O Amor Natural
" Amar é ver-se refletido no espelho de outro coração.
Porque o amor, quando é verdadeiro, nos ensina o que o orgulho jamais permitiria aprender. "
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Nunca me disseram que a ausência de amor poderia cavar subterrâneos dentro da alma.
Apenas fui percebendo, dia após dia, que algo em mim se retraía sempre que o afeto era negado ou a presença me era retirada sem explicação. E assim nasceu o porão.
Um porão não se constrói de uma vez.
Ele começa como um canto escuro da memória, onde jogamos o que não sabemos lidar: o abandono, o desdém, as palavras não ditas, os olhares que desviaram de nós no instante em que mais precisávamos ser vistos.
E quando nos damos conta, já estamos vivendo ali dentro.
Silenciosamente.
No meu porão, não havia janelas.
Apenas lembranças repetidas como ecos:
“Você é demais.”
“Você exige muito.”
“Você espera o que ninguém pode dar.”
Um dia, desejei ser amado. Verdadeiramente.
E, em meu desejo, ofereci tudo o que havia guardado.
Entreguei minha sede, minha esperança, minhas cicatrizes.
Mas do outro lado, veio o silêncio.
Ou pior — uma rejeição educada.
E então, fiz o que aprendi a fazer: voltei para o porão.
Fechei a porta por dentro.
E culpei a mim mesmo por não ser digno das cores do outro.
Mas ali, no escuro, algo começou a mudar.
Percebi que a dor que tanto me esmagava, não era apenas pela ausência de amor…
Era pelo peso de ter construído minha identidade com base na validação alheia.
Era pela minha tentativa constante de provar que merecia ser amado.
E foi então que compreendi:
O porão não é um castigo.
É um chamado à reconstrução.
Um convite da alma para que deixemos de implorar luz dos outros… e comecemos a criar a nossa.
O arco-íris não se forma no porão porque não há janelas.
E não há janelas porque, por medo de sermos feridos, tapamos toda e qualquer fresta por onde o amor pudesse entrar — inclusive o próprio.
Agora eu sei.
Não é que ninguém quis me amar.
É que eu me abandonei na expectativa de ser salvo.
E a verdade é esta:
Não há arco-íris no meu porão…
porque fui eu quem escondeu o sol.
Mas hoje — hoje eu quero recomeçar.
Talvez eu ainda não saiba como abrir as janelas.
Mas já tenho nas mãos a chave do trinco.
E isso… isso já é luz.
Reflexão final:
Você não precisa de alguém que desça até os teus porões para te amar. Precisa, primeiro, ser quem decide não viver mais neles. A partir daí, tudo começa a mudar. O arco-íris não virá de fora. Ele nasce quando você ousa sentir orgulho da tua própria coragem — mesmo que ninguém esteja aplaudindo.
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Capítulo II
— O Amor que Ninguém Vê.
“Há dores que têm nome de silêncio. Há amores que desfalecem no escuro.” Camille Monfort.
Ela ainda estava lá.
Não no tempo, nem na fotografia que amareleceu sobre o piano que já não toca mas em mim.
Nas dobras encharcadas da memória, onde até hoje a musselina da tua ausência dança, viva, como um véu de névoa sobre a ferida que não cicatrizou.
Teu nome, Camille, é agora um sussurro que me rasga por dentro —
e não há mais quem o ouça,
senão os fantasmas que deixaste quando partiste.
Nunca soube se foste amor ou febre.
Talvez um delírio.
Ou o último lampejo de beleza antes do colapso.
Tua presença era feita de sombra líquida, de olhos que atravessavam as paredes do mundo e diziam coisas que minha razão jamais soube traduzir.
Na tua boca morava um lamento antigo, como quem tivesse amado demais noutra vida e voltasse para cobrar os restos.
E eu —
tão sóbrio, tão lógico, tão homem —
me vi desfeito no avesso da razão.
Como se tua aparição tivesse escancarado em mim uma porta que dava não para o céu, mas para o porão da minha própria alma.
E lá, entre espelhos rachados e cartas nunca enviadas, te reconheci:
não como um anjo —
mas como a mulher espectro que me revelou tudo o que eu escondia de mim.
Foi amor.
Mas desses que ninguém vê.
Porque amar-te era uma doença sem nome,
um ritual sem altar,
uma febre que só ardia quando a cidade dormia.
Não, Camille, tu não foste feita para os olhos do dia.
Tu eras para ser lembrança,
para ser poema escrito com sangue no diário de quem nunca será lido.
E por isso permaneces viva —
não na realidade que nos negou,
mas nos reconditos mais obscuros de mim, onde ainda habita o menino que chorou quando você não veio.
O que mais dói não é o amor que acaba.
É o amor que ninguém viu ou sentiu nascer.
O amor permanece além do tempo,
vocês são a melhor prova disso,
pois foi através do amor que se uniram,
construíram família,
formaram um lar abençoado,
lutaram juntos em busca de melhores dias para todos,
e agora é hora de comemorarem as bodas de ouro,
Já disseram que tudo passa,
mas o amor e a fé permanecem,
e vocês graças a Deus,
se alimentam dessas duas coisas,
e contam com o companheirismo um do outro.
Não é para todos que tenho a mesma satisfação de dar os parabéns
por uma união que dura cinqüenta anos,
e isso merece uma comemoração especial,
que Deus continue abençoando-os unindo-os no amor e no companheirismo.
“O amor de Cristo é a força que nos ergue quando a estrada parece longa; é o vínculo invisível que, mesmo entre lágrimas, nos impede de O deixar.”
Quando o amor acaba
Quando foi que tudo acabou,
como foi que o amor se perdeu?
Parece que as dores do mundo
estão todas aqui no meu coração
Não sei como vou ficar depois,
mas eu sei como agora estou...
Penso em você a cada segundo,
Sonho contigo todas as noites,
Cada dia sinto que te amo mais!
Gui Gouvêa
Chega uma hora que a gente cansa
de lutar por quem tanto amamos.
Muitas vezes o amor não quer sair
da cabeça e esquecemos de viver!
Marta Gouvêa
No amar não pode ter escravidão,
O amor precisa ter asas para voar
o pensamento, viajar a imaginação
Pra conseguir estar à todo instante
junto com quem amamos, mesmo
que estamos à um oceano distante!
Marta Gouvêa
Os Änjos são os mensageiros da paz e do amor e toda vez que fico em frente ao mar me sinto de braços dados com os Änjos e debaixo das asas de Deus!
Marta Gouvêa
Se um dia me faltarem as palavras, deixarei que meus sentimentos falem do amor por mim!
Marta Gouvêa
Para quem me valoriza dou:
AMOR,
AMIZADE,
ATENÇÃO e
CARINHO...
Aos outros dou:
DESCANSO...
Eles que me esperem deitados!
Me surpreenda...
Elogie sua vida, diga que está feliz
Me fale palavras de carinho e amor
Valorize o pouco que pode estar
ao lado de quem ama tanto você.
Surpreenda você, surpreenda todos!
Até mesmo um bebê que ainda não
aprendeu falar e andar sabe reclamar
sua fome chorando, pára de reclamar.
Se você não tem algo bonito a dizer,
então eu volto depois, ou... NÃO!!!
