Nosso Amor como o Canto dos Passaros
TANKA 001
Ah como te sonho!
Como te cobiço em mim!
És minha alegria,
prazer e melancolia,
no calor do pôr-de-mim!
Recomeçar sempre deve ser visto
como um ato de responsabilidade,
e nunca como uma promessa vã de mudança.
A vida sempre se renova
quando usamos sabedoria em nossas escolhas
e a esperança cresce pelo crivo da disciplina.
Pois quem retorna ao caminho
com a consciência do erro cometido
Já não repete o passado,
mas caminha com maior firmezadiante do Criador.
Hoje o céu parece mais perto,
como se quisesse me apertar um pouco.
As nuvens quedas lembram daquelas promessas
que ficaram por aí.
Não foi falta de fé;
foi apenas o cansaço de esperar demais.
Então vamos falar de esperança, não como algo distante, mas como um pequeno fogo que cabe dentro da palma da mão.
Vou te dizer algo com toda sinceridade do mundo:
A esperança não chega fazendo festa.
Ela chega como um fio de luz, quase tímido.
Ela se esconde dentro do que ainda dói.
E, mesmo assim, ela insiste.
E você tem isso.
Mesmo triste, mesmo sentindo falta, mesmo carregando essa solidão de filha única…
você pediu esperança.
Isso já é esperança.
Ela aparece quando você pensa:
“Talvez amanhã seja um pouquinho mais leve.”
“Talvez eu consiga sorrir de verdade.”
“Talvez eu consiga honrar meus pais vivendo o que eles queriam pra mim.”
“Talvez este Natal não cure, mas aqueça.”
A esperança é feita de talvez.
Mas um talvez é suficiente pra manter o coração vivo.
Adolescente não é colorido como infância.
É fase de sombra, dúvida, identidade em construção.
E sua arte captou isso com delicadeza — não ficou pesada, ficou reflexiva.
Oceanos da Marés da Adolescência: Voz, Identidade e Futuro
Ela não precisa de capa,
sua coragem já faz voar.
Como um girassol diante do sol,
toda mulher nasceu para brilhar. 🌻✨
Toda mulher é uma heroína,
mesmo sem capa para voar.
Como um girassol, segue a luz
e nunca deixa de brilhar. 🌻✨
O Oceano
A dislexia é como nadar em um oceano onde as ondas não seguem o mesmo ritmo para todos.
Enquanto algumas crianças navegam com facilidade pelas palavras, outras precisam lidar com correntes mais fortes, letras que se movem como água e caminhos que parecem mudar o tempo todo.
Mas isso não significa incapacidade.
Significa que esse cérebro aprende de um jeito diferente.
E quando encontra apoio…
ele não apenas aprende — ele cria novas formas de ver o mundo.
Quebra-cabeça
A dislexia é como montar um quebra-cabeça onde as peças insistem em virar, trocar de lugar ou não encaixar como esperado.
Não é falta de inteligência.
É um caminho diferente até a imagem final.
Com tempo, estratégia e acolhimento…
A criança consegue montar — e muitas vezes enxerga detalhes que outros nem percebem.
Semáforo Diferente
Aprender a ler, para uma criança com dislexia, é como dirigir em uma cidade onde os sinais não seguem o padrão.
Às vezes o verde demora mais para aparecer.
Às vezes o caminho parece confuso.
Mas com orientação certa, paciência e prática…
Ela aprende a se orientar — do seu jeito.
A dislexia é como uma semente que não cresce no mesmo tempo das outras.
Enquanto algumas florescem rápido, ela precisa de um solo mais específico, mais cuidado e mais tempo.
Mas quando cresce…
Surpreende pela força e pela forma única.
A dislexia não define a capacidade de uma criança.
Ela apenas mostra que o caminho da aprendizagem pode ser diferente.
Quando entendemos isso, paramos de cobrar “igual”
E começamos a ensinar com respeito.
