Nosso Amor como o Canto dos Passaros

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A saudade está difícil, como uma adaga. Para não senti-la eu me cortaria, e tendo-a também me corto.
É tão incompreensível que ao me respeitar eu acabe justamente do lado mais afiado desta adaga.
Saudade da minha filha.
Intervalo moroso, visita fugaz, e mesmo que não fosse ainda seria saudade — saudade do que não vai voltar, da rotina que hoje só existe na memória.


Nelson Hideo Iwasse Junior
09/07/2026

Minha pequena,
tão leve em meus braços,
ao mesmo tempo gigante em um abraço.
Como pode um coração
todinho preenchido
no simples laço de um abraço.


21/07/26

a vida eu como um veloz trem bala e nos somos apenas passageiros prestes a partir

Vocês querem ditadura?

Demétrio Sena - Magé

Em uma possível nova ditadura, como sonham muitos brasileiros iludidos, não adiantará para o indivíduo pobre, viver ajoelhado em pública e gritando: "Eu te amo, Jair!", "Te amo, Flávio (ou Dudu, Carlos, Michelle, qualquer outro Bolsonaro)!". Todo pobre sofre nas ditaduras... não importa o que digam, preguem, neguem, gritem ou louvem, mesmo em línguas angelicais.

Ditaduras não contemplam povo. Só parceiros e correligionários ricos contam, para governos ditatoriais. Pobre da direita é mula, nesse regime. As diferenças entre ele e o pobre da esquerda estão nas formas de lidar com isso. O da direita sofre sorrindo como um pateta. Não tem voz nem faz questão. É um prisioneiro em si mesmo, que aceita ser assim para não ser preso em cadeia. Já o pobre da esquerda, sofre lutando por dignidade; correndo riscos, porque não aceita ser passivo em situações de injustiça extrema e crueldade contra os invisíveis e desamparados.

Esses patetas que vivem pedindo ditadura, babando pelos Bolsonaro de qualquer contexto familiar não enxergam o óbvio: Xingam o governo, fazem protestos, acusam de tudo, abertamente, e não sofrem nada. Quem está preso, hoje, cometeu crimes previstos na própria democracia... tirando isso, o cidadão é livre, mas os patetas pedem para ser oprimidos, calados, vigiados e sem direito a nada. Tudo por uma pirraça sem ideologia séria; racional.

Se todos esses milici@nos que aí estão: invocando falsa fé, santidade, conservadorismo e moral de ferro forem eleitos, reeleitos, e ainda conseguirem fazer presidente o Bolsonaro filho, que trama contra o Brasil, os pobres que pedem a ditadura terão. E aí verão "o que é bom pra tosse", quando já nem puderem tossir, sem a inquestionável permissão de todos os poderes.
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Respeite autorias. É lei

Como escapar da Roda de Samsara? Faça uma bicicleta com a Roda e siga com ela para o Nirvana.

"A alegria e a felicidade parecem ser tipos de loucura, algo como insanidades salutares,no jardim das almas insanas, a Terra"

"Lute contra a morte; se ela vencer, que seu espírito continue em pé — firme como o aço."

Se um dia você tiver a sorte de encontrar um coração sensível como uma pétala de rosa, cuide dele. Não o machuque apenas para se vingar de um coração de pedra que, um dia, feriu o seu.

Há pessoas que parecem duras como pedras, mas, na verdade, nem sempre foram assim. Um dia, foram delicadas como pétalas de rosa, sensíveis ao toque e às palavras.

As pessoas têm o direito de te prejudicar, assim como você tem o direito de se afastar.

Existem pessoas que sorriem como quem acende lâmpadas, e outras que iluminam sem precisar sorrir.

Tem momentos onde percebo muito claramente que nunca vou encontrar alguém como eu, e nem que seja capaz de me entender em algum nível. Eu sempre vou estar sozinha. Sempre será assim. Mesmo que houvesse milhões de pessoas aqui, ainda estaria completa e absolutamente só.
- Marcela Lobato

"AS PESSOAS OBSERVAM O SEU GRAU DE INTELIGÊNCIA PELA PERGUNTA QUE VOCÊ FAZ E PELA FORMA COMO VOCÊ RESPONDE" Ademar de Borba.
Muito cuidado em relação ao seu diálogo.

