Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Muitos veem o fim como destruição; o humanista vê um convite para viver cada instante como uma criação.
O humanista não nega a morte, ele a usa como motivo para intensificar tudo que faz sentido enquanto vive.
O ateísmo devora deuses como um lobo faminto rasga carne podre, deixando apenas ossos para os tolos que ainda uivam preces vazias.
Corrupção rasteja pelas veias do poder como veneno lento, transformando líderes em marionetes podres que dançam para o ouro sujo.
Liberdade explode correntes invisíveis como dinamite em minas abandonadas, libertando mentes que sufocavam no ar viciado da obediência cega.
Escrita jorra como sangue de feridas abertas, curando o escritor enquanto infecta leitores com verdades que queimam como ácido na pele.
O tempo devora momentos como um predador insaciável, deixando esqueletos de memórias que rangem nos ventos do esquecimento eterno.
Enquanto conservadores cristãos policiam a moral alheia como se fosse salvação, a miséria, a saúde e a educação apodrecem no canto, porque cuidar de gente nunca deu tanto prazer quanto vigiar corpos.
O racionalista pensa, enquanto o religioso reage à voz do seu domador tal como um animal treinado para atuar no circo.
A oferta de vida eterna soa mais como uma sentença de prisão perpétua no vazio; não encontro tortura maior do que a ideia de passar a eternidade bajulando um tirano narcisista cujo único desejo é a adulação infinita de quem ele mesmo oprime. A promessa de vida eterna do cristianismo é o mesmo que ser condenado ao inferno; se o cristianismo fosse real, eu gostaria de ser absolutamente destruído.
Argumento contra o Livre-Arbítrio.
Premissa 1: A consciência humana funciona como um processamento de informações moldado pela genética, pela física e pelo ambiente.
Premissa 2: Cada pensamento ou decisão é o resultado obrigatório do estado em que sua mente e seu corpo estavam no momento imediatamente anterior.
Premissa 3: O livre-arbítrio só existiria se uma pessoa pudesse agir de formas diferentes em uma situação onde todas as condições (internas e externas) fossem exatamente as mesmas.
Premissa 4: Se a consciência segue as leis da causa e efeito, não existe espaço para uma "escolha diferente" sem que se quebrem as leis da realidade.
Conclusão: Portanto, o livre-arbítrio é uma ilusão, pois nossas ações são o único resultado possível de causas que vieram antes de nós.
Como alguém pode provar que ama o mundo inteiro? É impossível. Essa universalização CRISTÃ forçada estraga o conceito: se sou obrigado a amar meu inimigo da mesma forma que amo meu irmão, então esse amor não vale absolutamente nada!
