O Amor Nao se Espera Nao se Pede Nao se Implora
Eu não reconheço mais o ser humano. O que era calor virou frieza, o que era lealdade se transformou em egoísmo, e o que chamávamos de amor agora se resume a interesse e manipulação. Olhares que antes transmitiam verdade hoje escondem mentiras, e palavras que antes curavam agora apenas ferem. Parece que a humanidade se perdeu em si mesma, trocando empatia por indiferença, coragem por covardia, e dignidade por conveniência. Sinto-me cercada por sombras disfarçadas de gente, por ecos de sorrisos que nunca existiram, por gestos vazios que não valem nada. E diante disso, só me resta uma constatação cruel: o ser humano que eu conheci morreu, e o que sobrou é apenas uma casca fria, distante, sem essência, sem alma.
Você morreu para mim.
Não fisicamente, mas dentro do meu coração, onde já não existe espaço para você. O que um dia foi amor virou pó, e o que restou foi apenas o vazio de alguém que já não me diz nada.
Morreu quando deixou de me enxergar, quando deixou de me respeitar, quando me fez sentir sozinha mesmo ao seu lado. Morreu quando suas atitudes falaram mais alto que qualquer palavra.
Hoje, falar de você é como falar de alguém distante, apagado, inexistente. Alguém que invadiu minha vida suavemente de forma ardilosa e não valorizou e me perdeu para sempre, se eu disser sinto muito vou está mentindo quero que você suma da minha vida e nunca mais pense que um dia tu me terás novamente.
“Nunca fui segunda opção e nunca serei submissa a quem não me valoriza. Não nasci para ser opção de ninguém, nem para me curvar aos caprichos de quem se acha superior. Meu respeito se conquista, minha presença se merece, e minha força não admite submissão. Quem tenta me diminuir ou me colocar no lugar de segundo plano logo descobre que está lidando com alguém que não se dobra, que não implora e que não aceita migalhas. Eu sou inteira, intensa e imparável — quem não me enxerga assim, não merece nem meu tempo, nem meu olhar. Aqui, ou você reconhece meu valor, ou desaparece da minha vida.”
Gláucia Araújo
Tá bom!
Agora, já cansei de ficar sozinho.
Não sei se vem de jabuti ou de lesma, mas já pode chegar amor.
😅
Que Deus não permita que fiquemos satisfeitos com os louvores e adulações humanas, já que isso significaria ter posto o coração na glória do mundo e não na de Jesus Cristo.
Minha Negra Consagrada
Não esconda teus caracóis
em químicas de lisura,
tua pele é tua cor,
tua arte nua e crua.
O teu jeito tão singelo
te faz altiva, és rainha,
danças leve, sensual,
na elegância que caminha.
Lábios fartos, pele escura,
jeito doce, alma pura,
a malícia se confunde
com a ternura da tua curva.
Se soubesses o quão rica
de beleza e de candura,
não dirias ser pequena,
és gigante em tua altura.
És tão linda, és tão forte,
tua raça me encanta,
descendente de rainhas,
me governa, me levanta.
Minha negra consagrada,
meu amor mais singular,
me ensina a ser teu homem,
me ensina a te amar.
Teu corpo é como um violão,
em minhas mãos, vira canção,
floresço em ti, natureza,
perfeição da criação.
Mauricio Macedo
Muitas vezes ficamos presos em nossa MENTE Como se estivéssemos presos em uma floresta negra e não conseguimos encontrar a saída.
prisão mental existe é muitos não conseguem sair dela.
Sua luz, distante e pura, em meu céu,
Um farol que guia meu silêncio, meu véu.
Não ousarei chegar perto, nem tocar seu chão,
Pois a beleza que admiro não é para minha mão.
Você sorri, e o mundo inteiro se ilumina,
Em meu peito, uma flor que não se inclina.
Sou apenas uma sombra, na esquina da vida,
Amando uma estrela que nunca será atingida.
Eu a vejo passar, e o tempo para,
Seu perfume, a brisa suave que me abraça.
E em cada olhar que não é para mim,
Planto um amor que nunca terá um fim.
Não desejo a posse, não quero ser seu par,
Apenas a sorte de, de longe, poder amar.
Você é a poesia que nunca escreverei,
O sonho bonito que sempre sonharei.
Nessa dança silenciosa de querer ser percebido, acabamos nos perdemos — esperando olhares que não vêm e mendigamos afeto em corações distraídos. Carência disfarçada de esperança revelando um vazio que migalhas jamais saciarão. Nessa dança silenciosa de querer ser percebido, acabamos nos perdemos — esperando olhares que não vêm e mendigamos afeto em corações distraídos. Carência disfarçada de esperança revelando um vazio que migalhas jamais saciarão.
O problema atual do Brasil, não está nas pessoas ignorantes, sem escolaridade. Está nas que tem discernimento pleno e por
ambição e ganância, fingem-se de lerdas por mera conveniência pessoal.
#reaja
Calunga da Alma: Umbanda em Versos Alquímicos
Não é só na guia, no atabaque ou no giro,
Mas na sombra que dança no fundo do respiro.
A Umbanda não vem só de folha ou raiz,
Vem do abismo do ser, onde o eu se infiltra e diz:
"Quebranta-me, Preto Velho, com teu cachimbo lento,
Desfia este novelo de falso sofrimento.
Mostra-me na kalunga do inconsciente fundo,
O Exu guardião do meu desejo infindo.
Eis que o terreiro é espelho: arquétipo em transe,
Jung e Lévi-Strauss no mesmo passo que dança.
Ogum desce no ferro da couraça quebrada,
Oxóssi flecha a angústia, caça a alma atordoada.
Iemanjá é o útero, o mar primordial,
Onde o ego se afoga num sal gélido e igual.
Ela lava na espuma o complexo enraizado,
O trauma cristalizado, o amor não realizado.
Oh, Pombagira gira no eixo da libido,
Desata o nó do gozo, do que foi reprimido.
Seu riso é catarse, seu gume é análise,
Desvelando na lama a mais pura promessa.
A magia? É símbolo que opera no osso,
Projeção transformada em axé, sangue e gozo.
O médium, o transe, não é Narciso ferido, é amparo
Enxergando no orixá seu duplo esquecido.
A cura não é fuga, é integração profunda:
O inconsciente coletivo que em santo se desfunda.
O ego se dissolve no ponto riscado no chão,
E renasce no corpo de luz, em comunhão.
É "Erzulie" no espelho quebrado da autoimagem,
Xangô julgando a culpa, cortando a ramagem
Do superego severo, da moral que oprime,
Restituindo o sujeito ao seu centro sem crime.
A Umbanda opera a grande sublimatio...
A pulsão devoradora, em caridade e ofício.
O desejo recalque, em gesto de dar,
O ódio ancestral, em perdão sem parar.
Não é magia menor, feitiço no escuro,
É "magnum opus" da alma no cadinho do futuro.
É a psique em procissão, arquétipo em terreiro,
Desfazendo o sintoma, curando o mundo inteiro.
No silêncio que ensurdece após o último ponto,
O eu, agora coletivo, perde seu contraponto.
A vida transformada? Não por mero milagre,
Mas porque a alma, enfim, aprendeu a ser ponte
Entre o abismo e o astral,
Entre o humano e o divino,
Entre a dor e o axé,
No terreiro, destino....