No frasco da memória


Esperança inatingível surge em cada instante,
Como estrelas que bailam no céu da memória...
no silêncio partilhado, na risada contagiante...
E, em cada lembrança, nosso amor... nossa história.
Um amor que perdura há anos, mais forte que o mais intenso luar...
um elo invisível, que insiste em querer provar que o melhor do mundo é nunca acabar de amar.
No frasco da memória, guardo carinhosamente esse amor...
Um néctar doce cujo sabor, da minha boca, nunca desaparece,
As horas passam lentamente... acompanhadas da mais sofrível dor,
A esperança brilha, eterna, e se entrega vagarosa, esperançosa... inutilmente... busca nos espaços em branco o que foi o nosso amor.
Entre sombras do passado, nossos olhares se encontram,
A fragrância do que um dia foi se renova...
Um laço indelével que nunca se desponta,
Como estrelas no céu, que nunca se movem.
O tempo é um artista que nada destrói...
Em cada lembrança, um toque divino...
O amor perdura, um hino feroz.
Inatingível, em cada destino... que ousa fazer ouvir sua voz.

"Usar o sagrado como escudo para blindar os próprios defeitos é a forma mais refinada de profanação, onde o véu da fé serve apenas para ocultar a face da intolerância."

"Usar o sagrado como escudo para blindar os próprios defeitos é a forma mais refinada de profanação, onde o véu da fé serve apenas para ocultar a face da intolerância.
"Pensamento Filosófico"
Esse comportamento ilustra o que a psicologia e a filosofia comportamental descrevem como um mecanismo de defesa narcísico e projeção moral. Quando o indivíduo se apropria de dogmas para se declarar "salvo", ele não está buscando a transcendência, mas sim o controle e a absolvição antecipada de seus próprios desvios. Ao dividir o mundo entre "divinos" (ele mesmo e seus pares) e "profanos" (aqueles que ele julga), essa pessoa cria um sistema de justiça próprio onde a empatia é anulada.Filosoficamente, essa atitude representa a inversão do conceito de ética e alteridade. Em vez de a espiritualidade servir como um exercício de autocrítica, humildade e responsabilidade perante o outro, ela é instrumentalizada para oprimir. O "outro" torna-se apenas um espelho das imperfeições que o indivíduo se recusa a aceitar em si mesmo. É, em essência, o vazio ético mascarado por um verniz de dogmas inquestionáveis.

Como o rio


“Ser como o rio que deflui.”
Passar na agulheta do tempo.
Contornar tudo como um fio.
Saber que a vida é só e somente só um momento.
Ser como o rio... água que desce, contorna qualquer obstáculo que aparece...
Às vezes ser corrente traiçoeira, despencar como cachoeira,
Fazer curvas,
e num piscar de olhos, na última curva, desaparece.
Escorregar sonolento no leito.
Não levar mágoas no peito.
Lavar as pedras roladas.
Deixar para trás o passado...
Saber que dessa vida não se leva nada.
Rio... da vida, rio.


Rosangela Calza

(Des)encanto


“Eu faço versos como quem chora
De desalento… de desencanto…”
Escrevo por horas e horas...
Há escritos meus por todo canto.
Lágrimas que escorrem.
Lamentos a toda hora.
Escrevo dores sentidas...
Teço em versos amarguras vividas... (re)vividas.
E cada verso traz em si
um pouco de tudo o que senti...
Nas linhas tortas da vida,
“escrevo versos como quem morre...”,
escrevo tudo o que vivi.
Rosangela Calza " " Manuel Bandeira

Brisas suaves


Nos ventos que forte sopram, uma vida ausente se esconde,
como murmúrios perdidos entre as nuvens escuras...
sussurros de memórias se infiltram na brisa nada serena...
enquanto um buraco negro abriga a mente demente.
As sombras se estendem, como dedos famintos,
acariciando rostos que já não reconhecem o sol... queimam com o sal...
Lágrimas de tempestade escorrem pela face, pesadas e lentas,
misturando-se ao eco da saudade... sugando uma energia que é vital.
Mas, no horizonte, uma luz suave se insinua,
promessa de renascimento além do terror... isso seria?
Respira a esperança, mesmo em meio à desventura,
e os ventos, então, cantam ao amor novas sinfonias.
Assim, nessa dança entre escuridão e claridade,
A vida persiste, tecendo sonhos que se aproximam da eternidade.

(Des)esperança


“- Ah, como dói viver quando falta a esperança!”
Não há sol que aqueça.
Não há noite que amanheça.
Quando a alma esperança não mais alcança.
Tudo passa vagarosamente...
se dilui... desaparece...
estrangeiro no mundo
a vida se desvanece.
Cores desbotadas.
Descolorindo a monotonia dos dias...
“O silêncio é tão largo, é tão longo, é tão lento”
Só desalento o que sinto por dentro.
Pressinto um medo...
Um mau presságio...
Velozmente está chegando perto do fim o meu momento.
Cada vez mais desentendo a vida...
Chega com as cartas marcadas...
Traçada da entrada à porta de saída...
a desesperança não é um luxo de ninguém...
é apenas um capricho da vida!


Rosangela Calza