Nosso Amor So Aumenta
O inefável não cabe na garganta do homem; a profundidade do que Deus faz em nós e a dor do nosso próprio crescimento são coisas que o mundo nunca vai conseguir traduzir em palavras.
Do silêncio
Somos responsáveis pelo nosso silêncio...
Se eu der minha opinião, se eu alertar alguém, se eu persuadir alguém, se eu gritar aos quatro-ventos...
Se... tudo isso aí e unas cositas mais, serei responsável de alguma maneira.
Claro, terei me implicado na situação de forma bem clara. Serei responsável pelo que falei, pelo que fiz. Minhas palavras podem voar ao vento, mas... antes de voarem, passaram pelos ouvidos de alguém, pelos olhos de alguém.
Então, penso eu, em certas situações, o melhor a fazer é manter-me passivamente passiva. Farei do silêncio minha arma de comunicação. Assim, não poderei ser responsabilizada por me manter calada. Se alguém fizer alguma bobagem... disser alguma mentira... ah! a melhor opção, pra mim, é o silêncio mortal.
Não sou eu quem vai expor esse alguém. Não, não mesmo. Não sou conivente, sei que o que esse alguém fez não está certo. Mas... não quero ter prejuízos afetivos... ops... então, não é o outro, sou eu a minha real preocupação... é só por isso que, muitas, muitas vezes, o silêncio se instala em mim.
Claro, claro... não vou sair por aí atirando com uma metralhadora honestidade o tempo todo e em todo lugar. Há vezes em que meu silêncio se faz necessário por pura cortesia. Então, sim, me esconderei atrás da cortina da boa convivência, da gentileza. Agirei virtuosamente como se estivesse a passear pelos corredores da corte... silenciosamente.
A caridade ajuda com o peso de nossa consciência e nosso ego, mas não nos concede o perdão de nossos pecados, fazer caridade por crer na salvação ou perdão, seria como afirmar que um assassino será perdoado ao praticar o dízimo ou doar uma cesta básica a um necessitado. Contradizendo o proprio mandamento.
- Não matarás. ( Êxodo 20: 1–17)
Onde você estiver
Olhei lá fora e, por um instante,
Parecia tão perto o sol,
Quase ao nosso alcance.
O mundo girava sob a luz do farol.
Por um instante, um segundo,
Nos afastamos da realidade amarga.
Observei seu sono profundo,
O silêncio e a paz que tanto sonhava.
Vi reflexos de nós dois:
Éramos crianças correndo entre rosas brancas,
Sem pressa e sem pensar no depois.
Tantas eram nossas esperanças.
Eu sei, fábulas douradas não existem.
Essa razão, barulhenta, que nos impede,
Mas nosso sono resiste,
E em silêncio nosso sonho persiste.
Fomos condenados pelas ilusões,
Presos em correntes invisíveis.
Procuramos encontrar inspirações
Em todas as formas de amores impossíveis.
Mentira, verdade — não importam agora,
Se permita sair do chão.
Há um mundo todo lá fora...
Não solte minha mão.
Se temes voar sem direção,
Ziguezagueando pelo mundo,
Fecha os olhos, segue o coração:
Estamos juntos.
Vamos viajar
Nos meus e teus sonhos.
Nada pode nos parar,
Tudo faz parte do plano.
A cada amanhecer,
Escrever novos dias.
Podemos morrer e renascer,
Criando novas fantasias.
Mas, se não vier,
Me permita ser memória.
Onde você estiver,
Você sempre será eterna em minha história.
Carta de despedida: Nosso mundo encantado
Querida,
Hoje, ao ver uma foto sua,
um álbum inteiro se abriu diante de mim —
não de imagens, mas de memórias inventadas,
histórias que criei e roteiros que escrevi
acreditando que seriam nossos.
Projetei um enredo,
acreditei no roteiro que escrevi sozinho.
E quando o silêncio chegou,
percebi que o eco não era ausência tua —
era excesso meu.
Nesse excesso, construí um mundo só nosso,
mas apenas eu tinha acesso.
Olho com carinho para tudo que senti.
Não acabou.
É apenas o primeiro dia fora do nosso mundo encantado.
Um mundo criado por mim,
mas que, em essência, pertencia a nós dois.
O que doeu não foi perder alguém —
foi perder o personagem que inventei,
aquele que você talvez nunca tenha conhecido.
