Nove Noites de Bernardo Carvalho

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⁠Quando eu fechar meus olhos pela última vez espero estar olhando o mar e para linha do horizonte para sempre navegar
E para você que me mostrou o que é o querer, o que é sorrir e me ensinou a sonhar,
a saudade mora no entardecer e é lá que vou estar.
E para a linha do horizonte para sempre navegar.
Pccmagdalena

⁠Sem Deus, você é um inútil.
Benê

⁠A oligarquia familiar vem se perpetuando no poder político há séculos, isso só acontece no Brasil tupiniquim;

⁠O desamparo e a insuficiência do ser humano são experiências profundamente enraizadas na condição humana, frequentemente exacerbadas pela procrastinação e pelo vazio existencial que muitos enfrentam ao longo de suas vidas. Essa dinâmica é complexa e pode ser melhor compreendida à luz das teorias psicanalíticas, em particular a relação entre o superego, o ego e a busca por significado.

O superego, que representa a internalização das normas sociais e morais, muitas vezes impõe uma série de expectativas e objetivos que parecem inatingíveis. Esse conjunto de exigências pode criar um estado constante de insatisfação e autocrítica, levando o indivíduo a sentir que nunca é suficientemente bom. A procrastinação, nesse contexto, frequentemente se torna uma resposta defensiva a essa pressão. Em vez de enfrentar as demandas do superego, a pessoa pode se ver presa em um ciclo de adiamento, evitando a ansiedade que surge ao tentar cumprir essas expectativas.

Esse adiamento não é apenas uma questão de falta de disciplina; muitas vezes, é um reflexo de um conflito interno entre o ego e o superego. O ego, que busca equilibrar os desejos pessoais com as demandas da realidade e as normas sociais, luta para encontrar um espaço seguro onde possa agir sem ser dominado pela culpa ou pela vergonha. Quando o superego é excessivamente crítico, o ego se sente impotente, levando a um estado de desamparo e a uma sensação de vazio existencial. O indivíduo pode se sentir perdido, incapaz de encontrar propósito ou direção em sua vida.

Esse vazio existencial é alimentado pela falta de ação e pela incapacidade de alcançar os objetivos que o superego impôs. O tempo passa, e a sensação de insuficiência se intensifica. O que deveria ser um caminho de auto descoberta e realização se transforma em um labirinto de frustrações e incertezas. O desamparo se instala, refletindo a luta interna entre o que a pessoa acredita que deveria ser e o que realmente é.

Para romper esse ciclo, é necessário um processo de autocompreensão e aceitação. Reconhecer que a procrastinação é uma resposta comum a pressões externas e internas pode ser o primeiro passo para a mudança. A construção de um diálogo interno mais gentil, que acolha as imperfeições e valorize as pequenas conquistas, pode ajudar a aliviar a carga do superego. O ego precisa encontrar um espaço onde possa agir sem medo do fracasso, permitindo-se explorar novos caminhos e definir objetivos que sejam mais alinhados com suas verdadeiras aspirações e valores.

Assim, ao confrontar o desamparo e a insuficiência inerentes à condição humana, é possível cultivar uma nova perspectiva sobre a vida. Em vez de se deixar levar pela procrastinação e pelo vazio, o indivíduo pode se permitir experimentar a vulnerabilidade e a autenticidade. A compreensão de que a busca por significado é uma jornada contínua, repleta de altos e baixos, pode ajudar a transformar o desespero em esperança, permitindo que cada pequeno passo se torne uma afirmação de vida e um movimento em direção a um futuro mais pleno e significativo.

⁠ poesia é quando a alma não cabe mais no corpo e transborda..

⁠Na teia sutil dos dias corridos,
Vive, entre sombras, a ilusão,
É tal o dom de alguns fingidos,
Que entorna a verdade ao chão.

Enganar, com ar de fácil encanto,
Veste-se fato como seda ao vento,
E na crença, o humano canto,
Faz do engano um leve alento.

Porém, na luta de esclarecer,
Mais árduo é o desafio presente,
Pois fácil é não querer ver,
A verdade queima e sente.

Por que é difícil se desiludir?
Talvez por dor, orgulho ou medo,
Mas se o coração conseguir se abrir,
A luz da verdade reina sem segredo.

⁠Resistência do Ego: Uma Poesia Psicanalítica

No labirinto profundo da mente humana,
Um ego se ergue, forte e altaneiro,
Vigia as sombras, labaredas de dor,
No embate interno, um constante atoleiro.

Poeira de desejos, anseios submersos,
Lágrimas guardadas, sussurros da alma,
O ego, com suas defesas e versos,
Construindo muros, buscando a calma.

Mas que resistência é essa que clama,
Que se esconde nas tramas do ser?
Entre as vozes do côncavo e do drama,
Há um chamado, um sutil renascer.

