Nove Noites de Bernardo Carvalho

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Mergulhei nas águas de Oxum, e renasci.⁠

Há algo terrível dentro de um relacionamento quando ele se torna comum...


Quando um relacionamento se torna comum, os defeitos são visto com mais facilidade


Quando um relacionamento se torna comum, os objetivos exigem um esforço maior do que se pensava


Quando um relacionamento se torna comum, o silêncio se faz presente e muitas vezes pode ser ensurdecedor


Quando um relacionamento se torna comum, você precisa encarar os teus próprios defeitos


Quando um relacionamento se torna comum, o passado é revisitado várias vezes


Quando um relacionamento se torna comum, o relógio tem um ritmo normal novamente


Quando um relacionamento se torna comum, o simples aparece


Simples, e o simples nem sempre é belo, mas é sempre instigante mesmo quando entediante, revigorante mesmo quando confrontador


E nada menos paradoxal do isso


~ Josefa Manuel

A vida me derrubou, mas recorri...
e ganhei em segunda instância.

A queda me desmontou, só para eu me montar melhor.

Você é meu direito adquirido de felicidade.

Não foi fracasso...
foi fase de instrução.

Medo arquivado...
vida em andamento.

A vida é como Wi-Fi, às vezes cai, mas quando conecta, tudo parece fluir melhor.

O universo não fala em palavras, mas em silêncios que nos convidam a escutar o infinito dentro de nós.

Tropece em teu orgulho e caia em meus braços.

Nem toda queda destrói...
algumas despertam.

Sou minha própria jurisprudência.

Não foi sorte...
Foi resistência.

Hoje sou feliz apenas por acordar e esse simples milagre faz de mim a pessoa mais rica do mundo.

Seria a convicção um reflexo do que desejamos acreditar? Ou, quem sabe, aquela voz que o invade todas as noites, ao recostar a cabeça no travesseiro, tenha algo realmente importante a dizer. Alguns acreditam em um sexto sentido; outros, que possuem o dom da adivinhação. Eu espero estar errado sobre tudo.⁠

Quase todos os dias penso no trapezista, caminhando por sua vida, que nada mais é do que um fio fino e delicado. Um movimento em falso, uma promessa na qual possa acreditar, até mesmo um olhar pode lançá-lo ao abismo, onde a existência colide com a realidade.

Nem todos enxergam o fio.
Para muitos, o trapezista parece apenas seguir em frente, firme, quase seguro. Há quem admire sua coragem, sem perceber que não há escolha apenas a impossibilidade de parar.
E, ainda assim, ele segue.
Não porque acredita que chegará ao outro lado, mas porque aprendeu, cedo demais, que olhar para baixo é o verdadeiro começo da queda.

Meu silêncio não é dor, é maturidade escolhendo paz.

O agora é simples, somos nós que o complicamos ao carregar o que já deveria ter deixado ir.

Que sua vida seja poema, escrito com luz, ternura e sonhos sem fim.