Nosso Amor So Aumenta
"Cuidado comigo, eu nunca tô só!
As vezes tô com fome, sono, saudade...
ou, procurando com quem arengar"
Haredita Angel
10.11.21
Meu Pai
Foi difícil chamá-lo de pai
Foi difícil me expressar
Muito não foi dito!
Só sentido... Faltou o toque!
Silêncio das palavras faladas
Movimento das palavras escritas
Ele era um poeta
Poetas não falam. Sentem!
Será essa explicação da ausência?
Quanta sensibilidade! Quanta sabedoria!
Fraqueza? Irresponsabilidade?
Claro! Quem não as tem?
Foi humano e errou sim
Errou e sofreu
Sofreu e sentiu
Sentiu e escreveu
Palavras lindas!
Que ficarão para sempre
Na lembrança de cada pessoa
Que soube enxergar o Manuel
De maneira única
Cada um com o seu olhar
Soube criar a imagem
De “Manuéis” diferentes
E era assim mesmo que ele gostava
De ser diferente para cada um.
Estuda para teres tuas próprias opiniões e argumentos válidos. Só assim não deixarás que te manipulem. Sê livre por meio do teu conhecimento.
Jornalistas deveriam não só se preocupar com a divulgação das notícias mas também com o bom uso da língua portuguesa.
Por que o coração materno só fica tranquilo, quando sabe que os filhos estão bem? Cada vez me convenço mais que o maior ato de coragem de uma mulher é a decisão de ser mãe.
QUERO TEU COLO
Só teu colo
Pode levar de minh'alma
A dor da tua ausência.
Só teu colo
Pode carregar para longe,
A minha descrença.
Só teu colo
Pode tirar do meu corpo,
Esta incômoda dormência.
Só teu colo
Pode me fazer acreditar
Que a felicidade ... é nossa sentença.
Se um homem a achar ridícula, e você mudar só para agradá-lo, desculpa dizer, mas você é mesmo ridícula!
Voava,
Figura alada,
Enamorada
De um anjo só.
Atingiu-lhe, uma lufada,
Numa geada!
Amaldiçoada
Caiu, num cafundó.
Coitada!
A aleijada
Foi descartada,
Até da dó!
Mas levantou-se, numa virada
Empunhando a espada.
Sua gargalhada
É seu marajó.
Agora, anda armada,
Dando tragada
Em garrafada
De timbó.
(Quebrada, a asa)
Dicionário Tupi Guarani
Marajó - defesa
Timbó - planta que produz suco com a propriedade de atordoar e matar os peixes, sem contudo ser nocivo a quem os come
- Vem cá Debiee!
- Pra você é Débora!
- Pedido débil! A esta altura?
- Olha só! Além de metido, é debochado!
- Pois... debita da minha conta!
- Está ali ô, debaixo do telefone, perto da porta de saída.
- Vou é te por debruço! Vais ver!
- Nem pense. Acabou o debate!
- Basta um beijo e toda tua resistência será debelada!
- Engana-se! Debluguei! Estou deboa!
- Debuxos! Vem cá Debiee! Vou te debulhar e acabar com teu debrum.
(DebRUM)
Joana
cigana,
da fama
na lama,
só come
banana.
Joana
se engana
na cama;
banana,
só come
quem ama.
Joana
doa banana,
deita na cama
e se dana!
Mas come,
mas ama...
Estou acostumada em não ser compreendida. Mas não preciso que ninguém me entenda, só preciso ser amada.
A Chocolatelência de Van Gogh
Só pela arte, poderia a mulher chocolate,
Posar para o mestre Van Gogh.
Imagine, um belo final de tarde à beira mar,
O sol ainda quente, derretendo o avatar.
A modelo, graciosamente, pingando sem graça, gotas de chocolate, sob o olhar de lince do pintor, pincelando cada gota, um verso, um suspiro, uma rima, abrindo a cortina, na tela molhada de leite e cacau, obra prima.
Apenas o sol espectador silencioso, de um encontro indecoroso, um milagre, onde o pintor e sua musa, sua admiradora, sua amante, é mera fantasia.
Doce na vida e amar!
E da a mão a quem precisa,
E matar a sede dos pássaros,
Doce de viver é sorrir com alegria da criança,
E dá comida a quem tem fome,
E da um abraço apertado,
Doce e dá beijo na testa... o doce bom de viver !
E sentir os olhos molhados e saber que e amor...
... essa vontade incontrolável de implodir em palavras sem conceitos ou pre-conceito, só pra dividir com meu eu a ânsia de outro dia, outra hora, outra noite, outro tempo que não fosse esse que me fiz "não me pertencer" por um sonho impossível.
A noite se torna leve, só as palavras não conseguem explicar... e silêncio em forma de canção n'alma, é sintomática de amor... coisas do coração num compasso lento, um saborear doce de você... escreva em mim o rascunho de ti, pra que o vento me leve, ou não...