A repressão dança em rituais sutis,
Moldando verdades, mesmo quando ferem.
O ego se agarra, é um modo de existir,
Num mundo que grita e que nunca se encerra.

Sombra e luz se entrelaçam na luta,
O desejo e o medo, um perpétuo dilema.
Mas há beleza na busca absoluta,
Por romper as correntes e a própria algema.

Assim, celebro a resistência sagrada,
Do ego que não se rende, que enfrenta,
Na psique, a jornada muitas vezes pesada,
É também um canto, uma essência que sussurra e alimenta.

Nas fissuras do ser, onde o eu se revela,
O ego, sempre audaz, desafia o destino,
E na dança da vida, essa eterna novela,
É na resistência que encontramos o divino...

"A vida é como um balde cheio de caranguejos. Quando um tenta subir, os outros puxam pra baixo. Não por maldade explícita, mas por medo, inveja ou incapacidade de aceitar que alguém possa ir além.
Na sociedade, isso se repete: quando você decide vencer, não espere aplausos. Muitos vão torcer contra, outros vão fingir que não veem.
Por isso, quem consegue sair desse "balde" , seja ele família tóxica, ambiente negativo ou ciclo de sabotagem, é forte. Não só porque subiu, mas porque resistiu às mãos que tentaram puxar.
Vencer, nesse mundo, é mérito de quem não se deixou prender.
E se você chegou até aqui, é porque não foi caranguejo ......... foi coragem."

Santo Deus, há tanto o que dizer, mas são palavras vazias e muitas vezes insensatas de alguém que enxerga a autodepreciação do tempo. Eu não consigo expressar a artificialidade que eles querem, e tenho enxergado a vida de uma maneira dolorida. E a quem acredita que eu veja de maneira distorcida, mas eles vivem na distorção e acreditam que o fato de que vivem é o certo e ignoram o que é indiferente ao que pensam. Eu penso em findar tudo, mas o único poder que tenho é de dobrar os joelhos e confiar na sua vontade, ó Pai: viver um dia de cada vez, mesmo enquanto não vivo. Não sei há quanto tempo deixei de ser eu e de suportar coisas que eu não deveria. Minha indignação, o meu tempo e o meu falar não têm muito valor num mundo onde se rotula “resultado” o fruto de tudo — fruto enganoso que leva à indecência e faz a gente perdidamente esquecer do que de fato importa, que é carregar a sua cruz por cada canto deste mundo que criaste com tanto amor. Pai, não deixa o meu ser se corromper para esse mundo, mas faz esse mundo se corromper pelo meu ser — não porque eu sou bom, mas porque tu, ó Pai, és bom —, e que o caminho que eu percorra desmorone, e que meus olhos possam voltar ao seu propósito.

A corrida é de quem corre mais: daquele que já foi declarado o vencedor, o legítimo herdeiro — não pelo próprio mérito, mas por algo maior e caloroso, capaz de partir este mundo ao meio e reconstruir. O amor de um Pai que, quando separamos tudo — o ouro, a luxúria, desejo e vontades —, é o único sentimento virtuoso que resta. Talvez se eu entendesse um por cento da fração do que seja o amor, que ânimo eu teria. Aquele que entende se chama: ele é o que é.

Oprimidos pela inveja de uma promessa de Deus, o mal se levanta contra a vontade do Senhor — mas que levantar é esse que já está falido? Sua queda foi testemunhada pelo próprio mundo em que agora pisas: asas negras que se perderam no próprio orgulho. Quem és tu a não seres uma criatura criada pelo Senhor? E por que ages contra a tua própria vontade, se em ti foi escrito o amor de Deus? Nega a ti mesmo, ainda que sejas condenado, e entenderás por que Ele é o teu Deus.

Que dor sente o Filho que eu já não senti? O que temes? O céu canta de felicidade pela sua salvação, os anjos gritam: “Santo, Santo é o Seu nome, Senhor!” Está tudo construído e pronto para aqueles que são em Mim habitar. O mal há de afogar-se em suas próprias trevas, e a luz esclarecerá toda dor já sentida. Aqueles que negam a face de Deus, que infelizes serão.

Do Amor Leve


Apenas sei que amar, como uma âncora que cravas no fundo do mar do meu ser.
Eu te amo, como se ama o voo do pássaro: sem a posse do céu.
Amo-te como se ama o vento:deixando-me atravessar por sua verdade, sem tentar guardá-lo em meus punhos cerrados.


Que meu amor não seja uma gaiola dourada onde te encerro com promessas.
Seja, antes, o convite aberto para que pouses em meu galho, cantes tua canção e, quando o horizonte te chamar, partas sem culpa no peso das asas.
Pois o amor que prende, apodrece.
O amor que liberta, é eterno no instante.


