O Amor Esquece de Comecar Fabricio Carpinejar
Não comprais o perfume pelo seu frasco bonito, mas sim pela sua essência
E a cada dia reflita a reluz e imite a ciência, sem perder a razão e racionalidade
Rasgando os mínimos dogmas de maldade e incapacidade
O ser humano não merece o julgamento do crítico inconsequente
Pois após o veredito virás o choro mímico dos inocentes
Em convincentes palcos de mínimas poesias
Que ao final do dia desencadearão dolorosas sinfonias
Então, o que tu queres?
O que buscamos dessa vida? A lágrima do olhar ou o perfume das rimas?
Então, tu me respondes baixo e não ignoras
Buscamos dessa vida o crudelíssimo caminho de volta!
_Fabrício Santos ( A Proporção Áurea do Quadrado Imperfeito)
O homem que chora o seu coração partido se iguala ao lobo, que uiva a sua pequena amada lua, ela que te chama com teus lábios de sereia, que com algumas canções te leva as rochas das cores perdidas, andas pelas sombras da alma que chora.
Quero ser como o vento, vai onde quer, sopra onde for, forte e lento, entra e sai dos pulmões num assovio ou em forma de canto, da gás ao fogo e derrete o gelo, leva o que quer a onde quer, na forma de furacão devasta toda uma cidade e brinca com as águas do mar, levanta as areias do deserto e sua limitação é o universo, está em todo lugar e em todo o tempo, amo o fenômeno vento, me faz lembrar de como soprava em outrora. Quando criança nas matas onde eu passava, com intensidade ele uivava, que os ventos me levem para onde todos os sonhos são reais.
Hoje está uma noite tão linda, um silêncio tão doce, fecho os olhos e posso sentir uma brisa leve tocando o meu corpo, tudo em sintonia com Deus, crianças correndo, um rádio tocando baixinho e eu sentindo, respirando a poesia, as arvores dançam ao som do vento, me sinto livre, como se eu pudesse voar e ouço um menino ao longe, tocando seu violão, como se quisesse conquistar o mundo, os ouvidos de quem o ouve, ou talvez a sua amada, assim o imagino e o vejo.
Não quero ser o motivo de suas incertezas, apenas que leve em teu peito, a memória de que um dia teve um grande amor.
E quantos outros sapatos novos não queremos, desejamos, e fazemos de todo o possível para consegui-los, não sabendo que para isso perderíamos o direito de andar.
Toda ferida se fecha um dia, por mais profunda que possa ser, e a cicatriz fica, pelo o motivo de não nos deixar esquecer.
Quando estamos perdidos, no fundo do poço e sem mais vontade de viver; isso acontece no momento em que esquecemos de quem realmente somos, perdemos nossa identidade com a vida, abandonamos nossas memórias. Do que gostávamos e nos fazia feliz. Mas a vida é um recomeço constante, então nunca, nunca desista.
Na adolescência, a gente pensa que sempre vamos gostar do mesmo estilo musical, do mesmo tipo de roupas, das mesmas pessoas, amigos, e que nunca vai existir um segundo amor. Daí você amadurece e percebe que aquele estilo musical, não combina mais com você, que aquelas roupas, já não condiz mais com seu jeito de pensar, que aquelas pessoas, amigos, trilharam caminhos diferentes do seu, e que aquele amor, foi apenas o primeiro de muitos. Mas se eu pudesse voltar no tempo, faria quase tudo outra vez.
Nunca deixe de fazer ou falar o que você pensa, por medo do que os outros vão pensar, faça ou fale, porque você acha certo.
Porque o ontem foi melhor que o hoje? Que saudade é essa do passado, algo ficou mal resolvido? O que tem lá, que me inquieta o espírito. Quem sabe um dia, eu construa uma máquina do tempo.
