Nove Noites de Bernardo Carvalho
A ARTE DA DUVIDA E DA CRITICA COMO técnicas e ferramentas psicológicas para gerenciar pensamentos, administrar emoções, resgatar a liderança do “eu".
O eu é mais sofisticado do que simplesmente pensar, ele é a consciência que pensa e que pode administrar ou gerenciar a construção de pensamentos. O eu é a consciência dos parâmetros intrahistóricos (contidos na memória) e extrapsíquicos. Sem o eu não teríamos a consciência dos parâmetros espaço-temporais e da realidade do mundo que somos (intrapsíquico) e em que estamos (extrapsíquico); sem o eu um segundo e a eternidade não teriam a menor diferença.
A qualidade do gerenciamento do eu sobre o mundo dos pensamentos e das emoções é que determinará a capacidade do homem como agente modificador da sua história intrapsíquica e social. A tendência natural do homem é ser vítima de suas misérias psíquicas.
Se o fluxo vital da energia psíquica não for conduzido para a produção de pensamentos e experiências emocionais saudáveis e enriquecedores, ele será conduzido inevitavelmente para a produção de experiências angustiantes, tensas, agressivas, autopunitivas.
A prevenção esta em usar a arte da duvida e da critica. Devemos criticar as idéias fixas e pensamentos perturbadores e angustiantes. Criticar cada idéia pertubadora em cada momento que ela se encerra para que seja possível re-editar o filme do inconsciente. Criticar a ansiedade pelo excesso de informações, e a necessidade excessiva de estar em evidencia social e profissional.
Permitir-se contemplar a verdadeira beleza da vida, cuidar, realmente, dos que nos são caros, separar o final de semana e curtir a família, os amigos. Amar-se para poder amar o outro, pois só cuidamos corretamente dos outros, quando aprendemos a cuidar de nós mesmos.
Quando aprendermos a exercer o gerenciamento do eu deixaremos de ser vitimas para nos tornarmos protagonistas da nossa historia.
AMANHECER
Não tenho medo, acordo cedo,
Não faço promessas, não tenho pressa,
Pois, nada impede a flor de mostrar o belo.
Não deixo o vento levar o que quero,
Tenho calma e paz na alma,
Valorizo as flores do meu jardim.
Não guardo entulhos em mim,
Não sou gente triste que disfarça,
Não peço o que não posso oferecer.
ENCONTRO
Deixo meus gritos no papel,
Minha pele não me cabe mais,
Minha voz ficou muda.
Tenho sede do brilho nos olhos,
Quero o arrepio que revive a vida.
Vou acordar a sede que mora em mim.
Contemplarei o sol e aquecerei o
Frio que tomou conta do meu interior.
Buscarei meu coração que fora
Esquecido na ponta da caneta.
Tomarei posse do meu riso.
COLHEITA
Minha vida é uma canção...
Componho uma estrofe todos os dias,
Decido ser ou deixar que sejam.
Às vezes danço e perco o passo,
Outras vezes bailo com a música,
Flutuo e volto levemente ao chão.
Posso ser escuridão e luz que guia,
Decido entre o certo e o errado... Escolho,
A colheita que terei das plantações da minha vida.
“É impossível que a ansiedade desapareça, mas é possível impedir o seu triunfo.”
O campo de energia psíquica nunca encontra o equilíbrio estático e nem psicodinãmico. O equilíbrio emocional não existe. O que não podemos admitir são flutuações intensas. A ansiedade vital estimula a criatividade, a procura e os sonhos. Porem a ansiedade doentia, exagerada, estressante bloqueia, faz a pessoa gravitar em volta dos estímulos estressantes, alteram o ritmo de construção dos pensamentos, elaborando idéias que geram intolerância, incoerência e reações explosivas.
Tudo o que se encena no palco da mente provem de seus bastidores, da leitura da memória de áreas frequentemente inconscientes. Administrar a construção dos pensamentos e a transformação da energia emocional é realizar um gerenciamento, apesar de limitado, com consciência critica e maturidade; é viver a arte da duvida e da critica no processo de observação da realidade; é discutir consigo as mazelas e misérias do EU.
É preciso aprender a usar técnicas para retomar o gerenciamento nos focos de tensão – DCD:
Duvidar do controle dos nossos pensamentos;
Criticar a passividade diante da emoção controladora;
Determinar – abrir o leque para produzir experiências saudáveis, encontrar estímulos.
