Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Nascer é sentir-se e reconhecer-se como um rebento que de grito e grito espera a aurora pra dizer adeus e rebentar outra vez.
a invenção da creche como meio de expansão da mulher e suas conquistas, pode ser uma falácia que precisa de atenção porque embora se tenha um espaço de acolhimento para com seus filhos, a manutenção da maternidade como que “realização do sonho feminino” se mantém como uma obrigação na sociedade ocidental
A creche, ao ser analisada tendo como base o pensamento de Wallon, anula as lembranças dos cuidados familiares na infância e os recoloca no território da instituição. O cuidado e a educação oferecidos pela creche são terceirizados. O afeto, na primeira infância, foi delegado a outras pessoas.
Muitas vezes vivemos uma vida inteira com alguém, que acreditávamos que fosse como a gente e, de repente, descobrimos que passamos todo esse tempo ao lado de um anjo, de um enviado das estrelas, daí a carruagem, que não enxergamos, vem e carrega essa luz nos deixando sem sua sombra, com uma saudade danada do que não conseguimos viver e das lembranças que nunca vamos esquecer. Sim, já agendamos o reencontro, e não é permitido que se saiba a data. Isso será entre nós!
Processos auto avaliativos têm como finalidade a reflexão constante e contínua o que se traduz em dinamicidade.
Pessoas desequilibradas choram quando não dominam uma situação problema. Atuam como na Infância de forma imatura e mimada. Isso remete a birra, própria e constituinte do retardo emocional.
Como antenas que captam os rumores do mundo, penso que percebemos o que passa pelo imaginário coletivo e transformamos esta enorme quantidade de informação em arte.
O moralismo é a moralidade massificada como propaganda pessoal, e neste campo, se há propaganda é porque a virtude virou mercadoria... Logo, moralidade mercadológica não é nada confiável.
MOSCA MORTA
A mosca no chão
não me livrou
das tantas mais,
como pensei...
Cruel conclusão:
Acertei na mosca...
Mas errei.
O JAPÃO CONSEGUIRÁ SE REERGUER
O mesmo Japão que jamais se esquecerá da “rosa”, como Vinícius classificou a poeira atômica, mas conseguiu vencer seu trauma e crescer, tornar-se uma superpotência, certamente se reerguerá mais uma vez. É uma grande nação, na pobreza ou na riqueza. Tem um povo admirável. Cabe àquele povo esse bordão criado para o brasileiro, de que não desiste nunca. É o japonês que não desiste nunca. Persiste sempre, e chega lá.
Não há povo mais trabalhador e humilde; mais pacífico e organizado; mais educado e longânimo. Trata-se de uma nação que ama a paz por conhecer os efeitos da guerra. Que se apegou ao trabalho, por conhecê-lo como a única forma de progredir. Que não ambiciona o domínio de outras nações, porque se reconhece autossuficiente. O Japão é uma realidade que, ao cair, já se configura uma promessa de soerguimento. Promessa mesmo. Jamais uma ameaça de revanche ou forra, cobrando de outros países os preços de seus infortúnios naturais ou decorrentes de algum passo mal sucedido.
Um terremoto, ainda que gigantesco, não será o fim do Super Japão. Nem mesmo a nova grande ameaça radioativa que se afigura e ganha corpo. Estou convicto de que os japoneses reagirão. Renascerão do ponto em que houverem desfalecido e surpreenderão mais uma vez as nações do mundo inteiro, com sua dignidade, força e fé na vida.
Se qualquer outro país tivesse passado pelo que o Japão ora passa, e pelo que passou há quase setenta anos, dificilmente conseguiria despontar de novo como grande nação. Muito menos duas vezes. Seria grande o esmorecimento popular, e no meio político, neste caso posso citar o Brasil, haveria grande movimentação, sim, mas cada um por si. Todos querendo salvar a própria pele; em segundo plano suas famílias, em último a população. Seria o caos completo e ninguém falaria a mesma língua. O Brasil se tornaria uma torre de Babel da contemporaneidade, como já não é muito diferente.
Mas ainda podemos aprender com os japoneses. Com a sua solidariedade, sua organização, seu tino para reagir, e, sobretudo, com a suprema educação pessoal. As boas maneiras que não os deixam tentar se sobrepor aos compatriotas. Como todo o mundo, os japoneses querem se dar bem, mas não a qualquer preço. Não há qualquer “jeitinho japonês” semelhante ao famoso jeitinho brasileiro para cada situação.
Que o admirável povo japonês se reerga logo. Sem maiores sofrimentos. E continue a nos dar lições de vida, com as suas virtudes cotidianas de um povo, acima de tudo, patriota.
EDUCAÇÃO & REFLEXO
Demétrio Sena
Apesar dos que falam como quem vomita,
como quem acredita que o falar sem freio
atropela o silêncio dos que vão além;
sabem antes do meio o que virá no fim...
Sob todas as chuvas de palavras vãs
que abarrotam plenários, tribunas e salas,
ganham fãs e lacaios carentes de senso
e de falas vazias treinadas pra isso...
Mesmo tendo que ouvir falastrões burocratas,
sabichões de bravatas que a prática nega,
sei que a velha verdade continua nova:
Será sempre matriz a vivência real;
a palavra é capaz de transformar o mundo,
mas terá que fluir de quem vive o que diz...
Ter um marido ocioso é como criar um filho sem educá-lo para o mundo; a sociedade. É mimá-lo ao extremo; não exigir limites; fazê-lo sentir-se o centro do mundo - sem ideia de mundo real - e superior às pessoas que precisam fazer jus à sobrevivência. Em suma, um ser incapaz de compreender os valores éticos, legais e humanos dos quais um cidadão verdadeiro deve ser composto.
