O Amor Esquece de Comecar Fabricio Carpinejar
Clarividência
Uma vidente me contou que seria você.
O seu tom de pele,
A mancha escura na perna direita de nascença,
O teu jeito sereno e simples,
As tuas palavras ditas foram decisivas,
Te reconhecer, foi fácil.
A pior tirania é a do Judiciário sem freios, pois diante de seus veredictos não há recurso que salve a justiça.
Tribunais superiores parciais corroem a confiança pública, transformando a justiça em instrumento de perseguição.
Quando a imparcialidade cede lugar ao arbítrio, o veredicto torna-se sentença de medo e não de verdade.
A perseguição judicial é como veneno lento: destrói direitos, reputações e a própria essência do Estado de Direito.
Somos, por vezes, vítimas de sonhos postergados, em virtude das esperanças que nutrimos por aquilo que, outrora, idealizamos. E se tais esperanças foram dilaceradas, é porque, em dado momento, acalentamos sonhos que nos fizeram crer na dignidade e no valor de sua realização. Contudo, pela intervenção da ambição desmedida, da ganância desordenada ou, ainda, do egoísmo humano, permitimos que a existência tomasse rumos desviantes, afastando-nos da retidão do caminho que nos fora reservado.
Todavia, por não sucumbirmos à desesperança nem renunciarmos ao dom da vida, mantemos acesa a chama dos sonhos e a virtude da esperança. Cremos, assim, que, pela graça divina e pela retidão de nossas escolhas, a Providência nos conduzirá, em tempo oportuno, à concretização de uma realidade marcada pela bem-aventurança, fruto de nossos acertos e da fidelidade aos princípios maiores.
H.A.A
Em um tribunal parcial, a balança da justiça se inclina em favor do poder, deixando o cidadão desamparado diante do arbítrio.
Julgar com olhos vendados só faz sentido se a venda não esconder preferências: o perigo está na transparência da injustiça.
navegando nessas águas sombrias
escondem o horizonte das estrelas
não diferencio a noite mais dos dias
imenso oceano em busca de poemas
no fim eu estava indo pegar meu coração de volta
na imensidão das sombras além do mar que não conheço
ainda navegando muitas dores da memória
eu navego o caminho do mar que eu escrevo
olhos com lágrimas
veem o passado distante
mais um pôr-do-sol
terminou meu horizonte
Livro de poesia Novos Ventos
aqui no fundo do mar, em sombria água
busquei redenção como náufrago fantasma
para sempre vivendo nos versos esquecidos
na escuridão do fundo do mar em um livro
Riz de Ferelas
Livro de poesia Novos Ventos
seus sonhos se despedaçaram
como navios agora naufragados
tentaram navegar onde a luz não alcança
perderam no horizonte sua distância
Riz de Ferelas
Livro de poesia Novos Ventos
quando o sol se põe no horizonte
penso em você que está tão longe
navego esse oceano que nos separa
acho o caminho no mar entre lágrimas
tudo que me sobra, uma lembrança distante
dias que se foram, seu sorriso no horizonte
sonhos dão força para caminhar mais um dia
amor escreve cada verso que se torna poesia
um oceano preenchido com minhas lágrimas
não descreveria a extensão de minhas mágoas
Riz de Ferelas
