O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora

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Fim do dia


Chegou o fim do dia
E você não me esperou
Dessa vez
O Sol caiu
A Lua não apareceu
Os pássaros dormiram
Foram para seu ninho
E eu fiquei aqui
Sem saber de você
E talvez seja melhor
Os dias fazem sentido sem você
Preciso buscá-la
Onde quer que esteja
Minha saudade sempre te encontra.


Jean César

Querida


Pra que quer achar culpado
Não temos culpa querida
Você não conseguia gostar
Eu ficava com minhas cartas
Minhas flores
E meu amor a deriva
Enquanto você se ausentava
Rezando pra que eu te vangloriasse
Ilusório
Não posso
Não sou seu brinquedo
Me desculpa querida
Estou indo
E joguei as cartas, as flores
E chocolates no lixo
Espero que entenda.


Jean César

Não é nem Sorte e nem Deus, é o preparo de se estudar e refletir mais.

A missão de recomeçar não é nada fácil, mas ficar estagnada em algum lugar é o mesmo que estar à deriva no ponto nemo: a gente fica sem direção para tomar um rumo, o horizonte não nos sugere nada além de uma imensidão azul ao longe.

Ciberespaço


Um útero de fios
Onde gestamos ausências


Senso
De perda
Que não pesa em gramas,
Mas em bytes de memória
Apagados em baixa resolução


Menores
Ecos do cotidiano:
O atrito da xícara no pires,
A hesitação antes de responder,
A textura do ar antes da chuva
Detalhes da rotina diária
Sendo eliminados
Por algoritmos de eficiência.


Exoesqueletos da estupidez
Vestimos interfaces intuitivas
Que pensam por nós,
Enquanto nossos músculos mentais
Atrofiam em elegantes casulos de titânio


Configuração
Um ritual sagrado:
Parâmetros biomecânicos ajustados,
Parâmetros biológicos monitorados,
Sincronização cerebral forçada
Como metrônomo para uma orquestra de neurônios cansados


Blockchain mental
Registros imutáveis de pensamentos editados,
Correntes de hashes ligando verdades revisionadas.
Atividade cerebral em ruptura
Onda delta contra firewall,
Sonhos comprimidos em pacotes de dados,
Sinais de erro brotando como flores de lótus em telas azuis


Enquanto isso
(O pronome mais humano que restou)
Ainda faz sentido.
O último suspiro orgânico
Antes do login definitivo






Criptografia da alma
Senhas de existência
Trocadas a cada aurora digital


Lacunas
Entre um ping e outro,
Surge o vácuo que canta
Em frequências não traduzíveis


Arquivos corrompidos
De emoções não indexadas:
A saudade que o sistema operacional
Identifica como "erro 404: afeto não encontrado"


Nuvens de pensamento
Sincronizadas até a última nêvoa,
Mas o backup dos instintos
Foi perdido na migração


E o corpo?
Pergunta o hardware ao firmware,
Enquanto a carne, esquecida,
Ainda treme de frio
Na sala de servidores climatizada.


Até que em um loop inesperado
Um bug no paraíso lógico
O sistema encontra um glitch
Chamado poesia:
Dados que não se encaixam,
Verdades que não verificam,
E um verso antigo
Que ressoa como eco de um mundo
Que insistimos em apagar,
Mas que teima em renascer
Como raiz sob o asfalto digital


Porque ainda faz sentido
Enquanto houver um refresh
Que não apague por completo
A sombra do que fomos
Antes de nos tornarmos

⁠"Quando ficar (mais) velha não quero parecer mais jovem.
Quero parecer mais feliz.”

⁠Não é porque eu não demonstro que não tenho sentimentos

Que a estética não vença sua ética.

"Já superei, depois de desistir.
Já precisei de superação, para não desistir."

A constância é a força tranquila que constrói tudo o que realmente vale a pena. Ela não nasce do brilho dos grandes momentos, mas da coragem silenciosa de repetir o que precisa ser feito mesmo nos dias em que o entusiasmo não aparece. Ser constante é escolher a firmeza num mundo que vive mudando de direção, é plantar disciplina onde outros esperam milagres.

A constância não exige perfeição — exige presença. É o compromisso diário com o progresso, ainda que pequeno, ainda que imperceptível aos olhos dos outros. São passos que parecem humildes, mas que, somados, movem montanhas. E é assim, um gesto de cada vez, que a vida começa a ganhar forma.

Ela também nos ensina a confiar no processo. A entender que resultados duradouros exigem tempo, paciência e entrega. Que a vitória não está apenas no chegar, mas no permanecer. Que desistir é fácil, mas continuar é o que nos transforma.

Quando abraçamos a constância, descobrimos que o impossível só precisa de continuidade para se tornar real. Descobrimos que somos mais fortes do que pensamos e mais capazes do que imaginamos. E, passo a passo, dia após dia, a constância nos conduz ao extraordinário.

Afastar-se não é punição, nem ultimato — é proteção. É quando finalmente entendemos que nossa paz vale mais do que insistir em lugares, relações ou situações que nos ferem. É a constatação de que crescer dói, mas continuar onde não somos vistos dói ainda mais.

Aprender a lição é perceber que não temos controle sobre o comportamento alheio, mas temos total responsabilidade sobre o espaço que permitimos que ocupem em nossa vida. É escolher a própria saúde emocional acima da necessidade de ter razão, ser aceito ou agradar. É entender que o silêncio, às vezes, é a forma mais elegante de seguir em frente.

Afastar-se, nesse sentido, é um ato de amor — por si mesmo. É reconhecer limites, honrar sentimentos, recuperar a dignidade que, sem perceber, fomos deixando pelo caminho. E, ao fazer isso, descobrimos uma liberdade nova: a de permanecer apenas onde existe respeito, reciprocidade e verdade.

Quem aprende a lição não se afasta por orgulho, mas por lucidez. E essa lucidez ilumina a estrada, abrindo espaço para encontros mais leves, relações mais íntegras e uma vida que, enfim, faz sentido.

Quem não revisa suas certezas corre o risco de transformá-las em muros.

Educar não é encher alguém de respostas, mas ensinar a conviver com boas perguntas.

O problema não é errar; é repetir o erro chamando-o de destino.

A angústia aperta o peito e acelera os pensamentos. Ela nasce do medo do que não controlamos. Respirar fundo é um começo simples e possível. Nem tudo precisa ser resolvido hoje. A calma volta quando damos tempo ao tempo.

O sofrimento chega sem pedir licença.
Ele dói, confunde e parece não ter fim.
Mas também revela forças escondidas.
Com o tempo, ele ensina o que realmente importa. E nos torna mais humanos e sensíveis.

A leveza ensina que a vida não precisa ser pesada para ser profunda.

A luz que cresce de dentro não depende das circunstâncias.

Não esperes por circunstâncias ideais para agir com retidão.A ocasião perfeita é sempre o presente.A virtude não adia seus passos; anda firme mesmo em terreno imperfeito.

A verdadeira grandeza não está em vencer os outros, mas em vencer o medo e a ignorância de si mesmo. E cada pequena vitória interior
é luz que nunca se apaga.