Nunca se vai para sempre

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O sussurro que cruza e roça
a fantasia na madrugada alta
que jamais pode ser recusada;
Sempre que vir acompanhada
escorregadia com a mão-boba,
e uma boa proposta indecente.


Para que as auras entrelaçadas
a meia-luz cumpram afinadas,
brindando solenes e íntimas
o supremo, o indecoroso,
e o pio desejo incontrolável...;
por amor, concessão e eflúvio.


Para de delíquio em delíquio,
sem nenhuma ambiguidade,
sem dedos com a latência,
cumprir fielmente o pacto
com a tentação da boa colheita,
para obter o melhor sabor
de Jenipapo, sem pudor,
Sem tabu e sem nenhum véu,
tornar tudo em nós livre e permitido;
pela via plena da insinuação
conquistar e celebrar o afrodisíaco.

Quando a fratura interna de um país alcança vários níveis, sempre abre a oportunidade para a guerra entrar. De forma estrutural, é preciso buscar um consenso coletivo, de que o limite de ser fazer oposição é não colocar a Nação sob perigo.

A caneta sutil em punho que
ergo tem a tinta da pacificação
que sempre carrego apontada
contrao Deus da Guerra na Terra,
O destino deste Hemisfério
nos pertence, e não ao Império.


O coração batendo descompassado
a mente segue rodopiando
por causa do destrutivo 3 janeiro,
Quero ter fé de que tudo termine
neste mês mesmo e seja passageiro.


Orquídeas espirituais elevo aos filhos
de Bolívar que foram tombados,
todos os dias recordo dois deles
pelas patas da águia arrancados,
e pelos seus seguem lamentados.


Deixo a minh'alma de rosa branca
de José Martí como oferenda floral
para os filhos dele que pela morte
foram também brutalmente tombados,
tudo isso poderia não ter acontecido,
se os males tivessem sido evitados.

Deste Hemisfério Celestial Sul
o sentimento de pertença
inabalável sempre orienta,
Nas suas auroras é indelével,
o inoxidável substantivo feminino
e a leveza de ser poetisa,
onde não permite fantasia.


O meu juízo é o que me guarda
antes do tempo desabrochar
da Quaresmeira desta terra,
A minha vocação navega
entre o recolhimento e festa,
E sem nenhuma hesitação
no mesmo lugar se desterra.


O meu mundo jamais haverá
de se tornar pequeno,
encaixes não me encaixam,
Entregar poemas austrais
mesmo que não devolvam,
faz parte da caminhada
em tempos que atordoam.


Porque o brilho e a magia
são revisitadas por mim,
A chave do que guardo não
entrego para nenhum fim,
É sobre altivez e continuidade
de tudo aquilo que eleva
o corolário do que é liberdade.

Minha mente e mãos
trazem sempre algo
das quebradeiras de côco
da Mata dos Cocais,
Há tanto tempo faz
que canto para os vivos,
e também para os mortos,
Porque não aceito jamais
o meu chão em destroços;
De tudo o que a Carnaúba
que vida nos traz carrego
tudo sem nada deixar,
Seja com o Bem e o Mal
para virtuosa lidar,
Nada devemos deixar
passar ou deixar de aprender,
para trilhar o caminho
certo para sempre crescer.

A Uruvalheira outubrina
em florescimento onde
a ventania faz cantiga
e a paz sempre convida


Anuncia a melífera
pretensão toda risonha
de não ser efêmera
de ser completa e sedutora

Tentadora e toda feita poesia
mais que o pão de cada dia
queiram uns e outros não
garantir a total satisfação
com o fiel compromisso
de trazer calor para o coração

Nem sempre a verdade
corresponde a realidade,
Nem toda a Taioba foi
feita para se alimentar,
Em tempos de disputas
de narrativas prefira ficar
com a poesia porque
com ela possível conversar,
O tempo é precioso demais
para permitir em vão gastar.


[[[Não insista ter razão;
melhor é parar de guerrear!]]]

Sempre que houver divisionismo
o poeta pelo fato de existir,
alguns com ele irão se incomodar,
sem mesmo por eles procurar.