Descobri que o amor idealizado
tem o brilho exato do pôr do sol:
belo, mas breve, e feito de despedida.
Me vejo como um belo arquiteto,
mas um péssimo projetista.
Criei estruturas lindas,
dignas de um conto de fadas.
E hoje, de fora,
observo o “nosso mundo perfeito”,
sem saber se você o acharia perfeito também.
Entendi que a decepção
é só a luz acendendo no cinema,
revelando que o filme era projeção.
E no escuro que fica depois,
a vida me convida a assistir de novo —
dessa vez, com os olhos abertos.
Das cenas que mais gosto são os créditos.
Porque, mesmo sendo o único colaborador físico dessa criação,
todas as cores e formas vieram de você.
Lhe agradeço por ter sido inspiração,
mesmo sem saber.
Nunca haverá mágoas
em um mundo onde só um coração pulsava.
E mesmo que esse mundo tenha sido só meu,
ele foi feito com amor —
e por isso, ele sempre será bonito.
Com carinho,
Luis
Nossas lágrimas queimam a alma
Nosso espírito condenado por amar...
Somos o destino que abraço o fim..
Nos laços eternos o abraço te significado ligados para sempre.
O sempre amar a verdadeira verdade que sempre nos amamos.
Seria simplório de alegrias a lágrimas...
Revelamos o sentimentos observamos a eternidade como a poeira de nossos ossos tem mesmo sentimentos.
Os pássaros fazem ninhos sobre sonho que tivemos na vida foi nosso destino.
Somos nosso próprio esqueleto.
O cranio de nossas emoções fruto da evolução existencial atravessa nossos pensamentos...
Somos dívidas por cinco parte na fogueira de vaidades na essência somos apenas poeira falante...
“O Getsêmani não é um campo de estudo para o nosso intelecto. É um santuário da nossa fé.”
📖 Klaas Schilder
[19/3 13:14] Alinny de Mello: Eu não odeio o nosso genitor, mas todos os problemas das nossas vidas, inclusive os TOC'S... E, quem ele se tornou, foram culpa dele
[19/3 13:15] Alinny de Mello: Somos os mais velhos, nós tivemos os piores momentos que uma criança nunca deveria ter tido
[19/3 13:15] Alinny de Mello: Eu nunca quis imitar eles dois, nunca foram exemplos para mim, sempre soube quem eu precisava ser
Tem um tipo de silêncio que abraça. Ele chega devagar, como quem senta ao nosso lado sem pedir licença, mas também sem invadir. É aquele silêncio confortável, de quem não precisa preencher tudo com palavras porque a presença já basta. Esse silêncio é casa. É descanso. É paz.
Mas existe um outro. E esse… esse não avisa quando muda de forma.
De repente, o que antes era aconchego vira ausência. O que era pausa vira distância. E a gente começa a perceber que o silêncio já não acolhe, ele pesa. Ele cria um espaço estranho entre duas pessoas que antes se encontravam até no olhar. Agora não. Agora o olhar passa, escorrega, evita. E ninguém fala nada. E esse nada vai crescendo, como mato em terreno abandonado.
A verdade, meio dura, meio inevitável, é que o amor não respira bem dentro desse silêncio constante. Amor precisa de ar. E o ar dele é a conversa, mesmo quando ela é imperfeita, atravessada, meio sem jeito. Porque falar é se mostrar. E se mostrar é manter a ponte de pé.
Quando o silêncio vira regra, a gente começa a imaginar coisas. A mente, que já não é muito confiável, vira roteirista de tragédia. Um atraso vira desinteresse. Um cansaço vira frieza. Um dia ruim vira falta de amor. E ninguém confirma nada, porque ninguém fala nada. E assim, o que poderia ser resolvido com uma frase simples, vira um abismo inteiro.
Eu penso que amar também é ter coragem de quebrar o silêncio. Mesmo com a voz trêmula. Mesmo sem saber exatamente quais palavras usar. Porque o risco de falar errado ainda é menor do que o risco de não falar nada.
O silêncio, quando prolongado, não protege o amor. Ele desgasta. Ele cria versões diferentes da mesma história dentro de cada cabeça. E quando a gente vê, já não está brigando com a pessoa, está brigando com a ideia que criou dela.
E talvez o amor não acabe de uma vez. Ele vai ficando baixo, como uma música esquecida tocando no fundo, até que ninguém mais escuta.
