Nunca Gostei do Morno do Meio Termo
"É complicado esse sentir e não sentir, é esse meio-termo que acaba comigo. Prefiro a dor da tristeza à esse marasmo; um sorriso, uma música, uma lembrança. Mas não! O morno insiste em permanecer aqui, dentro de mim. Vai embora! Não te quero mais aqui! E por favor, leva com você toda essa coisa de cor-pastel que paira por essas bandas do meu coração, porque ele tem que pulsar forte, não importa, mas tem que esboçar alguma reação, senão enlouqueço."
Se o assunto és TU e EU,
não há lugar a meio-termo.
Não quero doações pela metade de NÓS.
Não sou tua "meio-amiga", "meio-namorada", tampouco, "meio-amor".
Ou bem que sou o teu tudo;
ou então, não sou nada.
Eu guardo toda a dor aqui dentro. Dor, sentimentos bons, ruins, até os de meio-termo. Os indecifráveis, os memoráveis. Eu tenho medo do dia que eu não suportar guardar sentimento algum. O dia que eu precisar expô-los.
Depois que me decepcionei com o meio termo. Eu passei a viver com a intensidade. Agora somos um só!
Quando se trabalha em grupo, não existe meio termo. Você tem uma boa equipe ou necessita urgente torná-la melhor.
Detesto
Detesto gente morna, meio termo, o tipo sonso!
Seja pra caralho.
Ou porra nenhuma.
Re Pinheiro
Meio-termo não aquece, não ferve e tão pouco faz transbordar. Isso vai de amizades a amores. E não adianta jogar lenha na fogueira não, não adianta desperdiçar combustível com quem não aquece o corpo, ferve o ser e faz transbordar a alma.
Entre a vida e o além vida, temo apenas a dor e as sequelas enquanto vivo, nesse meio termo, todo o resto é só uma passagem.
Por que não existe meio-termo: Se você escolhesse para comer maçã boa e ruim, não tem como assumir o meio-termo, dependerá do que você gostar ou interessar as opções.
Não existe meio-termo: ou você assume a sua semelhança com Deus, ou você se deixa degradar pela semelhança com o maligno.
O INTERIOR
O céu,
o inferno,
ou o meio-termo,
estão dentro do próprio coração.
Antes de crer na grandeza do universo,
é preciso ponderar o que existe dentro da própria cabeça.
Fazem-se perguntas para as quais ainda não se está pronto para as respostas.
Criam-se expectativas que, muitas vezes, rasgam as próprias entranhas.
A vida boa é no passo do gado:
pastando, remoendo,
na sombra, vendo o sol se pôr.
A eternidade, a doce eternidade,
é assunto da crença de cada um.
Se não crê no inferno,
mas não destrua o céu dos outros.
Se fores só humana, eu aprendo.
Se fores só sonho, eu acordo.
Mas se fores esse meio-termo impossível,
onde o real encosta no sagrado,
então que eu te ame assim —
não como verdade absoluta,
mas como o mito que me ensinou a sentir.
Se é descuidado, é um porco. Se é cuidado, é uma princesa. Não há meio-termo que escape ao julgamento. E aquele que apenas quer viver a sua vida, sem se importar com o que os outros pensam da sua barba ou do seu perfume, é arrastado para uma guerra que não pediu. As mulheres que fazem essas críticas muitas vezes buscam atenção que não têm; os homens que as repetem são apenas eco de uma masculinidade frágil que precisa de aprovação. E o homem real aquele que existe para além dos rótulos fica preso no meio, a ser esmagado por expectativas que nunca pediu.
