O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora
O tempo passa tão rápido não é?
Nem vi ele passar
O seu sorriso desapareceu
O seu cheiro
Só sobrou eu
Eu deveria ter passado mais tempo com você
Agora é tarde
Só resta os ossos
Poeira
E sonhos finalizados e inacabados
Eu deveria ter aproveitado mais não é?
Eu achava que você iria ficar comigo para sempre
Achei que seria pelo menos um tempão
Mas quando vi
Seu corpo estava dentro de um caixão
Frio e destruído
Sua vida esvaiu na estrada
Seu sangue banhando aquele carro que antes era nossa carroça de grandes viagens
Eu estava te esperando aquele dia
Mas a morte chegou com a sua coroa nas mãos
Ela colocou a coroa banhada de seu sangue na minha cabeça
E eu agora era a nova rainha.
Rainha de sangue
Coroada pela morte
Agora era minha vez de continuar o que você construiu até aqui
Mas sem você.
Eu não queria aquela coroa sangrenta, mas você construiu tudo com tanta paixão.
Não tenho escolha, eu te amo
Eu te amo.
NADA COMO ANTES
De onde eu vim,
Lembro com muita saudade.
Ruas e quintais não são mais como antes.
Por lá eu cresci, vi muitas flores se abrindo
No raiar das manhãs. Quantas vozes eu ouvi.
Atrelado ao ar do lugar, Timbó está incravado em mim.
Suas praças me recordam bem, profundas lembranças
Que o tempo marcou.
Não posso esquecer dos amigos que um dia
Comigo sorriram. Aqueles que foram,
Os que me disseram, os que propuseram, os que se fecharam,
Os que se abriram e aqueles que nunca mais vi.
FANTASMA NO VAGÃO
Autor: Góis Del Valle
Já não sei dizer quanto tempo faz.
O prazo terminou, final de uma ilusão.
Não posso mentir pro meu coração.
Alimentar a velha dor, a dor de uma paixão.
Não sou mais o mesmo de ser.
Tinha que morrer pra renascer.
Todo tempo é pouco pra viver a
esperança de sentir um novo amor,
nova paixão. Viver feliz é ser feliz com
o seu novo amor.
Não me importo mais com os fantasmas
no vagão, perdidos pela noite em vão, soprando
minha vela então. Não posso mentir, talvez
admitir, alimentar a velha dor... A dor de uma paixão.
A verdadeira compaixão não busca plateia, nem transforma a dor alheia em espetáculo; ajuda em silêncio, porque sabe que a dignidade vale mais do que a exibição de um ato.
Crucifixos e saias longas não apagam os pecados que você comete em segredo; a hipocrisia está em se enganar com aparências.