Não quero o amor que é fardo, que é dever, que é troca pesada de seguranças.
Quero o amor que é dança. Um passo para ti, um passo para mim, e o ritmo que criamos juntos no espaço que nos separa e nos une.
Esse espaço sagrado…é onde a evolução acontece.
É onde deixamos de ser dois e nos tornamos dois que escolhem ser Um, sem se fundir, sem se perder.


Meu amor por ti não quer te, dominar quer consertar se houve, a quebra, apenas completar, que querer de mim...
Quero celebrar o que já és, um universo inteiro e inacabado.
Quero ser o solo onde tuas raízes bebem a água da alegria, e não a rocha que define o formato do teu crescer.


Tem que ser alegre, este amor.
Tem que ter o riso fácil da criança e a sabedoria quieta da montanha.
Tem que ser um“sim” dito ao sol, um brinde à vida que pulsa em nós.
A tristeza virá, como a noite vem, mas não será a casa onde habitaremos.
Será apenas a sombra que faz o sol parecer mais brilhante.


E nessa leveza, nessa alegria, na liberdade de sermos quem somos…
…aí sim, evoluímos.
Não por obrigação, mas por puro transbordamento.
O amor que é livre não exige mudança, mas inspira florescimento.
É um espelho que devolve não a imagem que desejo ver, mas a verdade mais bela que você é.


Portanto, toma a tua liberdade como a minha maior oferenda.
E eu tomarei a minha como o meu mais profundo compromisso contigo.
Porque o nosso amor não é uma ponte que um constrói para o outro.
É o oceano onde dois barcos navegam,cada um ao leme do seu destino,
mas iluminados pela mesma estrela, cantando para os mesmos ventos.


Livre. Leve. Alegre. Em eterna evolução.
Assim te amo. Assim me amas.
Assim somos, amor...

Amém, Senhor. Grato sou por iluminar o meu dia que parecia em trevas. Você mostra, Pai, que cada vez que me acho certo, estou enganado. Você não diz que estou errado — mostra que está mais certo. És incrível, Senhor. Foi ousada, sim — mas me prosto diante de Ti, ó Pai. Essa ousadia vem da alegria que puseste em meu ser. Até me emociono. Tu és o validador da minha vida, ó Pai.

Acredite em Mim até o seu último dia na terra, e verás, ó filho, o que tenho para ti.
Descansarás sobre as Minhas nuvens, e Eu carregarei todo o seu júbilo.
Cruzaste a jornada da vida Comigo em teu peito, e Eu cruzarei a eternidade com você em Meu coração.
És o Meu filho. Não temas o mal — ele jamais encostará em ti, pois Eu habito em ti.

Pai, só Tu fazes minha carne e espírito conversarem sobre Ti — e ambas se alegrarem.
Que glória.

A brandura da palavra remete ao coração, mas o coração é de uma complexidade que não podemos entender devido ao fator físico. Algumas vezes, experimentamos o lapso de entender o nosso coração. Isola-te do mal em tua vida, pois o mal já está em queda e arruinado. Exalta-te na glória de Deus, pois Ele a compartilha com Seus amados filhos. Feliz é aquele que é filho de Deus.

A fé nasce com a vida, pois a vida nos foi dada. Desenvolve a tua vida, e a tua fé a acompanhará. O ato de dar a vida, por si só, é virtuoso quando somado ao amor. Muito nos foi dado e tão pouco cobrado pela misericórdia do Teu nome, Senhor. Escolheste o homem como Teu filho, e ao homem basta apenas escolher-Te como Pai. Pai, limpa a nuvem negra do meu plano de vida, para que a minha fé possa agir em prol do Teu propósito.

Pai, que toda humilhação direcionada à minha vida seja usada como ponte para me alinhar ao Teu propósito. E eu declaro que os alicerces da minha vida podem balançar, mas jamais cairão, pois Aquele que me edificou é Santo, e Ele sabe exatamente o que faz.


Eu não estou sozinho; Ele é maior que um exército, Ele é temido e Ele ama os Seus filhos. A dor que sinto não é nada perante o que está por vir, porque o que vem por aí é Deus. E àqueles que ousaram ferir os Seus filhos: ai deles! Conhecerão a fúria da Justiça."

Eu vejo que, cada lágrima que cai de mim, Deus a segura com as Suas mãos e até chora junto a mim. É inaceitável o mal neste mundo; ele corrompe, ele afasta você de Deus.


A verdade de Deus é imutável sobre este mundo. Mesmo que eu esteja no infinito e solitário vazio, Deus está comigo. Ele não me nega, mesmo quando não há fôlego, mesmo quando sou rejeitado.


Toda essa dor que carrego, e esse ódio que não posso direcionar... Que Deus esmague o mal! Que não exista nenhum resquício, pois portaram algo divino e forte, mas são arduamente covardes contra a raça humana, que foi amada pelo meu Senhor Deus.


Por que essa prostração diante do mal? Por que essa ingratidão?"