Nosso Amor So Aumenta
Am or
Perguntaram-me em relance
“-Você ama?”
-Dei uma chance, disse eu.
Tal foi a euforia. Pouco disse eu.
Amor é simples, limpo
Sem cor,
Habitus de quem é ou
Pensa ser.
Ser, sem posse
Nem vergonha.
Com uma pitada de entrega
(E uma jarra de desapego).
“O amor é forte como a mor…
Sem aspas!!!
Porque sem continuidade pode
Representar o não início ou
O não fim.
(Não me deixaram terminar)
QUANDO ELE VEM...
Ele vem...
E quando penso em sua chegada, se faz vulcão dentro de mim, erupção de sentimentos, aquecendo minhas veias e acelerando o meu universo...
Quando vejo ele chegar, meu maremoto se torna calmaria... Navego em silêncio à sombra dos meus desejos, sob a áurea da sua alma paraliso e me sinto em paz...
Quando ele me abraça, ouço as batidas do meu coração, a vibração acústica de um grande concerto musical, como o sino que anuncia a boa nova...
Quando ele me beija, completa o ciclo das sensações, como se a mágica pudesse ser desvendada... Como se o amor não pudesse ser contido, não coubesse mais em meu mundo e ultrapassasse a linha do horizonte, transbordasse além dos oceanos, explodisse até alcançar as estrelas, marcando assim o meu território, meu solo sagrado, a minha existência...
Ele vem...
E quando vem, não quero mais partir...
Sinfonia de nós dois...
Quero a surpresa do sussurro
no arrepio que arrebata,
entorna, alastra, derrama...
Quero o êxtase do frêmito
que na pele aflora e vibra,
abala, espalha, esparrama...
Quero a sedução que ecxita,
incendeia, explode e então,
se faz sinfonia de quem ama...
sinfonia de nós,
sinfonia em nós!
(ania)
Ecos da solidão...
...e quando com teus silêncios
minh'alma decorei
(e foram tantos e tão doridos
e tão profundos os teus silêncios)
que de brumas e breus me vesti
e em nostalgias então, me recolhi...
...e a solidão ecoou, ressou, gritou
e em mil sons, explodiu em mim...
...e foi então que em prantos,
mágoa e desespero constatei
que apesar da tua indiferença,
do teu cruel desprezo
ainda assim,
de ti não esqueci...
(ania)
Um dia, eu me permiti a ser infeliz. Anos se passaram, eu eu continuei a ser infeliz. O tempo que passou, não volta mais para você tentar uma nova opção. As marcas cravam em você. Os cortes são profundos. Nem o melhor amor do mundo apaga aquilo que você se permitiu acontecer.
QUASE REVELAÇÃO
Deixa que o rimar da poesia enfim devasse
A tua emoção tão íntima e tão sem enredo
Que terias posto de lado, se, mais cedo,
Toda covardia que sentes se revelasse...
Chega de ilusão! Pronuncie-as sem medo
As tais prosas, já tão visíveis em tua face
Deixadas em teus passos por onde passe
Marcadas, e tão apontadas com o dedo.
Então: não posso mais! Chega de rodeio
Estou cheio, em devaneio, e tenho fome
No coração, aprisionado, e tão imerso...
Escuto o dito nome, o amor, leio e releio
E já fatigado, que no peito me consome.
Que quase confesso neste patético verso!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, setembro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Suicídio ou depressão
Suicídio ou depressão
Em qualquer ocasião
Até em mutilação
Temos que ser irmãos
Ajuda com palavra
Até mesmo com amor
Isso é fato
Grande é a dor
A cada sorriso, um encanto;
a cada olhar, um pedido;
a cada abraço, um choro calado;
tanto sentimento guardado escondido;
em um coração aflito;
por um tempo perdido;
quem sabe os motivos, de amar escondido.
Confiança,
respeito,
tempo,
dedicação,
companhia,
compreensão,
cuidado,
carinho,
amizade,
amor,
são joias raras.
São os melhores presentes que podemos dar ou receber.
Odeie o seu ódio
se quer odiar alguém
odeie a si mesmo,
não faça ninguém sofrer
pelo seu ódio.
Se ame para não poder odiar
não faça ninguém chorar por você
se odiar, se ame...
Ah essa vida!
Vida de idas e voltas;
De versos e cores;
De dessabores e amores;
De intrigas e flores;
De crenças e lendas;
De sol e lua;
De caos e casos;
De casa e rua;
De talento e lamento;
De progresso e inverso;
De realização e ilusão;
De alegria e pranto;
De pouco e tanto;
De sinceridade e inverdade;
De desconhecido e amizade;
De gerado e de cria;
De solitário e família;
De encontros e desencontros;
De derrota e vitória;
De ontem e agora; aqui dentro e lá fora;
De canto a canto, só prevalece nessa vida o AMOR e seu encanto.
Ninguém é invencível sempre a ponto de nunca errar. Não busque a invencibilidade busque a sua excelência diária!
DESEJO
O silêncio que brada, desnorteado
No cerrado, que a chorar me vejo,
O peito na dor que sofre, separado
Do outrora, na saudade me protejo.
Não me basta saber do passado,
Se, se amei ou fui amado; desejo
Mais que afeto simples e sagrado,
Quero olhar, laço e um doce beijo.
Ao coração que tolera, só ousadia
Não me acanha: pois maior baixeza
Não há que paixão sem ter o calor;
É a justa ambição que eleva a poesia
Ser poeta sempre e, na sua pureza,
Deixar seus versos cheios de amor.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
20 de setembro, 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
