O Amor Natural
A família é como uma terra sagrada e lá o ar que se respira é o amor, a água que se bebe é a compreensão e o sol que ilumina é o perdão.
O amor de Deus não é condenatório e sim salvífico. Deus não se satisfaz com a condenação de seus filhos, pois é Amor e por isso sofreu no madeiro da cruz como prova concreta da sua disposição de doar-se até as últimas consequências por amor.
Somos uma semente germinada no plantio do amor de Deus. Uma semente que deve ser regada às lágrimas, multiplicadas pelas boas ações e que espera sempre na misericórdia de Deus seu tempo de crescimento e cujo fruto principal é a alegria que vem da felicidade. Toda semente do bem cultivada em terra boa é uma esperança de um mundo melhor.
Portanto que sejamos sementes germinadas na terra da santidade e geradas para eternidade!
Se devemos imitar Maria Madalena, muita mais a João que viu e creu. Pois é o discípulo amado. O amor que nos faz crer de verdade.
É o amor que fez com que João acolhesse as promessas da escritura. Todos viram a mesma coisa, porém João viu e creu.
O amor é o fruto de uma fé madura e sadia. O cristão que diz crer, deve antes amar, pois o amor por si só prova que a fé tem sua razão.
Quando somos atraídos pelo Amor tudo flui para o bem. Apaixonar é fácil, difícil é permanecer no Amor.
Deus não precisa ser amado para ser Deus! Ao insistir que sejamos perseverantes no seu amor, na verdade Deus está preocupado com nossa felicidade!
Evangelizar não deve ser uma imposição de ideias e comportamentos e sim um ato de testemunhar o Amor.
Que o amor, só o amor, acenda em nós o ardor missionário evangélico. Que a Palavra não se transforme em mármores, tijolos, vitrais, megaconstruções, megaeventos, fama, shows, roupas finas, carros luxuosos, status, poder, doutrina fria... Porque só a caridade contida no evangelho poderá salvar todas as criaturas do medo, dos riscos, da fome, da injustiça, da solidão... e de todo mal. Amém!
O amor é a manifestação clara e evidente da ação do Espírito Santo no Pentecostes, ação esta que não desune, não causa confusões como na torre de babel, mas que une a comunidade, como unido está o Pai, o Filho e o Espírito Santo: a comunidade perfeita.
Somos chamados à unidade na pluralidade do amor conjugal, na família, na comunidade eclesial e civil e até em nós mesmos: corpo e alma; espírito e matéria; a reconciliação naquilo que somos e que gostaríamos de ser.
