Nosso Amor como o Canto dos Passaros

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Falar da cor dos temporais
como quem nomeia o que não se deixa tocar.
Inventar tons para o que passa rápido demais,
para o que rasga o céu e não pede pra ficar.


Falar de coisas que ninguém viu,
nem os olhos mais atentos, nem a memória mais antiga.
Coisas que só existem no sentir,
no intervalo entre o que dói e o que ainda abriga.


Falar das flores de abril,
mesmo quando o chão insiste em silêncio.
Porque há sempre um brotar escondido,
um gesto de vida acima de qualquer sofrimento.


E então, dizer de tudo aquilo
que escapa do certo e do errado,
do que não cabe em medida, nem em julgamento
apenas existe… vasto, indomável, sentido.

Um relacionamento poderá ter fase de dificuldades como:
Financeiras, emocionais e até de saúde...
São nesses momentos que o apoio do parceiro(a) é importante
Pois alguns vêem a dificuldade e querem ou desistem da relação
Não reconhecendo tudo de bom que essa pessoa fez na vida dela.

O Cristianismo de hoje é tão abaixo do normal que, se qualquer Cristão começasse a agir como um Cristão normal do Novo Testamento, ele seria considerado anormal.

Se por um instante, como num lampejo de lucidez, um momento de insight, o zombador fosse capaz de enxergar a si mesmo, provavelmente enfiaria a sua cara num buraco.


(Georgeana Alves)

O tempo é um grande mestre, mas apaga tudo rapidamente como numa lousa.

Atravessei o silêncio do cosmos como um objeto errante, só para encontrar em você o meu ponto de colisão. O impacto foi a minha loucura; o resto é o infinito que a gente ainda não escreveu...


DeBrunoParaCarla

como não se sentir culpado se a culpa parece ter criado raízes dentro de você, como se cada pensamento carregasse um peso, como se existir já fosse, por si só, um erro difícil de justificar… como não erguer muralhas se toda vez que você tentou abrir o peito, algo te atravessou, algo ficou, algo que te ensinou que sentir demais custa caro demais, e então você levanta paredes, não porque quer se afastar, mas porque já não sabe mais como não se proteger… e como conviver com esse vazio, esse espaço oco que não importa o que você faça, não preenche, um silêncio interno que grita, que ecoa, que te lembra o tempo todo que falta algo, ou pior, que talvez falte você mesmo dentro de você… esse sentimento de ser um peso, de ocupar espaço demais e ao mesmo tempo não significar o suficiente, de olhar ao redor e achar que tudo funcionaria melhor se você fosse menos, falasse menos, sentisse menos… existisse menos… de não ser o suficiente, nunca, como se você estivesse sempre devendo algo que nem sabe o que é, como se todo esforço chegasse atrasado, incompleto, falho… de mais atrapalhar do que ajudar, como se sua presença fosse um erro em andamento, como se, por mais que tente, tudo que você toca carregasse um pouco do seu caos junto… de querer amar profundamente, mas nunca conseguir se sentir amado de volta, como se existisse um bloqueio invisível, como se o amor até chegasse perto, mas nunca conseguisse entrar, ou pior, como se você não soubesse mais reconhecer quando ele está ali… e então fica essa contradição sufocante: um coração que ainda quer dar tudo, preso dentro de alguém que já não acredita que merece receber… como viver com um coração quebrado, quando cada batida parece irregular, cansada, sem direção, quando amar virou dor, lembrar virou dor, existir virou dor… e uma mente perdida, que não descansa, que não silencia, que te leva sempre pro mesmo lugar escuro, um labirinto onde cada saída parece falsa, onde cada esperança dura pouco demais… e no meio disso tudo você ainda está aqui, e isso não parece vitória, não parece força, não parece nada além de cansaço…

eu me sinto como um pássaro que não só teve as asas cortadas… mas como se tivessem arrancado pela raiz, deixando feridas abertas que nunca cicatrizam, como se cada batida do coração fosse um lembrete de que algo essencial foi perdido, algo que nunca deveria ter sido tirado e isso dói de um jeito que não cabe em palavras, dói como se o ar pesasse, como se respirar fosse um esforço, como se existir tivesse se tornado um castigo lento, porque não é só sobre não poder mais voar é sobre olhar pro céu e sentir ele distante, frio, inalcançável, é sobre lembrar, e ao mesmo tempo começar a esquecer, como era ser livre, como era sentir o vento, como era subir cada vez mais alto sem medo, sem limites, sem essa dor cravada no peito e o pior… o pior é sentir que isso está escapando, que aos poucos a memória vai se apagando, que um dia talvez eu nem lembre mais como era voar
e então nem a dor vai fazer sentido, só vai sobrar esse vazio estranho, esse silêncio pesado, essa existência quebrada, é como se eu estivesse preso em um corpo que ainda vive, mas tudo que fazia ele ter sentido já não está mais aqui, e agora não resta escolha eu preciso aprender a viver assim com essa dor que não grita, mas corrói, que não sangra por fora, mas dilacera por dentro, que maltrata, desgasta, consome… devagar, todos os dias, como um pássaro que ainda olha pro céu…mesmo sabendo que nunca mais vai voltar pra lá.

Existem dias em que parece que tudo desmorona, que nada acontece como sonhamos, que talvez fosse melhor nem ter saído da cama, sim, há dias difíceis, dias que pesam, que machucam, que testam a nossa força, mas são justamente nesses momentos que precisamos, mais do que nunca, erguer a cabeça, respirar profundamente e dar mais um passo, é nesses dias que devemos escolher sentir a vida com ainda mais intensidade, deixar o vento tocar a pele como um abraço, sentir o calor do sol como esperança renovada, perceber a grandeza escondida nos detalhes mais simples, porque o verdadeiro segredo está aí, em aprender a florescer no cotidiano, a encontrar luz mesmo quando o céu parece nublado, a transformar o comum em extraordinário. Ser feliz não é esperar dias perfeitos. é decidir viver com coragem, fé e entrega, principalmente quando tudo parece dizer o contrário.

