Nove Noites de Bernardo Carvalho
Vida viva!
Vivida e sentida nos momentos quentes e frios,
Nos tempos dos risos e dos calafrios!
Vida vivida na virada dos movimentos do Rio!
Vida que vive dentro do nosso coração e na pura emoção das ações de amor!
Vida que segue nas asas do rei gavião!
Sem desamor e sem rancor!
Apenas,
Vida que vive aqui dentro das minhas internas paixões!
FRUSTRAÇÃO
Não esperar muito;
esperar pouco ou
quase nada?
Quanto mais se espera
maior pode ser a sua
frustração.
Quanto menos se espera
menor pode ser a sua
paixão.
Prefiro mil vezes a dor de
me frustrar ao viver sem
me apaixonar.
Vou me frustrar todos os dias
da minha breve vida, mas não
viverei um só deles sem que
meu coração se apaixone.
Se apaixonar pela espera;
esperar pela paixão.
Se frustrar esperando;
esperar se frustrando.
Se apaixonar frustrado;
frustrar o apaixonado.
Seja qual for a escolha,
esperar, apaixonar ou
frustrar: sofrerás
sempre calado.
Pouco importa quanto tempo vivi. Perpassei anos, décadas; e quase um século. O tempo pouco importa. Sobre algo tenho certeza: tendo vivido nove ou noventa, sei somente o suficiente para saber que não sei quase nada. Mas digo isso para não dizer que não sei nada.
Toda matéria vale um número de uma a nove,onde nove e o máximo absoluto, e o zero a antimatéria... Agora como quebrar o nove.
“O velho Carvalho” não era só uma árvore, era quase um abrigo emocional improvisado, um tipo de terapia gratuita feita de histórias, risos e aquela sensação rara de pertencimento. Porque quando o lar vira campo de batalha, qualquer pedaço de sombra vira lar.
No entender do próprio Olavo de Carvalho, ter proferido mais de quatrocentas aulas de filosofia, além de dezenas de cursos avulsos sobre o tema -- incluindo a volumosa 'História Essencial da Filosofia' --, ter publicado a respeito livros que atraíram a atenção dos maiores estudiosos da área, como Mendo Castro Henriques, Ernildo Stein, Miguel Reale, Romano Galeffi, Vladimir Tismaneanu, David Walsh e mais não sei quantos, e, por fim, ter dedicado a temas filosóficos metade dos seus mil e tantos artigos de imprensa, são fatores que, documentadamente, provam que a política do dia NÃO É NEM PODERIA SER JAMAIS o centro vital dos seus esforços.[...]
O Fábio Salgado de Carvalho, assim como o Raphael De Paola e mais meia dúzia, está entre os alunos mais qualificados para prosseguir o meu trabalho -- e até dar-lhe um 'upgrade' -- quando eu bater as botas ou ficar gagá.
Lázaro Machado de Carvalho, 27 anos, filho de Edineide Machado de Carvalho, natural do Pé de Serra: Uibaí-BA, Funcionário Público. Apaixonado por Literatura e Artes, participou de vários recitais no Grêmio Cultural Voz do Povo – Uibaí-BA, além de compor e recitar diversos poemas de sua autoria e de autores brasileiros. Atualmente, cursa Direito na Faculdade Regional da Bahia – UNIRB em Salvador – BA. Alguns poemas de sua autoria: Amizade; Mais que um Amor uma Utopia; Dias efêmeros do Pobre, entre tantos outros.
OVERDOSE DE AMOR “
Rauzi de Carvalho Pereira.
Nosso amor foi tão sublime,
tanto o teu quanto o meu,
mataria até de inveja,
Julieta e Romeu.
Me dopava com teus beijos,
me embriagava de abraços,
viajava nas carícias,
perdia até o compasso.
Quando na cama eu te tinha,
era como se nada existisse,
a gente se entrelaçava,
mesmo que o mundo caísse.
Parecia que até,
nossas almas, nos deixavam,
e voltavam envergonhadas,
quando tudo terminava.
Era tanta entregação,
era tanto amor fiel,
acredito até que os anjos,
aplaudiam lá do céu.
Era a sede de um camelo,
era a fome de um leão,
às vezes faltava ar,
dava até palpitação.
Nosso amor era na sala,
na cozinha e até na mesa,
quando você apagava,
eu te mantinha acesa.
Às vezes me derrotava,
às vezes eu enfraquecia,
mas o que você inventava
era até covardia.
Nosso amor era de dia,
de noite ou madrugada,
você sempre motivava,
se mostrando apaixonada.
Se arrumava para mim,
parecia uma rainha,
eu dizia que era teu,
tu dizias que era minha.
Te amei e fui tão amado,
que isto me assustou,
tive medo de morrer
de overdose de amor.
O Ato de Perdoar, É a Capacidade de Saber amar, Verdadeiramente!
Geilda Souza de Carvalho.
Geilda Souza de Carvalho
Sou fio, energia e Fio que fala e Ñ se cala!
Autora: Geilda S. Carvalho
Há Filhos que são Ingratos
Na Poesia, Fantasia!
Palco da Vida, seriam saltos.