Ele é quem tem a ousadia de fechar
a porta quando alguém fizer
a cortesia para a guerra entrar,
e muita inspiração para encorajar.


Ciente que a poesia é feita de pausa,
para a cada novo momento respirar,
o poeta quando cala a poesia vira mar.


Com ou sem licença poética,
não receia por nada a palavra partilhar:
como as sementes dos ipês a se espalhar.

Deus acima de tudo, de todos os lados


e em todas as nossas direções,


Ao recordar sempre o Rukun Negara,


ao respeitar a Constituição


e na lealdade ao Rei e à Nação,


Não há melhor caminho


a ser percorrido pelo coração


para preservar e construir


os sonhos com total retidão.

Quando todos se forem
sou a flor que rompe
a dureza asfáltica,
A minha guerra sempre
será contra a guerra,
sou enraizada na terra.


Não importa quanto
tempo venha durar,
Com fogo cruzado
nasci com intimidade
silenciar não faz parte;
Está para nascer quem
haverá de me deter.


Como sopro de liberdade
feito para enlouquecer
os senhores da guerra,
Carrego sem ceder,
e sem os esquecer...;
Com pequenas coisas
não tenho tempo a perder.


Por ser semente além
do tempo invernal,
estarei sendo plantada
para vencer o grande Mal.

As chuvas de março ainda
não vieram para lavar
e o coração renovar,
Guerras sempre deixam
lições para aprender,
E se eleger adversar,
o faça sem abrir frestas
para o inimigo externo
no território nunca entrar.


A paz nunca é perfeita,
e por menor que seja,
Cabe a gente preservar
como a Quaresmeira
que resiste o que passa
ao redor para a floração
neste tempo não faltar,
Espero contar contigo
para o melhor preservar.


Nós merecemos manter
o que é nosso intocado,
o amor no coração
e o olhar esperançado,
Para ninguém jamais
colocar aprisionado
o que nos move adiante
fazendo cada passo
resiliente e imparável.

Dar espaço para tudo
melhorar entre nós,
onde eu e você tenhamos
sempre a nossa voz.


O mundo está em guerra,
nós não precisamos dela,
e nem que ela venha ser
puxada para a nossa terra.


Só quero que saiba que
floresce a Paineira Rosa,
os guarás sobrevoam,
e tudo sempre passa.


Fazer daqui um lugar
melhor é voto particular,
que cabe cada um levar
sem deixar se perturbar.

Sempre que quiserem retirar
o heroísmo da minha história,
ou de quem quer que seja,
Deixo-me iluminar pela chama
do panteão dos heróis,
Para que a glória e a esperança
nada nem ninguém jamais apaguem.


Peço a iluminação e coragem
do espírito de Guglielmo Oberdan,
um valente garibaldino convicto,
o protomártir do Irredentismo;
Para recordar de onde viemos,
pois continua vibrante e mais vivo
do que antes e não será esquecido:
[Que a forca nunca deteve o objetivo].


Com igual espírito do herói ainda jovem,
que com Garibaldi esteve reunido,
Os nossos ancestrais chegaram,
se estabeleceram para [permanecer];
e unidos com amor e entrega
esta Pátria para viver e construir,
Saiba que está para nascer
[quem ousará a História destruir].

Quando as armas sempre se erguem,
a poesia se ergue muito mais acima
de toda a coragem que nem a morte,
com sua brutal censura, extermina.


Poesia não é sobre o que se escreve,
e sim sobre o que se vive e morre
sem medo e sem nenhum limite;
é tudo, menos sobre o que se fere.


É renascer em meio à destruição,
o florescer sobre os túmulos de Gaza
para consolar o coração de quem fica.


É ter a coragem de dizer não à guerra
contra qualquer nação e ao que encerra,
e, por fim, é o que se escreve ou sente.

Guerra dos Sexos: O Conta-Gotas da Destruição


A guerra antes de entrar
sempre precisa cortar
os vínculos afetivos,
e tem por costume nunca
avisar os seus objetivos,
primeiro ela sempre
elege destruir princípios.


Arrebentar a sociedade,
uma sociedade por dentro,
é da guerra — o intrínseco —,
que sempre vem de fora,
para destruir o espírito
e fazer um grande vazio.


