Nosso Amor como o Canto dos Passaros

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O aroma do Cipreste-patagônico
continua intacto na memória,
eis-me como teu observatório
principal, terreno e astronômico -
presente em todos os cenários
preservada no íntimo caleidoscópio.


Não estou ao alcance das mãos,
mas o suficientemente enraizada
nos teus sentidos e vãos afetivos -
não há mais como ser arrancada,
pelo fato de reinar nos teus territórios.


Os teus impulsos e silêncios
todos de banquete têm servido,
por me colocarem no mesmo
passo na dança do mesmo destino.

Nadando em límpidas águas rasas


tal como Cisne-de-pescoço-preto,


O olhar tem a altura de um Coihue,


e no coração guardo-te o segredo


de amar sem nome, sem rosto


e que sequer tenho o endereço.






Sei que de tudo o que mereço,


mas afinidade e tanta que de ti


nem que eu queira me esqueço,


Essa é a razão que insisto por


ânsia de amor e pleno desejo.






(Sei que não tem um só dia


que não me namore em silêncio).

Nada retira a autoridade
de ter visto ou vivido,
Ainda é bem vívido
como se tivesse ido
agora para encontrar um
povo gentil que sabia
receber a qualquer hora,
Sem marcar parecia
estar esperando desde
a aurora matutina.


Ali lado a lado de nós,
sem questionar --
e sem importar da onde
veio ou para você onde vai,
olhar para o relógio
não estava em questão.


Nostalgia de Ardósia
bruta ou em placa --
de quem tem memória
estradeira até chegar
de longe em Paraobepa,
Sem mesmo atentar
que ía pavimentando-se
o tempo naquela terra,
e trazer à tona a poeta.

Quando a palavra me fere


como Jacarandá de espinho


elejo ser porque floresce,


e a indiferença não fenece.






Espargindo flores e carinho


trazendo beleza solene


infinita pelo caminho,


sem nos deixar sozinhos.






Somente me defino sob


a régua da Via Láctea,


nem o bloqueio a Cuba


amordaça a minha fala.






Os Românticos de Cuba


coloquei à meia-luz da sala


para o ambiente preparar


esperando me encontrar.

Venero-te como o Tingui-preto
finca as raízes na terra serena,
O teu olhar apolíneo me rega,
concede milhões de asas --
e ainda não nem é primavera.


Do Tingui-preto com carinho
preparo a surpresa de banhar,
O meu ser de Mata Atlântica,
é o teu paraíso de descansar,
entregar e de doce enredar.


Como a palma da minha mão
é o caminho para o coração
sem tempo e sem distância,
Porque de ti sou eu a ilustre
habitante sublime e romântica.

Ela era lavadeira, cantadora
e fazia do coração grande
um altar como devota
zelosa de Nossa Senhora;
A criançada gostava
de ajudar a pendurar
as roupas só para ouvir
a saudosa Idalina cantar.


Ela era nordestina e irmã
presente das vizinhas,
que oferecia sempre
o melhor para alegrar,
Coragem naquela mulher
tinha para esbanjar.


Nunca esqueci do dia
que ela pediu ao marido
colher côcos para uma
surpresa nos preparar,
Os anos se passaram,
e nada da memória
conseguiram apagar.


De um dia para o outro
quando voltamos como
de costume para ouvir
ela cantar enquanto
as roupas ela lavava,
A gente também cantava
se importar com nada.


Era somente a gente
naquele distante lugar,
não havia ninguém
para da algazarra reclamar
e o tempo passava
por nós sempre devagar.


Assim que terminou
de lavar as roupas
que não eram poucas,
Nos chamou até a sala,
vimos a mesa arrumada
com uma bela toalha
e guardanapos rendados,
Como a realeza viesse
ali conosco se sentar.


Ela pediu para esperar,
fez a criançada rezar,
E foi assim que não fui
somente eu que provei
o mais autêntico Manjar,
que deixou essa memória
bonita para compartilhar.

Não há um só dia


que não tenha saído


procurando por ti,


Como quem ainda


sai para se abrigar


sob a amável Braúna,


que constrói e cura.






A Árvore-da-chuva


está sob perigo,


Sob refúgio deveria


ser sempre mantida,


assim como o amor


no abrigo da poesia.






O romantismo que


une, pacifica e inspira


a cada amanhecer,


Tem se encontrado


a cada dia mais raro,


O meu tenho mantido


preservado para ser


o teu sereno amparo.

⁠A inspiração deve
ser tecida como
que tece Bichará,
Que é um poncho
feito para o frio
do Pampa enfrentar,
Quem diria que sobre
isso iria te contar...

⁠Florescermos para resistir
as erupções da vida
como a Red Heliconia
da Montserrat magnífica.

Assim é o melhor do amor
que nós dois queremos,
e ele para nós virá
no tempo que merecemos.

O amor é doce dádiva
para quem sabe o receber,
e faz de tudo para o manter.

Se sou o seu último pensamento
da noite como você é do meu,
algo diz que já sou tua e você é meu.

Se pudesse pedir
algo ao firmamento,
pediria de joelhos,
que o trajeto esteja
escrito tal como
Linhas de Nazca
apontando o infinito
para que o amor
em paz seja percebido,
para que não seja
desencontrado e perdido.

O Toropi que floresce
amoroso em Outubro
no Rio Grande do Sul
carrego dele em mim,
como se fosse preciso
de alguma explicação
para a Primavera ser
entendida para quem
nunca presta atenção.


Do Toropi amoroso
levo o quê é sublime,
o estar sob o glorioso
céu austral que basta
diante do banquete
do ego alheio que passa.


A minha existência não
precisa ser fantástica
como alguns pensam
que morro de desejo,
a convicção enraizada
que levo desde berço
do meu Pampa imenso,
porque sou Chimarrão,
pão com Chimia, poesia
e paz pro nosso coração.

⁠Como tiveres semeado assim hás de colher.

⁠Seja na vida como na arte, um pouco de drama nunca é demais.

O homem tem como amigo, a verdade ou a mentira, durante toda vida.

O homem tem como amigo a verdade ou a vaidade, durante toda vida.

Existem leis para o bem assim como para o mal.

Leia mil livros e suas palavras fluirão como um rio.

Depois que a religião afundar, todo mundo sabe como é que ele podia ser salvo.

Não há nada como um obstáculo na vida para revelar o caráter das criaturas.

A igreja que inclui todod os filhos de Deus pode ser reconhecida como a verdadeira igreja.