O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora
A minha alma não vai ser expulsa
Eu vou lutar ate meu último suspiro
Eu prefiro insistir na vida até o fim dessa agonia
O juizo final se realiza todos os dias
Sempre preferi aqueles que admiram mais aos outros do que a si. Não por desamor, não por auto-estima decadente. Mas é que essa coisa de se auto-massagear nos trava. Nos tira de um ciclo de evolução. Faz com que fiquemos a estabelecer comparações constantes.
Gosto de quem tem ciência da própria desimportância. Me encanta essa gente que vai buscar nas diversas fontes do universo um sentido para a fome da alma. Que produz mais dúvidas do que conclusões. Me apego a quem seduz sem afirmar ‘sou’, muito menos ‘tenho’; mas que diz ‘vamos descobrir’. Ahhhh, descobrir o mundo a dois.
Que meus passos sejam guiados pelo mistério. Que meus erros escrevam meus manuais. Meu corpo, tão passageiro, sendo apenas instrumento para descobrir o gosto que viver tem.
No fim, aqueles que admiram aos outros mais que a si, tornam-se admiráveis por gostarem mais de pessoas do que de reflexos.
Que eu evapore e você solidifique. Mas, quando juntos, sejamos água transparente. Molhando e deixando embaçado o espelho na nossa frente.
Senhor, pega no meu coração e tranca-o com uma corrente e super-cola para que eu não salte fora nos meus momentos de fraqueza, Tu, é a minha única esperança.
Tabacaria
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo.
que ninguém sabe quem é
( E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes
e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Toda vez que deixamos, nos acovardamos, estamos não só deixando de crescer, estamos nos escondendo, essa é a pior regressão !!!
Façam acontecer sempre, caso de errado volte e faça diferente, mas faça !
Percorra caminhos que não caminhara antes,
Procure inovar tua vida, e saia da rotina.
É através de novidades que o mundo gira.
Se você tem amigos só pra sair, beber e festar, você não tem amigos, tem, no máximo, colegas. Experimente não ir ou mudar suas ações pra ver a realidade.
O orgulho, a soberba, o egoísmo, o poder, a ganância e a ignorância fazem com que nós não vejamos e nos afastemos do próximo.
Os homens, afinal, vieram me libertar;
Não perguntei por quê, nem quis saber onde;
Enfim, para mim, era tudo a mesma coisa,
Agrilhoado ou livre, igualmente,
Eu aprendera a amar a desesperança
Ninguém irá te amar se você não for atraente
Oh, Senhora Cabeça de Batata, me diga
É verdade que dor é beleza?
Um novo rosto vem com garantia?
Um rosto bonito vai tornar isso melhor?
Poema: A CASA
Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque a casa
Não tinha parede
Ninguém podia
Fazer pipi
Porque penico
Não tinha ali
Mas era feita
Com muito esmero
Na Rua dos Bobos
Número Zero.