Assim o EU deixa de ser passivo e passa a atuar como gestor capaz de impedir o triunfo da ansiedade DOENTIA.
UNICIDADE
Escuto o bater do meu coração,
Sinto o calor da minha respiração,
Um arrepio queima minha pele,
Ouço o som do meu interior.
A solidão dói... Machuca sem cortes,
É fria e desfigura o rosto e o corpo,
Tem gosto amargo,
Não escuta nem fala... Maltrata.
Mas não sou feita de dor,
Sou ser que escreve e os seus males espanta...
Sou sol que aquece... Sou lua que ilumina,
Sou céu azul... Sou nuvem... Sou chuva...
Sou dia e noite.
Sou primavera, verão, outono e inverno.
Sou canto, silencio e alegria.
Sou uma... Sou muitas... Sou única.
VENTANIA
O nosso amor podia ser... Nosso!
Mas o vento nos soprou para
Outra direção e tirou nossa canção.
Mas, meu pensamento estava em você.
Todo dia é inverno...
O nosso amor é outono, sem esperança.
Não tem brotos, morreu lagarta.
Não terá asas azuis e nem será fênix.
Mas quando um amor adormece,
Surge um novo amor, mais forte,
Capaz de iluminar e fazer florescer
Todas as flores da primavera.
Hoje sei bem o valor do vento.
BLOG FALAS DA ALMA
Não exija o amor que não tem para oferecer,
Não tente mostrar o que você não ver,
Feche os olhos do medo e abra o templo da luz,
O leão também sente medo,
Há dias de sol e outros de chuva,
Olhe e veja o que a vida tem de boa,
Não lamente, aumente as possibilidades de conquistar,
Para colher as farturas de uma boa colheita... Plante e cuide!
LUZ
Quero cantar uma bela canção,
Transformar palavras em melodias,
Iluminar o dia já iluminado,
Tirar da alma o grito calado!
Vou perder o rumo da rua,
Encontrar nas curvas na alma,
O doce silêncio que acalma,
O coração e a aura.
Que semeiam corpos de luz,
No âmago das noites negras,
Que aquecem sem fagulhas,
Os corpos frios e as almas vazias.
BLOG FALAS DA ALMA
Antes de entramos na Nova Jerusalém, é necessário que a Nova Jerusalém, venha habitar dentro de nós.
A liberdade e as possibilidades de quem está sozinho são tentadoras, decidir por si próprio o que fazer é muito bom, noites em baladas regadas a bebida, gente bonita e pegação pode ser legal durante um certo tempo... você sai, se diverte, bebe, dança, joga conversa fora... as vezes precisamos disso mesmo, quando na presença de amigos melhor ainda.
Mas na minha opinião nenhum amor, nenhuma família, nenhum futuro, planos ou sonhos em comum merecem ser trocados por prazeres passageiros e superficiais. Pois chega um momento em que essa vida agitada perde um pouco o deslumbre e você passa a sair e voltar pra casa com o mesmo vazio de antes.
Só que dessa vez sem ninguém pra te entender e te fazer companhia nos momentos difíceis. Pois enquanto somos novos, bonitos e sarados todos querem. Até chegar uma fase em que resta apenas o que você é por dentro e as pessoas que você cultivou durante a vida. Aquelas que não vão deixar de te amar quando você não for mais uma bela moldura.
Feliz quem reconhece que precisa de uma base e sentimentos reais e duradouros, com pessoas pra uma vida ao invés de pessoas pra um momento!
Ficar esperando a felicidade chegar, pode demorar. O melhor é ir em busca, pode ser que esteja do seu lado só esperando o seu mover
Pode ser que eu ame muito outra pessoa, mas só serei respeitada por ela se eu primeiro amar a mim mesma.
Se um dia eu me casar novamente, certamente vou rever o que não deveria ter feito, as palavras ditas que magoaram, o jeito calado para dizer que não gostei e as expressões faciais que falavam por mim... Na verdade, não direi nada que não tiver plena certeza, que os meus olhos mesmos não os tenha visto.
Se resolver fazer algo para Deus, o faça com excelência, pois aquele que te deu o seu maior tesouro, merece também o seu melhor.
Eu te amo e na verdade não espero que me ame com a mesma intensidade, mas que pelo menos me respeite como pessoa que você mesmo escolheu para compartilhar o resto dos seus dias.
