pouco,
Lembro de cada minuto precioso,
Ainda tenho na minha boca:
O teu divino e saboroso gosto.
Eternizo nesse libelo a cor do nosso amor,
Elixir vindo através da tranquila maresia,
Espraiando em nós a mais íntima poesia;
Em letras corridas, escritas com louvor,
Sopra carinhosamente a brisa do mar...
O poente vem aconchegando a gente,
Assim vou te trazendo alegremente,
Tenho você para me fazer carinho,
Amar, deleitar-me e fazer sorrir
- simplesmente -
E sem nenhum motivo [aparente]...
Escrever para nós só se for com alegria,
Até na mais profunda nostalgia;
Caso um dia, queiras ir,
O teu coração procure de novo
Sempre pelo meu sorrir.
Quem escreve poesia recebeu o dom
Da sensibilidade para fazer
O outro amar mais do que amar,
E ser capaz de atingir até a eternidade
Tendo a coragem de cantar a saudade,
Vivendo a vida em plenitude,
Para se orgulhar do amor
Que sente de [verdade].
Paulatinamente,
como presença
espiritual que pede
o tempo todo paz
e amor para tirar
de todo coração
a truculência
que impede
a reconciliação
e o regresso
ao caminho de volta
tento ir em busca
das verdades
e da mentiras
em meio ao nevoeiro.
Declaradamente,
assumo que
presto atenção
e dou credibilidade
ao General de olhar
duro de azabache,
seja quando cala,
fala ou se indigna
contra as falácias
e as mentiras dos
que possuem malícia
que espalham tudo
e quase sempre
não provam nada.
Mesmo que todos
me contestem ainda
insisto em pedir
a liberdade da tropa
e do General,
que sei que são
os últimos da fila
e da comum
compreensão de uns.
Sei que nem por
duas vezes o meu
nome não tem
saído dos lábios
dos filhos de Argos
além destes meses,
porque sei que
eles me têm
morando no coração,
e eu tenho todos eles.
Tão precioso e raro
quanto marfim,
O nosso amor bravo
cruzou obstáculos
da vida e do tempo,
E hoje se confirma
o leal sentimento
que forte nos uniu,
e sempre se celebra.
Escuta, meu amor,
na boca do povo
o pranto da Wiphala,
nas linhas e cores
das veias do destino
tem sido escrito
o poemário do século
com latino-americanos
e todos sacrifícios
em nome da liberdade
e dolorosos fatos.
O perigo dos governos
autoproclamados,
com apoios de países
com vil interesse
é para semear
o genocídio e depois
fazer os seus
crimes apagados,
porque juridicamente
são menos do que ratos.
Escuta, meu amor,
não nos encontramos,
não sei nem se
um dia nos encontraremos,
peço que a tropa e o General
não os deixemos em nome
do que nós acreditamos;
Sofro a dor dos humildes
que os homens do golpismo
da Bolívia estão matando
e no Chile outros andam
o seu povo estão cegando.
O amor surgiu
bem mais claro
que cristal puro,
Desde a primeira
vez senti que era
você o meu mundo;
Vivendo a entrega
perfeita e mútua
aqui estamos
a cada segundo.
As gotas
de amor
do General
de olhos
inabaláveis
de azabache
vem todos
os dias
fazendo
um oceano
pelo futuro
para que
não se perca
a fé na vida.
Não dá para
fingir que
as mestras
não estão
indignadas,
Por cada uma
sofro em dobro,
Não sejam
um estorvo,
Vocês não
sabem o quê
elas passam.
Não se trata
de uma teoria:
O Coronel
está com
a filha detida.
Foi assinado um
acordo parcial
com a minoria,
Creio que
a palavra
será cumprida.
Só Deus sabe
quando vão
soltar a tropa
e o General,
Não desistirei
de seguir
por cada um
pedindo em
tons reais
e de harpa celestial.
Arroio Trinta
Pedra fundamental
por mãos caboclas,
É Riacho pequeno
beijo de amor infinito
no Vale do Rio do Peixe.
A imigração italiana
plantou lavouras
de ternura e fez
do destino uma cidade.
Arroio Trinta, adorada,
tu bem sabes que te amo
muito mais do que trinta vezes,
além das das horas, dias, horas
meses e por todas as auroras.
A minha oração nas grutas
e no mirante é por ti
e por toda a sua gente,
que ama, luta e segue em frente.
Quando você surgir na minha vida
só de amor que quero falar,
porque para mim
é o quê realmente importa.
