O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora
A igualdade quer nos mostrar
Que todo ser tem o seu valor
Que não importa de onde vem
Seu credo, seus gostos, sua cor
Somos uma forma interessante
E isso sim é o mais importante
Para o convívio com mais amor.
Buscar a justiça na terra
É lutar pelo que é o correto
É não aceitar intolerâncias
Que saia do caminho reto
É punir certo quem faz o erro
Fazendo cessar o desterro
Dar a cada ser um novo teto.
Na violência dos teus lábios, e minha fúria verbal não quer calar, te escuto e respondo e você não quer ouvir.
(Saul Beleza)
*Você pode voltar pra minha vida a hora que quiser, mas não se assuste, poderá não mais me encontrar.*
(Saul Beleza)
No jogo de baralho sempre descartamos as cartas que não nos servem, já o coringa substitui a carta desejada, assim somos na vida real. Sempre seremos um jogo de azar, e o azar é seu... (Patife)
Na minha idade, eu posso não dar conta de mexer o caldo, mas lamber a colher! Isso eu tiro de letra...(Patife)
Não pedi nada ao Papai Noel, nem sei se ele iria me ouvir. Mas se ele soubesse da minha dor, do meu desejo e da minha solidão! Ele nem esperaria a data natalina para me socorrer...(Saul Belezza - Mario Vale
– Não faz mal, eu vou matar ele.
– Que é isso menino, matares teu pai?
– Vou, sim. Eu já até que comecei. Matar não quer dizer a gente pegar o revólver de Buck Jones e fazer bum! Não é isso. A gente mata no coração. Vai deixando de querer bem. E um dia a pessoa morreu.
Coisas que não se explica. Levamos apenas um segundo para apaixonar, e pra esquecer uma eternidade!...(Patife))
CENTELHA
Não é preciso quantificar
Nem avidamente medir,
Ou demonstrar, nem competir
Escape da necessidade de elogios ou aplausos
Tamanho, profundidade, expansão
As medidas para fazer distinção.
Não se seduza com números
Tampouco com os troféus
Entenda que a centelha é sentida e compartilhada
Não uma disputa de egos, medonha, pesada.
É sobre conexão, entrega e ternura
É sobre sentir sem medir, é fogo, loucura.
Entenda que é energia contida
Esperando o momento de agir
Na chegada ou na partida
E nem sempre dura
Mas é suficiente para marcar a vida
E por muitas vezes, é a cura.
Um sorriso aleatório e o abraço,
Inesperada candura
Sem pretensão de ser santa recatada ou pura.
Porque a humanidade é isso,
É pecado, é desejo, é fricção.
É um erro?
E onde está a perfeição?
Nós usamos um véu,
O do sacro, cristão,
Mas se formos sinceros de coração,
Queremos mesmo é a louca aventura
A tal emoção...
A que não pede licença pra entrar,
Nem avisa quando vai embora.
E às vezes, nem quer ir
Chega de mansinho ou de rompante,
Num olhar cruzado na rua,
Ou na mexida do cabelo que fala mais que um livro,
Não tem nome exato,
não cabe em definição.
Sem promessa, sem roteiro, sem amanhã.
Apenas duas almas se reconhecendo no meio do caos.
E a gente tenta domar,
Colocando regra, nome,
medo.
Diz que é pecado, diz que é errado,
Que não devia, que não combina
Mas no fundo, bem no fundo mesmo,
O coração sabe:
é exatamente isso que precisa.
Então que venha bonito,
o beijo roubado na esquina,
O tapa na mão-boba, o susto com um quase rir
A admiração e o néctar das glândulas de Bartholin
Que venha o corpo falando alto,
o suor, o tremor, o suspiro
Que se derrame em mim
Porque a perfeição é fria,
é estátua, é museu.
A gente quer é fogo, calor,
Que nos perdoe, Deus
E quando tudo apagar,
Porque tudo apaga,
Foi bom enquanto foi
Sem peso, sem culpa,
Com um sorriso de quem o jogo entendeu.
Ficará a certeza quieta
de que não precisamos medir.
Se foi azar ou festa.
De que não precisamos de troféu
para saber que valeu.
De que a nossa vida,
É mesmo essa bagunça sagrada,
Se faz exatamente assim:
Com o desejo e o adeus,
O fogo e a cinza,
Com o talvez nunca mais
E o talvez amanhã
E se amanhã acender de novo
Que não haja hesitação.
Que a gente se jogue mais uma vez, sem mapa, sem medo, sem fim.
É o mel e a abelha
É fogo e centelha.
Não acredito em sorte e nem tão pouco em coincidências.
Tenho apenas convicções de que existe um Deus, que nos traz providências.
Não há silêncio que consiga calar tua presença;
ela ecoa em cada instante,
como chama indomável que insiste em arder.
És raiz profunda que não se arranca,
és marca que não se apaga,
és memória viva que desafia o tempo.
E ainda que o mundo tente me distrair,
há sempre um sopro que me devolve a ti,
feito destino escrito nas veias,
feito verdade que não se desfaz.
"Sou cafuzo, mas não confuso, um tanto quanto Confúcio, nada luso, talvez nem por andança, nem genes, um afrodescendente, amém!"
Vida simples
Vida simples de muito não precisa,
Precisa apenas de paz.
Essa é uma a divisa
Que o luxo não satisfaz, desfaz.
O luxo é o que nos aprisiona,
Aparenta só beleza e conforto,
Vem e nos apaixona,
Mas sem paz, está morto.
O ideal é que fôssemos minimalistas
Vivendo com menos e com foco no que importa
Com aconchego e de forma realista
Numa casa como essa, com uma janela e uma porta.
O problema é que não nos conformamos
E a beleza nos enche os olhos,
Ficamos com aquilo que não sonhamos
E acabamos sim como abrolhos.
A vida simples é desafio diário
Muitos não conseguem enfrentar
Tentam de tudo como se fosse necessário
E acabam só por lamentar.
O seu mal pensado, o seu mau olhado
Não me faz andar pra trás e nem ficar parado
O seu mal pensado, o seu mau olhado
Não me faz andar pra trás e nem ficar parado, não
O seu mal pensado, o seu mau olhado
Não me faz andar pra trás e nem ficar parado
Ei, da escuridão, pare agora de criticar seu irmão
Pois você pode fazer muito mais que isso
E não só comentários sem sentido e atitudes em vão
Pois muito vi, em minha caminhada, navegantes da ilusão
Mas nós, piratas dos bons pensamentos e princípios do bem
Levaremos luz aonde houver escuridão