Ń há público, atos do teatro
Tão pouco Aplausos e atos
Só um Holocausto, em caos
Filho amado, estrela Braw.
Blqueiamor q/ rodeia
Deus, luzamarela, criador
D' Adão, costela é teia.
Criou Mãe, surge Ela, amor
Em Imagem, Semelhança
Corpo, alma, lembrança.
Pai celestial, Deus D'Amor
Geilda S.De Carvalho
14/05/2018
#D.A.R.
“NOSSA TIMIDEZ”
Rauzi de Carvalho Pereira.
Sabia que você me queria tanto quanto eu,
percebi os seus flertes mais de uma vez,
tentei de tudo para me chegar,
mas fui impedido pela timidez.
Faz tanto tempo, mas eu lembro ainda,
a impressão é que foi no outro mês,
você sozinha, adorável nos lugares,
e eu não me abria, quanta timidez.
O seu modo de ser, doce e agradável,
estonteante com perfume francês,
às vezes de uma amiga acompanhada,
dificultava ainda mais a timidez.
Algumas vezes eu me tornava forte,
corajoso como um lutador chinês,
mas aí era você que atrapalhava,
demonstrando-me a sua timidez.
Não tinha jeito de chegarmos ao ponto,
eu não fiz nada e você nada fez,
nos limitávamos a conversar asneiras,
embarreirados pela nossa timidez.
.
Lembro-me de um dia, era carnaval,
eu fortificado pela embriaguez,
me declarei, mostrando o interesse,
após o porre voltou a timidez.
Passou-se o tempo, ficou a lembrança,
pois o destino tem as suas próprias leis,
teria você e você me teria,
se vencêssemos a nossa timidez.
Segui meu rumo com outra pessoa,
você com outro e o sonho se desfez,
se eu lutasse e se você ajudasse,
estaríamos juntos com a nossa timidez.
“O SAMURAI”
Rauzi de Carvalho Pereira
É preciso que eu tenha força bastante, para conter meus impulsos e impor minha vontade, é preciso que eu encare o medo sem tremer, é preciso que, antes, eu vença a mim mesmo.
Não posso e não devo me abater, ante as adversidades, não posso e não devo deixar que fantasmas, se apossem de minh’alma.
É preciso que eu me esforce ao máximo, e me concentre muito para me tornar eu mesmo, serei doravante um lutador, um eterno vencedor, mesmo nas minúsculas coisas.
Não passarão mais por mim, estrelas cadentes, sem que eu consiga pega-las,
não cairão mais sobre mim gotas de orvalho, sem que eu consiga sorve-las.
Não deixarei que meus cabelos balancem ao vento, sem que eu consiga muscularmente conte-los, não rirei nunca da melhor piada, pois com certeza graça não acharei.
Quando conseguir rir da minha própria dor, e chorar perante minha alegria,
aí sim, tenho certeza, serei um verdadeiro samurai.
“QUASE AMOR”
Rauzi de Carvalho Pereira
Obrigado por me deixar com saudades...
Pois assim, impulsiona meu coração e acelera a minha paixão.
Obrigado por me fazer sofrer, pois com a saudade que me faz sentir, preenche esse maduro coração bradicárdico, que estava tão oco, antes de te reencontrar.
Obrigado por preencher meu coração de ilusão, pois mesmo iludido, sinto-me feliz ao saber que também despertei suas dúvidas.
Obrigado por me deixar descobrir suas dúvidas, pois intensifica a minha ânsia de insistir em tentar fazer você me amar.
Obrigado por não me amar, pois se me amasse, acabaria com a minha razão para querer tanto e veementemente, você.
Mas mesmo assim, obrigado por não me querer, pois tenho certeza, de que seria mais um erro que cometeríamos, na nossa longa carreira de “quase amor”
“ENTRANHADO EM VOCÊ”
Rauzi de Carvalho Pereira
Estarei entranhado em você para sempre, sempre que estiver só, você virá até mim, divagando, seus pensamentos não são seus, coisas simples que me levarão até você.
O odor do meu perfume, o sabor do meu beijo, o calor do meu abraço, a minha influência nas suas decisões, até meus erros refletirão em você.
Estarei em você, quando sentir frio, quando se sufocar no calor, quando não suportar a sede, quando ouvir a “nossa música”, lembranças demais, me trarão à tona.
Nunca mais nos falaremos, nunca mais nos relacionaremos, mas até no seu ódio eu estarei entranhado, serei protagonista da sua raiva, serei alvo dos seus palavrões.
Mas o tempo se incumbirá de mostrar, que embora seu ódio seja intenso, que sua mágoa seja imensa, estarei entranhado em você prá sempre, porque você sofrerá, por ter feito alguém sofrer.
“EMBORA”
Rauzi de Carvalho Pereira
Embora a gente se esqueça
Embora que a gente pereça
Embora que nunca anoiteça, enfim.
Embora que a gente amoleça,
Embora que eu nunca apareça,
Embora que nunca aconteça, o fim.
Embora que eu te entristeça,
Embora que na minha cabeça,
Que eu permaneça, fiel.
Embora que eu empobreça,
Embora que já amanheça,
Embora que isso escureça o céu.