No fim, não é sobre nunca ficar em silêncio. É sobre não morar nele.
Porque amor que é vivo mesmo… faz barulho. Nem que seja um sussurro dizendo “ei, eu ainda tô aqui”.
Agora me conta, você também já sentiu esse tipo de silêncio que afasta aos poucos? E se quiser mergulhar em mais reflexões assim, passa no link da descrição do meu perfil e vem conhecer meus e-books. Eu te espero lá.
E, sim. A gente consegue ser o que a gente quiser, não falando materialmente, mas no nosso interior.
Nunca devemos deixar morrer a criança que existe em nós.
Eu nunca deixei.
Ela nos salva de muitas coisas.
Se soubéssemos ao menos admirar a disciplina dos japoneses como eles admiram o nosso futebol, talvez a nossa primeira derrota não fosse tão vergonhosa.
Que o nosso Coração alcance a Graça de se transformar em Manjedoura para o Filho do Homem!
Que ele se esvazie das vaidades que o endurecem, e se torne simples o bastante para acolher o Eterno.
Que a palha seja livre da mágoa, do ódio, do lixo e de toda e qualquer podridão.
Que aceite o frio da noite, o silêncio do anonimato
e a humildade,
porque foi ali — e não nos palácios —
que o Amor decidiu nascer.
Que sejamos manjedouras, não por mérito,
mas por rendição.
Lugar pequeno, porém disponível.
Pobre de si, rico de entregas.
E que, ao receber o Filho do Homem,
nosso coração aprenda o milagre maior do Natal:
não apenas celebrar o Cristo que vem,
mas sustentar o Cristo que permanece.
Feliz e abençoado Natal!
Todos os testemunhos importam, mas nenhum é tão eloquente quanto viver segundo a vontade do nosso Pai Amado.
Pois, cada história carrega marcas de superação, aprendizados e cicatrizes que se transformaram em lições.
Há beleza nas palavras que relatam milagres, nas lágrimas que narram livramentos e nas vozes que proclamam gratidão.
Testemunhar é compartilhar a jornada da fé, é permitir que outros encontrem esperança nos caminhos que já atravessamos.
Ainda assim, há uma forma de testemunho que dispensa discursos longos e não depende de plateias atentas.
Viver segundo a vontade do nosso Pai Amado é o testemunho que fala no silêncio das atitudes, na coerência entre o que se crê e o que se pratica.
É quando a fé deixa de ser apenas palavra e passa a ser postura; quando a oração ultrapassa os lábios e encontra morada nas escolhas diárias.
Quem busca viver assim transforma pequenos gestos em pregações vivas, espalha cuidados sem alardes e oferece amor sem cobrar reconhecimento.
Porque o testemunho mais eloquente não é aquele que emociona por alguns instantes, mas o que inspira pelo exemplo constante.
É a vida que, mesmo diante das tempestades, insiste em confiar; que, mesmo ferida, escolhe perdoar; que, mesmo cansada, continua servindo.
No fim, talvez as pessoas esqueçam o que ouviram dizer sobre Deus, mas dificilmente esquecerão o que enxergaram de Deus em nossas Ações e Reações.
Com tantas Guerras descaradamente ignoradas no “nosso” país, não deveria nos sobrar tanto tempo nem disposição
para palpitarmos nas guerras dos outros.
Quem vê a assustadora parte de um povo escolhendo lado em outras guerras, pode até acreditar que não temos tantos conflitos internos para lutar.
Mas temos.
E não são poucos.
São guerras sem sirenes internacionais, sem transmissões ao vivo em alta definição, sem mapas coloridos nos telejornais.
São guerras silenciosas, travadas nas periferias esquecidas, nas filas dos hospitais, nas salas de aula sucateadas, nos lares onde a dignidade perdeu território para a sobrevivência.
Há uma guerra diária contra a desigualdade que normalizamos.
Uma guerra contra a corrupção que denunciamos em ano eleitoral e relativizamos no resto do tempo.
É guerra contra a ignorância cultivada, contra a desinformação compartilhada com convicção e preguiça de checar.
Contra o desalento que transforma cidadãos em espectadores.
Ainda assim, muitos preferem empunhar bandeiras internacionais com a mesma facilidade com que ignoram as trincheiras da própria rua.
Opinar sobre conflitos distantes exige apenas conexão à internet.