A guerra tem por predileção
usar como crueldade tática
o conta-gotas da retórica,
para vir coberta com a vestal
moralizadora e inconteste,
para calar quem a questione.


A guerra dos sexos sempre
cai como uma luva no campo
de batalha das narrativas,
para induzir a destruir
as mentes, os corações
e esvaziar todas as emoções.


[Se você ainda não entendeu
o que está se passando,
passou da hora de ir acordando.]

Sempre que o Rio Itajaí do Norte
corteja a nossa Mata Atlântica,
é ali que me encontro no meio
da Santa Catarina romântica.


Ouço o seu nome nome Hercílio
no murmúrio da nascente
em Papanduva e na foz augusta
do Rio Itajaí-Açu sob o Sol ou a Lua.


Desde que me dou por gente
tenho neste rio o sustento,
e o sentimento pertencente.


Porque sou o Rio Itajaí do Norte,
e ele também me é por sorte,
é um amor sereno que dele só viverei.

Sábado de Aleluia


Eles já foram perdoados
porque não sabem o que fazem,
mas sempre fingem que não.
A memória da cruz vazia
querem forçar que
pela forca seja substituída.


É sábado de Aleluia!


Há quem confira confiança
em guerras movidas por
inimizades imaginárias.
Existe até quem ache
belo e moral cobrar
sobre o esterco taxa.
Não pense que estou
fazendo nenhuma piada.


É sábado de Aleluia!


Embora uns estejam vivos,
mortos estão por dentro
ao interpretar que existe
justificativa o suficiente
para acabar com gente.


É sábado de Aleluia!


Não há mil ressurreições
de Cristo que tragam luz
para quem entenda
que existe aplicação
de pena de morte
em territórios ocupados.
Permanecer entre
os cúmplices e os acovardados
daqui pra frente
não será difícil de prever
o futuro — infelizmente.


E ainda só é sábado de Aleluia!

Nasce ali em Pomerode
e encontra o Itajaí-Açu
sempre em Blumenau,
É o Rio Testo que leva
o nome das cerâmicas
partidas encontradas,
e beija com muito amor
as amorosas matas
trazendo vida abundante
para toda a nossa gente.


O Rio Testo é testemunha
viva da história da gente,
quero honrar cada gota
com gratidão eternamente.


Quanto mais cuidamos
do rio mais ele retribui
com amor infinitamente,
ele merece o melhor fielmente.

Cascata do Salto


Com o espírito amoroso
que caminha por Rodeio,
continua sempre intenso,
Mantendo o coração alegre,
e não tem nenhum segredo.


Segue por São Pedro Novo
cantando as canções
de outrora das Nonnas
relembrando as emoções,
até a Cascata do Salto
no mais quente dos verões.


Eis a poesia de queda d'água
com mil razões e inspirações
concedidas pelas estações,
pertença, amores e paixões,
por morar em muitos corações.


Orgulho de ser você mesmo.

O firmamento do céu de abril
ilumina para demonstrar que
nem sempre é regra ou flâmula
de deterioração o silêncio
mesmo diante do que é grave,
A bondade e a tolerância
não são diferentes de tudo
o que têm os próprios limites.


No final tem mesmo a ver
com o histórico injustificado,
prolongado e sistemático
de hostilidade contínua,
que tem a capacidade
de manter viva a simpatia.


Embora buscando a tentativa
de cavar uma culpa moral,
Onde nem nunca houve
na realidade o porquê
nem nunca foi sequer real.


O distanciamento protetivo
e a dívida moral invertida,
levaram à tona e sem disfarce
para serem publicamente lidos
que entre os interessados
não mais sequer existem idos.


Não aprenderam com o passado,
ignoraram efetivamente o ditado:
"Quem procura acha",
Perdendo a autoridade da queixa,
ao terem desfeito da boa fé alheia.


Florescidas como laelias de outono
a apatia reativa e a erosão da empatia,
fazem parte do ciclo natural,
Principalmente quando a linhagem
arriscou a própria vida,
e em troca a ingratidão e a ofensa
se transformaram de forma sistemática
e ofertaram como banquetes prolongados.