Embora que eu vá embora,
Embora que eu te abandone
Embora que já seja a hora
De eu não ser mais o seu homem.
Fé
Rauzi de Carvalho Pereira
Chegou bem cedinho a uma imensa Catedral em uma zona nobre, com fome, meio sujo, barbado, descabelado, assustado, curioso e maltrapilho, ficou admirando os incontáveis carros luxuosos pouco a pouco se arrumando no amplo estacionamento, era um interminável vai-e-vem de veículos, algumas buzinadas, alguns sussurros, alguns cumprimentos pelas janelas, boquiaberto ante ao tsunami de lindos carros e de bem vestidas pessoas. Deu-se conta da imensidão de pessoas e rapidamente adentrou a Catedral e timidamente sentou-se na primeira fila, sendo imediatamente notado por todos os fiéis que, naquele momento, já tomavam seus lugares, quase que cativos de tão repetitivos, sentiu-se um intruso, pois indistintamente todos o olhavam com certa ojeriza e suspeita, mas se manteve altivo, embora tímido. O religioso mor, um bispo, adentra, cumprimenta a congregação e inicia a liturgia, sem deixar de notar a presença daquela figura, que além de desconhecida era meio esdrúxula em comparação aos conhecidos e nobres fiéis da sua igreja.
Ao término da liturgia e do sermão, naquele momento, habitual, de leveza no templo, timidamente levantou bem alto, a sua mão. O bispo percebendo, volta ao microfone, e paciente, pergunta:
- Pois não, meu filho.
- “Seu” bispo, bom dia, meu nome é Zé e eu queria fazer uma pergunta, posso?
- Pois pode perguntar meu filho.
- “Seu” Bispo: eu acho que DEUS vem sempre aqui nessa igreja né?
- Claro que sim, DEUS está sempre presente aqui entre nós.
- E DEUS ajuda muito a esse povo, né? Porque vejo que a igreja é muito bonita, lindas janelas, bancos confortáveis, ar condicionado, o povo é bonito, bem tratado, bem vestido, lindos carros, me parecem bem de vida, não é?
- Pois é DEUS ajuda a quem trabalha e nele confia.
- “Seu” Bispo, eu queria fazer uma oração, mas quero fazer em voz alta, posso? Quero ter certeza de que DEUS vai me escutar como escuta a todos vocês.
O Bispo, meio desconcertado e desconfiado, olhou surpreso para a congregação que parecia assustada e curiosa e como não tinha jeito, concordou: - Por favor, peço a todos os irmãos que fiquem de pé e que oremos junto com o nosso irmão José, hoje presente entre nós.
Ele fechou os olhos, abaixou a cabeça, titubeou um pouco, mas tomou coragem e começou:
“- Senhor DEUS, hoje é a primeira vez que venho aqui, e por isso não sei se o Senhor me conhece, meu nome é José, José como o pai de Jesus, e moro lá no interior do sertão, lugar bem longe daqui, onde também existe uma igrejinha, muito pequenininha e pobre, que não se compara, em nada, a essa aqui, que não tem gente tão letrada, tão bonita, tão bem vestida e rica como esse povo daqui, mas que tem gente que também trabalha muito, que acredita e confia muito no Senhor, gente humilde que vai prá lida, ainda de madrugada para conseguir o sustento dos seus filhos, que anda léguas para conseguir um pote d’água ou para tentar estudar, que morre à míngua por falta de condições de saneamento, postos de saúde e também de falta de higiene, gente muito humilde, onde os últimos dos seus recursos são manter a fé e orar a TI prá pedir sua ajuda, por isso hoje eu vim aqui, porque ao chegar aqui e ver tanta riqueza e tantos recursos, cheguei à conclusão que, estes recursos, estão abafando as nossas preces em virtude da fraqueza e a desnutrição deles, e acho que porisso o Senhor não está nos escutando, e como não nos escuta, não nos atende.
Senhor DEUS, “Seu” Bispo acabou de me dizer que o Senhor está sempre aqui e acho que hoje também está, e que, como lá o Senhor, parece, não vai nunca, eu vim aqui pedir para que me ouça: - Por favor, quando o Senhor tiver uma folga ou um tempinho, dê um pulinho lá, nos faça uma visita, não temos nada a lhe oferecer nada de luxos como aqui, nem mesmo dízimos, mas contamos com a sua visita, não deixe que aquele povo sucumba ante a sua própria fé, acho que pelo povo daqui o Senhor já fez tudo o que tinha que fazer, nos dê agora, um alento, alguma esperança, alguma chance, desculpe a minha franqueza e me perdoe pela insolência e talvez blasfêmia, obrigado. Amém”
Abriu os olhos, olhou para o púlpito sem sequer notar o Bispo, parecia em transe, algumas lágrimas rolavam por seu rosto, dirigiu-se ao corredor central da igreja e começou lentamente a caminhar por entre os fiéis sem se aperceber que todos o olhavam surpresos, incrédulos e com lágrimas nos olhos, saiu da igreja colocou na cabeça o tosco chapéu de couro surrado e partiu, de volta, rumo ao interior do “seu sertão”.