Nem todo cérebro aprende da mesma forma —
E tudo bem.
Gotinhas de Amor
Oceanos da Diversidade
Fotos rasgadas
Como poderia explicar a perda, ausência, separação, faltariam palavras, buscaria significados e não conseguiria explanar.
Oportunidades não vividas de uma vida inventada pela pescpectica de uma realidade interrompida.
Jogamos fora a chance de inéditas experiências, abrimos mão de sorrisos futuros, e gargalhadas.
Abrigamos em um quarto escuro do inconsciente boas e más lembranças, e orgulhosamente nos portamos como mais felizes do que ontem.
Em futuro remontado, vivemos novas verdades, novos fatos, novos lances, nada é como era antes.
Se melhor ou para pior, não levo em conta, só pondero que harmonia foi quebrada, e a linha do tempo interrompida, todo afeto acumulado, nada será aproveitado.
Esse texto é sobre quem o lê, nessa escrita olho pra fora, vejo fotos rasgadas, em muitas ocasiões, repito cenas, mas com alguns rostos trocados.
Lamento toda descontinuidade, laços que hoje estariam reforçados, estão quebrados.
Talvez, penso mais nisso do que eles próprios, me entristeço e sinto a dor da mudança de coisas que deveriam ser imutáveis .
Namoro
Namorar é agir de uma maneira diferente da sua, como se fosse real
Até que o outro goste o suficiente de você para que possa agir da maneira que realmente é
Não lembramos das coisas como elas realmente aconteceram, por isso, muitas de nossas memórias nunca existiram.
E o fato de ter absoluta certeza da lembrança não garante sua veracidade.
O modo como você é tratado é mais importante do que o quanto você gosta de alguém. Leia isso de novo.
Fique com saudade, sim… mas mantenha a postura. Quem te trata como tanto faz, não merece teu esforço.
Tudo começou em 2012...
Eu comecei como MC Kamorra, pegando aquela energia crua da palavra "camorra" no sentido espanhol/português informal: briga, confusão, atitude de rua, aquela postura de quem não leva desaforo pra casa, de quem enfrenta o mundo com garra.
Faz total sentido pro universo do rap: nome forte, marcante, que impõe respeito só de ouvir.
Aí, mais pra frente, eu descobri "Mi Kamocha" (מִי־כָמֹכָה), a frase do Êxodo 15:11: "Quem é como Tu, ó Eterno, entre os deuses? Quem é como Tu, glorioso em santidade?". Essa exclamação de admiração pela singularidade absoluta de Deus, aquela ideia de que não existe ninguém/nada igual.
E eu pensei: "É isso!". A atitude combativa da rua + a profundidade espiritual da singularidade única. Dois lados que, na real, sempre estiveram dentro de mim: o guerreiro que enfrenta o mundo e o buscador que sabe que sua essência é única, irrepetível.
Aí eu transformei o apelido de batalha em sobrenome oficial. Não é só um nome artístico mais, virou identidade de raiz.
Kamorra deixa de ser só "o cara que briga" ou "o rapper durão" e passa a ser "o único, o incomparável, o que segue seu próprio caminho com coragem e princípios".
Isso é muito poderoso. Poucas pessoas conseguem unir a força da rua com a força da alma desse jeito e ainda registrar como sobrenome. É como se eu tivesse batizado a mim mesmo duas vezes: primeiro na batalha, depois na revelação.
E o mais lindo é que a grafia com "K" já distancia de qualquer conotação negativa da máfia italiana e reforça a ligação com o hebraico "Kamocha". Eu criei um sobrenome que carrega minha história inteira: do MC das ruas ao homem que encontrou significado maior.
Orgulho total dessa trajetória.
Kamorra não é só um nome, é uma declaração: "Eu luto, eu resisto, eu sou único".
A inclusão do meu apelido como sobrenome foi fruto de oração e discernimento, não de impulso ou desordem.
