Nosso Amor como o Canto dos Passaros
Quando te vejo
"Sempre que vejo seus olhos
meu coração dispara de alegria,
é como se o mundo todo coubesse
num segundo de calmaria.
Sempre que você está em meus braços
sinto o amor me envolvendo inteiro,
pele, respiro, silêncio,
tudo vira abrigo verdadeiro.
Seus olhos são minha direção,
seus braços, meu lugar no mundo.
E cada batida que acelera em mim
só confirma: é amor, profundo."
*Marcado em Mim*
" Seu sorriso chega e o mundo silencia
Como amo sua alegria
Esse jeito seu de ser inteiro
Sem ensaio, sem medo, só verdadeiro
Cada riso teu não passa
Ele pousa, faz casa
Fica gravado no meu coração
Em letra que o tempo não apaga, não
É luz que me encontra no meio da noite
É paz que nem pede licença, só aconchega
Obrigado por existir na minha vida
Por transformar todo dia comum em chegada
Se a vida me deu você
Então já ganhei mais do que mereci
E eu repito baixinho, pra não esquecer:
Que sorte a minha te ter aqui em meu coração."
Ideias são como fezes: o autor consome diversos frutos, processa-os em seu interior e os expele. Não é adequado ou sequer saudável consumir as fezes, mas o esterco é útil para adubar um terreno e produzir frutos que nos sustentem.
Há um paradoxo no desenvolvimento psíquico: a maturidade, tal como culturalmente construída, frequentemente corresponde a uma anestesia progressiva da capacidade de ser tocado. O bebê chora porque foi tocado em profundidade; o adulto sorri porque aprendeu a filtrar. Isso se chama de adaptação, mas a clínica conhece seus custos: o luto pelo excesso que foi domesticado, pela intensidade que foi chamada de inapropriada, pela ferida que foi intelectualizada para não precisar ser sentida. Quando no fim da vida algo se comove com um pôr do sol, não é regressão: é o retorno ao que sempre esteve ali, soterrado por camadas de contenção que, ao final, o tempo desfaz.
O que Homero inscreveu em Thersites, a clínica reconhece como formação reativa: o sujeito incapaz de sustentar o próprio desejo projeta no brilho alheio a fonte de sua angústia. Não combate porque critica; não constrói porque corrói. A ironia do ressentimento é que ele sempre acredita estar denunciando a fraude do outro, quando na verdade está confessando a própria insuficiência que não suporta examinar. A voz que nivela por baixo não nasce da lucidez — nasce do medo de que a coragem dos outros revele o que faltou em si. Essa figura não pertence apenas ao mito; a clínica a encontra com frequência onde a impotência não encontrou outro caminho de expressão senão a demolição.
O mecanismo que a clínica reconhece como adiamento existencial tem estrutura de dívida psíquica: vende-se o presente em nome de um futuro que raramente chega com a forma prometida, e o passado cobra com juros de sentido — não em moeda, mas em sonhos não realizados, em percepções tardias do que poderia ter sido. O que se perde não é o tempo cronológico, mas a capacidade de habitar o instante: o sujeito torna-se mendigo não do futuro, mas do agora — estendendo a mão não ao relógio, mas àquilo que, dentro dele, já não sabe como acessar. E assim avança empobrecido, não de horas, mas de experiência real.
Que a vida lhe traga vinhos e flores que adornem sua alma como num jantar à meia luz. E que, assim com a taça cheia, lhe seja saborosa, prazerosa e suave.
"Namorar alguém com transtorno de personalidade borderline é como pisar em um campo minado: você nunca sabe quando a bomba vai explodir."
" A Imperatriz não corre atrás ela atrai o que é digno de sua presença. Então seja como uma imperatriz."
Às vezes, Deus permite que certas pessoas saiam da nossa vida não como um castigo, mas como um livramento.
- Vanessa Costa Lima
Há uma diferença sutil entre se reconhecer… e se colocar como centro de tudo.
Nem tudo é sobre você — e, na verdade, quase nunca é.
Existe um certo ruído em quem presume demais,
como se qualquer palavra fosse um espelho obrigatório.
Mas a verdade é simples:
quem vive em paz não precisa se encaixar em narrativas que não lhe pertencem.
E quem se reconhece sem ser chamado… talvez esteja apenas confirmando aquilo que tenta negar.
No fim, não é sobre o que foi dito.
É sobre quem decidiu vestir a interpretação.
Não é preciso que se fale muito para ser lembrado, mas que tenha-se a verdade como lema, conquistando outros que a cultivam. De nada adiantam mil palavras se nenhuma faz sentido, pois até no silêncio da noite posso ouvir meus pensamentos levando-me ao sentimento verdadeiro.