Não invoque ao Senhor para que os Hamãs modernos morram na própria forca. Faça como Estêvão e ore: Senhor, não lhes imputes este pecado

Existem sentimentos que são como o sol, iluminam tudo sem precisar de palavras. O que sinto por você criou raízes no meu coração e transformou minha vida em um jardim de paz e amor eterno.


DeBrunoParaCarla

quando adultos fazemos ao máximo
que os nossos não andem em caminhos que machucam mas assim como nós na juventude eles também não escutam os pais.










Henrique pessoa oficial

Ela, sempre ela. Sempre tratada como nada, menosprezada, subjugada. Ela que ri e que chora. Já foi queimada, pisoteada, diversas vezes maltratada. Ela que trabalha à noite para sobreviver a mais um dia. Alimenta João Pedro e Joana. Guarda cinco reais para comprar um sorvete para João Pedro; Joana prefere jujubas. Ela que frequenta a igreja e chora, implora, pede ajuda. Diversas vezes bateu de porta em porta — sempre fechada.


Nunca foi amada como deveria. Na infância, apanhava do pai; na mocidade, do marido. Agora está sozinha. Não procura mais amor, nem calor, nem alguém que faça promessas. Vive, apenas. Erra. Enfrenta desafios. Dá a cara a tapa.


Ela atravessa a rua e sente os olhares pesarem mais que a própria bolsa. Ela que sempre é apontada, alvo de olhares desprezíveis, vítima de pessoas insensíveis. Chamam-na de vagabunda. Nunca perguntaram como era sua graça. Luta todos os dias. Já passou pelo vício, enfrentou o alcoolismo, superou as drogas.


Ela que não encontra trabalho digno, que sonha, lá no fundo, debaixo de toda a tristeza e mágoa. Encara desafios que ninguém conhece. Finge sorrir, canta para disfarçar. Às vezes, olha o pôr do sol por alguns segundos antes de voltar para a realidade. Dizem que lhe falta vergonha, caráter. Oportunidades, infelizmente, nunca lhe ofereceram.


Ela é só mais uma. Ela não sabe como será o amanhã, mas todos os dias acorda cedo e, mesmo com medo, faz suas coisas, cuida das crianças, vai para a rua. Entre vielas, barracos e lugares estranhos, conversa, joga um pouco de charme, finge que ainda é bela.


Ela, sempre ela. Quem é ela? Por que a vida foi tão covarde? Que diabos haveria feito em outras vidas? Quando acabaria a sua tragédia? Quem a espera na esquina?


Ela é Maria, mas não imaculada. Embora siga em constante padecer, atravesse tamanha dor e enxugue tantas lágrimas, continua de pé. Talvez você a veja todos os dias. Talvez não a perceba. Talvez nem ligue.


Ela é só mais uma marginalizada. Como se ela tivesse escolha. Como se tivesse buscado a forma mais fácil. Como se...


Mas por que isso importa, se nem a vida dela significa algo para você?


Ela. Sempre ela. E, ainda assim, ninguém a vê.


- Franckles Werivan

Às vezes o coração transborda, mas a alma não encontra linguagem.
É como carregar um universo inteiro dentro de si e ainda assim não saber por onde começar.
Não é falta de palavras.
É excesso de sentir.
É quando o olhar pesa mais que qualquer discurso, quando o peito aperta sem aviso e o que existe dentro de você simplesmente não cabe no mundo.
Um milhão de sentimentos… e talvez, no fundo, nem precise de palavras, porque quem sente de verdade, entende.

Meu maior desejo é arrancar de dentro de mim tudo o que contaminou a forma como eu pensava em você.
Queria voltar ao tempo em que pensar em você não doía,
em que pensar em você era abrigo, não sofrimento.

Ela chega devagar, como um sopro novo,
fecha a porta do descanso, abre o caminho.
Não é só o início de uma nova jornada,
mas uma página em branco para escrever carinho.

Traz um pouco de cansaço, sim, é verdade,
mas também força que renasce sem parar:
é o empurrão suave da realidade,
convite para recomeçar e brilhar.

Com café quente, passos firmes e esperança,
ela nos ensina a ter pé no chão:
segunda‑feira é a porta da mudança,
o primeiro passo para a realização.

⁠A ironia está em como o destino responde ao que pedimos, mas nunca exatamente como esperamos.

⁠"... Que a vida seja tão suave como o aroma dos belos perfumes, e que vivê-la seja tão aconchegante como um amor correspondido. Quero mergulhar nas profundezas dos corações, amá-los intensamente, compreendê-los internamente e explorá-los como um aventureiro.
Quero sussurrar no meu coração, o anseio pela compaixão e bondade, que um pequeno gesto de amor, possa trazer a alegria onde há tristeza, possa trazer paz em meio a tempestade e liberdade onde há corações cativos e oprimidos.
Que mesmo não obtendo todos os resultados possíveis de alcançar, posso contentar-se com a simplicidade da vida como ela é.."

Ela se ergue da terra como um punho gigante, esticando-se para tocar o céu — uma torre colossal de pedra enrugada cujo nome conjura uma mistura de maravilha e terror.
Reno Fioraso

A vida é como velejar:
Você vai ajustando as velas conforme as necessidades.