Enfrentar os conflitos internos exige caráter, constância e compromisso — três virtudes que não rendem tantos aplausos nas redes.
Não se trata de indiferença ao sofrimento alheio.
Solidariedade é uma grande virtude.
O problema é quando a comoção seletiva vira espetáculo e a indignação terceirizada serve apenas para aliviar a consciência enquanto as mazelas domésticas seguem intactas.
É curioso: somos rápidos para apontar injustiças além-mar, mas lentos para reconhecer que também somos parte — ativa ou omissa — das injustiças daqui.
Escolher um lado em guerras estrangeiras pode até dar a sensação de lucidez moral.
Mas escolher enfrentar as próprias contradições exige maturidade cívica.
Talvez o que nos falte não seja opinião, mas prioridade.
Não seja engajamento digital, mas responsabilidade real.
Porque enquanto gastamos energia demais disputando narrativas globais, há batalhas locais esperando por gente disposta a lutar menos com o teclado e mais com atitudes.
E, no fim, a pergunta que fica é bastante desconfortável: estamos escolhendo lados por consciência… ou por conveniência?
Talvez o nosso único Defeito Perdoável para o outro seja o Silêncio que fazemos para Poupá-lo.
Mas há algo de muito grave nessa empatia espinhosa: sacrificar a nossa Paz para poupar o próximo pode ser nosso Maior defeito.
Pois, há silêncios que parecem generosos…
Eles vestem a roupa da empatia, caminham com passos cuidadosos e nos convencem de que calar é uma forma de proteger — proteger o outro de uma verdade dura, de uma crítica necessária, de uma ferida que nossas palavras poderiam abrir.
Mas existe uma espinha escondida nessa delicadeza.
Quando o silêncio deixa de ser escolha e passa a ser renúncia, ele começa a cobrar um preço alto demais.
Porque, enquanto poupamos o outro de um incômodo passageiro, vamos acumulando em nós aquilo que nunca teve o direito de existir.
E o que não encontra voz quase sempre encontra peso.
A empatia, quando exagera na dose, pode se transformar numa espécie de sacrifício íntimo: abrimos mão da nossa paz para preservar a tranquilidade alheia.
E, nesse gesto que parece tão nobre, às vezes cometemos uma injustiça silenciosa — contra nós mesmos.
Poupar o outro jamais deveria custar a nossa serenidade.
Porque há verdades que não ferem por serem ditas, mas por serem enterradas.
E há relações que não se fortalecem com silêncios, mas com a coragem delicada de dizer aquilo que precisa existir entre duas consciências que se respeitam.
Talvez, no fim das contas, o silêncio só seja realmente um Defeito Perdoável quando não se transforma no lugar onde abandonamos a nossa própria paz.
Em tempos tão conflitantes, talvez não haja motivação mais eloquente para regular o nosso tom que o cuidado com o outro.
Porque é justamente enquanto o mundo insiste em gritar, que a forma como escolhemos falar revela quem de fato somos.
Não é tão difícil elevar a voz quando se acha que está convicto, tampouco é raro confundir firmeza com agressividade.
O verdadeiro desafio, porém, reside em sustentar a clareza sem abrir mão da humanidade — em defender ideias sem ferir desnecessariamente quem as escuta.
Até porque quem acha que precisa subir o Tom para sustentar uma ideia, muito raramente tem ideia para sustentar.
Há uma tentação constante em tempos de tensão: a de transformar divergência em inimizade, discordância em afronta pessoal.
Nesse cenário, o tom deixa de ser ponte e passa a ser a pior das armas.
E quando a palavra vira projétil, o diálogo se torna campo de batalha — onde ninguém aprende, ninguém cede, e todos saem, de alguma forma, muito menores.
Regular o tom não é sinal de fraqueza, mas de consciência.
É compreender que, por trás de cada opinião, existe uma história; por trás de cada reação, uma experiência que nem sempre vemos.
O cuidado com o outro não exige concordância, mas exige responsabilidade — especialmente com aquilo que escolhemos amplificar.
Talvez a verdadeira eloquência não esteja em convencer, mas em preservar.
Preservar a possibilidade de conversa, a dignidade do outro e, sobretudo, a integridade de quem fala.
Porque, no fim, não é apenas o que dizemos que nos define, mas a maneira como escolhemos dizer — principalmente quando tudo ao redor nos empurra para o contrário.
