O Amor foi bom Enquanto Durou
Enquanto muitos falam e se entregam, eu observo em silêncio, entendo o jogo — e quando falo, não existe espaço para dúvida nem para ser ignorado.
Enquanto os princípios atravessam séculos como bússolas morais da humanidade, os valores nascem e morrem com os povos e suas crenças. É no diálogo entre o permanente e o passageiro que a civilização se constrói.
Enquanto o ócio produtivo é uma pausa intencional, guiada por um propósito claro de ampliar a entrega, a procrastinação é o adiamento impulsivo e, muitas vezes, inconsciente de tarefas, motivado pelo desejo de fuga.
“Por que a eloquência parece tão natural, enquanto a serenidade nos soa quase surreal? No plano das ideias, somos amplos e livres. No mundo real, tropeçamos em obstáculos. Em suma: enquanto ideias, somos infinitos. Enquanto objetos, somos finitos e restritos.”
Muitos aplicam exegese
e hermenêutica rigorosas enquanto
o texto não confronta estruturas, poder ou finanças.
Quando o assunto envolve dinheiro,
o método muda.
O texto deixa de ser interpretado
e passa a ser utilizado.
O resultado não é ensino bíblico,
mas uma homilética moldada por interesses.
Respiro fundo para acalmar meu cansaço.
Canto um hino de louvor enquanto minha alma ora.
É assim que celebro a paz.
É assim que te desejo a paz.
Há uma beleza que não se deixa pisar; ela apenas mergulha para mudar de cor.
Enquanto o mundo pisa no que cai, a água acalenta o que afunda; a planta não vira pó, vira segredo submerso.
Estações da alma
O fim não existe
enquanto há vida.
Encaramos muitos finais,
mas em cada um deles
nasce a oportunidade
de recomeçar.
Assim como as estações
mudamos ao longo da vida.
E por mais que existam
outonos e invernos,
verões e primaveras
sempre retornam.
Enquanto há vida, recomece.
Enquanto há vida, viva.
Enquanto há vida, aproveite.
Pois enquanto houver vida,
as primaveras sempre voltam
Enquanto a qualidade da imagem impressiona, é a radioproteção que garante a segurança de todos e a sustentabilidade do serviço radiológico.
Enquanto os cães uivavam no topo do morro, o luar trespassava a bruma das nuvens, iluminando a carruagem que seguia solitária pelo vale.
Enquanto o poder público mantém práticas de gasto que levantam questionamentos sobre prioridade e responsabilidade, parcelas significativas da população seguem enfrentando a fome e a insegurança cotidiana. A sensação de abandono se agrava quando cresce a percepção de que os mecanismos institucionais, que deveriam assegurar equilíbrio e justiça, nem sempre respondem de forma transparente ou acessível ao cidadão comum.
Nesse cenário, instala-se um desalento coletivo: muitos passam a acreditar que as normas e estruturas legais, em vez de atuarem como instrumentos de proteção social, acabam sendo utilizadas para encobrir práticas questionáveis dentro de determinados grupos políticos. A discussão sobre o que é moral ou justo parece perder espaço para disputas de interesse, nas quais a vontade de poucos se sobrepõe às necessidades da maioria.
Dizer que a justiça é “cega” deveria significar imparcialidade. No entanto, para parte da sociedade, essa imagem já não traduz a realidade percebida. O que se observa, segundo essa visão crítica, é um sistema que enxerga, e responde, a interesses específicos, o que compromete sua credibilidade e aprofunda a distância entre instituições e população.
Enquanto uns
inventam cursos para homens
enfraquecidos e etc e tal...
e outros
se ocupam em apoiar
ou criticar tais invenções...
eu, no meu canto, permaneço,
observando e refletindo.
E, nesse silêncio que me acompanha,
recordo um episódio antigo,
daqueles que o tempo não apaga,
porque certas palavras não envelhecem…
elas permanecem.
Em um grupo de escritores, poetas
e pensadores,
alguém, certo de sua própria lucidez,
aconselhou-me a fazer um curso
para aprender a escrever poesia.
Lembro-me com nitidez.
Há frases que não passam,
ecoam.
Minha resposta foi simples, direta,
como sempre procurei ser:
A poesia, desde sempre,
brota do meu âmago.
Não a busco, ela me atravessa.
Poesia se sente.
Poeta se nasce.
Pode-se estudar técnica, forma, estrutura,
pode-se aprender a organizar palavras,
a dominar ritmos e estilos…
mas há algo, esse algo essencial,
que não se ensina.
É o que separa
o ser
do aparentar ser.
E assim também é o humano,
um homem de princípios,
uma mulher de valores,
não se constroem em cursos rápidos,
nem em fórmulas prontas.
Nascem, sim,
mas sobretudo se desenvolvem
no seio das relações,
no convívio, no exemplo,
no tecido invisível da educação cotidiana.
O que realmente falta,
e disso pouco se fala,
não são métodos para "corrigir"
ou "melhorar" identidades,
mas sim, educação humana.
Educação para o respeito.
Para a escuta.
Para a diferença.
O resto…
é puro ruído tentando se vender
como solução.
Uma confusão de ideias
que confundem ainda mais
o que anda confuso.
✍@MiriamDaCosta
A cachoeira continua caindo,
indiferente ao que a gente sente.
Enquanto tudo desaba por dentro,
lá fora, a água nunca para.
DeBrunoParaCarla
