Nosso Amor como o Canto dos Passaros
A Cruz Sempre Vence
Ela se ergue em silêncio,
entre o céu e a dor dos homens,
não como derrota,
mas como um trono onde o Amor reina.
Não há treva que a ofusque,
nem tempo que a desgaste.
Na Cruz, o fim se torna começo,
e o sangue, semente de eternidade.
Quando o mundo zomba,
ela permanece de pé.
Quando os fortes caem,
ela levanta os humildes.
Pois a Cruz não é apenas madeira,
é ponte entre o pó e o infinito.
E quem a carrega com fé,
caminha para a vitória que não se vê,
mas que já está escrita no alto.
Sim... a Cruz sempre vence.
Porque ela carrega em si
o nome do Vencedor.
”O Encontro com a Realidade”
Estou destruído, como se uma parte de mim tivesse sido arrancada, e tudo que eu sou hoje é um pedaço quebrado, sem rumo, sem identidade. Não entendo o que está acontecendo comigo. A dor da rejeição é insuportável, ela consome cada parte de mim, me faz questionar tudo o que eu acreditava ser verdade. Não sei como lidar com essa sensação de estar invisível, de não ser digno de atenção, de ser um ser que só sabe amar, mas nunca ser amado de volta. Eu me entrego, me entreguei de corpo e alma, e tudo o que recebo é indiferença.
Eu sou aquele tipo de pessoa que ama sem esperar nada em troca, que sempre se doa, mas que nunca recebe nada em troca. Estou cansado. Cansado de ser o que ama, mas nunca o que é amado. Quero ser visto, quero ser desejado, quero me sentir importante para alguém. Não quero mais ser apenas um espectador da vida dos outros, quero ser parte de algo, quero alguém ao meu lado. Eu preciso de alguém. Eu preciso sentir que minha existência tem algum valor.
Mas a solidão… a solidão é uma companhia constante, uma sombra que me persegue dia após dia, ano após ano. Eu não sei mais o que fazer com ela. Cada dia parece uma condenação, cada hora, uma eternidade. Não sei mais o que fazer com essa dor que me consome, com esse vazio que parece crescer dentro de mim. Eu só queria que alguém me visse, me tocasse, me amasse. Eu só queria ser mais que um fantasma na vida das pessoas.
Em tempos de fuga estratégica, há quem escolha uma cabana na floresta, procurando vantagens — como a Branca de Neve, que encontrou logo sete.
Fenômenos como a histeria coletiva e o contágio social ocorrem repetidamente porque inserido na massa, o indivíduo abre mão de sua autonomia crítica e se deixa levar pelas emoções coletivas.
Na vastidão dos pensamentos, um labirinto sem fim
A loucura dança, como um sussurro no jardim
Cores vivas e sombras profundas se entrelaçam
Na dança da loucura, as fronteiras se deslaçam.
Palavras que rimam em versos desconexos
A mente se perde em labirintos complexos
Sinfonia caótica, um turbilhão de emoções
Na loucura, encontramos estranhas revelações.
Como as estrelas que dançam no céu noturno
A loucura cintila, um fogo queimando soturno
Misto de sonhos e pesadelos, vórtice a girar
As certezas se desfazem, é difícil aterrissar.
Na tristeza, as lágrimas caem como chuva
Um peso no peito que a alma curva
Mas lembre-se, a tristeza é passageira
Logo o sol voltará a brilhar na sua vida inteira.
Na tristeza, o coração se entristece
Mas é preciso lembrar que tudo se fortalece
Os momentos difíceis são apenas uma fase
A esperança renasce com força e coragem.
Na tristeza, a dor parece insuportável
É esse momento que nos torna mais capazes
Enfrentar os desafios da vida sem voragem
Achar felicidade em meio à tempestade selvagem.
Na tristeza, os olhos se enchem de lágrimas
O coração se aperta e a alma se agita
Mas lembre-se, a tristeza é apenas um momento
E logo a alegria voltará, trazendo alento.
No bosque, a floresta sussurra em segredo
Cada árvore ergue-se como um nobre enredo
Na mata, a vida flui em mágico passaredo.
No bosque, as folhas sussurram segredos de amor
E o riacho murmura canções com fervor
Em cada recanto da natureza, há vida e calor.
"Imagine como seria a nossa vida se fossemos perfeitamente focalizados e imunes a todos os hábitos inúteis e destrutivos".
Quem dera eu deveras quisesse ser a brisa, leve como uma pena suave como uma respiração.
Quem dera eu deveras fosse a nuvem, macia como um algodão, e distante de solidão.
(Perto do que é eterno " Deus")
Quem dera eu fosse uma parede , dura na queda e firme em sua estrutura.
Mas sou só a natureza mesmo uma mistura de terra com um pouco de aventura.
Indecifrável como o vento, carregada como uma nuvem e grossa como uma parede densa e dura.
O silêncio diante da injustiça é um altar profanado; o justo ergue sua voz como quem toca a harpa de Davi.
Sem nome, como o nada
Pelas bordas da realidade,
mais soro terei à vontade
para curar feridas não cicatrizadas —
por dentro, perfuradas.
Visão de um lampejo distante,
com um fundo culminante,
controladas por raios escaldantes —
e no fundo... são todas perturbantes.
Delírios de um futuro
só,
que se entrelaçam num mundo
só.
Emoções temporárias se escondem,
e palavras delirantes... se encontrem.
O limiar da emoção —
eu vivo.
No mundo dos sonhos —
eu crio.
Um pensamento,
de um reflexo
só,
que reforça
só,
um molde de identidade.
“Em Teus Olhos, o Mar”
Em teus olhos se deita o mar —
não como espelho, mas como abismo.
Mergulho neles sem me salvar:
naufragar em ti é meu lirismo.
Teu silêncio tem gosto de vinho,
amargo e doce, tal qual o destino.
Quando me falas, és o caminho
onde perco a pele, o ar, o sino.
Teus cabelos — ventos de febre —
me enredam no tempo, sem despedida.
Cada fio, um verso que em mim verte,
tecendo o poema da minha vida.
Te amei nas horas que não tive,
te esperei nas sombras do meu ser.
E mesmo que o mundo me desvive,
serei palavra onde fores viver.
Se teus lábios forem exílio,
exilado serei, com paixão.
Pois vale mais um beijo tardio
que o mundo inteiro sem tua mão.
