O Amor foi bom Enquanto Durou
Nada é permanente, perene, tudo é passível de mudanças, tudo é passageiro. Enquanto não aceitarmos essa irrevogabilidade, não conseguiremos ser felizes. O apego às coisas, à própria rotina, nos impede de abrir espaços para o novo.
A oportunidade está diretamente ligada à prova, enquanto o oportunismo está ligado a tentação.(Guto Lopes)
Enquanto outro infalível ciclo se encerra,
O que resta a nós,
Meros contabilistas sentimentais emocionados,
É a tentativa de (qualificar) liquidificar,
Aquilo que valeu a pena,
No intuito de extrair da equação,
Diminutos recortes valiosos, molhados,
Deste fascinante mosaico espontâneo,
Que compõe nossa infantil e grandiosa
Homeostase sentimentalista.
Aportamos assim,
Na seguinte justificativa de que,
Nunca fomos muito bons em nada,
Mas sempre demos conta de uma série de coisas.
Eles mataram o mundo, enquanto
Dormíamos tranquilamente,
Sonhando com um futuro,
Em nossa ingenuidade permanente,
Esquecemos, que para fazer planos
É necessário um presente.
Enquanto escrever, nada mais é que saltitar,
Por entre os fragmentos cortantes
De nosso ser estilhaçado,
Rumo à friagem acolhedora.
Enquanto não soluciono
Os axiomas do indissolúvel,
Continuo a seguir o conselho,
Daquele supremo vermezinho filosófico Que habita minha psique;
Nathy e o Embate Furioso
Enquanto os outros
Trilhavam o caminho,
Ela decidiu sobrevoá-lo.
Enquanto outros
Dos pedregulhos se ocupavam,
Dedicou-se às nuances
Que assentavam o firmamento.
Nathy e o Embate Furioso,
Contra a Profunda
Superficialidade Insistente.
Fantasticamente provável,
Como o espectro odioso
E o espírito amável,
Confundindo-se num fluxo,
Serenamente estimulante.
Nathy e o Embate Furioso,
Contra a Profunda
Superficialidade Insistente.
Enquanto outros
Dos pedregulhos se ocupavam,
Dedicamo-nos às nuances
Que assentaram o firmamento.
Enquanto outros
Trilhavam o caminho,
Nós decidimos sobrevoá-lo.
Se tu quiseres serei hélice quando voares,
Serei asas enquanto planares,
Sereia minha, água em meu aquário,
Sobre os planaltos elevados, receptor e emissário.
Enquanto os organismos se transformavam, Edegar permanecia sentado nas ruínas do velho clube abandonado e elas não o abandonavam.
A Menina Bá e o Balão Laranja
De conto em conto o canto encanta
Contando enquanto acalanta.
Num pedaço fantasioso da realidade,
Em que o compasso traça
Porções desproporcionais,
Uma Bárbara Menina
Confirmou ser astral,
Totalmente celeste,
Ser mais que espacial.
Atracou-se com um amigo,
Que a seguia onde fosse,
Deu-lhe um nome especial,
Batizou-lhe de Pliê,
Seu balão, sua posse.
A Menina Bá e o Balão Laranja,
Por onde passa, alegria esbanja.
Não fazia falta o amigo não falar,
Porque Bá falava pelos dois.
Pliê flutuava a observar,
Balança lá e pra cá depois.
- Já pra casa Bá, logo vai chover !
Mas ela é teimosa, quer o tudo ver.
Uma Bárbara Menina, com seu Balão Laranja,
Por onde caminha, só energia e dança,
Que contagia e alegria esbanja.
A sabedoria é o sorriso de uma criança.
Por onde passa, alegria esbanja,
A Menina Bá e o Balão Laranja.
