Nosso Amor como o Canto dos Passaros
SEGUNDO DIA
O segundo dia
Da nova semana, depois
Do primeiro dia do ano
Tudo continua, como dantes, pois
O dia a dia no seu plano
Caminha igual
Ao último dia do ano passado
E neste ano renovado
Da graça de Deus
Que tenha chegado
A lua o sol a terra e os seus
Giram o segundo dia
Como o primeiro girou
E nesta trilha ininterrupta
O que ficou, se expirou
Agora nas lembranças
E nesta nova captura
De novos tempos
O passado passou
O presente em novos momentos
Choros e risos
Em pleno voo
Seguros ou indecisos
O acaso vai, eu vou
É nestes tantos imprecisos
Amanhece o segundo dia do ano
Que a cada segundo
Minutos, no relógio vai badalando
Até o último dia do ano
Num vicioso ciclo se formando...
O fado a vida devorando!
É o segundo dia do ano...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
02/01/2015, 05’05”
Cerrado goiano
Pessoas verdadeiras são as loucas e no seu interior a humanidade delas se reflete como algo puro e verdadeiro.
Quero ser como as borboletas livre, leve e solta sem bagagens desnecessárias,quero ter a liberdade do ir e vir em busca da felicidade.
Em tempos de guerra a maior desgraça é não fazer parte dela como soldado. Mas sim como um pobre coitado em um campo de concentração.
As pessoas não são como na novela, ou são boas ou más, preto ou branco. As pessoas na vida real são cinzas!
Tomar uma decisão não é tão difícil assim!
E como atravessar uma rua olhe bem para os dois lados para não ser atropelado.
Medos
Medos apenas medos, medos que nós impedem de trilhar certos caminhos, medos como o medo da morte que talvez por ironia não nós deixe viver, medos que muitas vezes guardamos bem La no fundo do peito como aquela ponto quarenta que o seu avó tem a anos mais que guarda no fundo de um baú segura por três cadeados ,Para os amigos ele diz que protege sua arma de tal forma por medo que seu neto a encontre e a confunda com um brinquedo mais bem La no fundo do peito ele sabe que a guarda de tal maneira torcendo pra que ele nunca precise tira La do baú ,medos como o medo de altura que nós impedem de andarmos nas montanhas russas da vida medos que nos impedem de pular de pára-quedas ,medos que nos impedem de fazer uma escalada ,medos que te impedem de subir em um skate ,medos que te fazem admirar motocicletas mais que te impedem de ter uma ,medos que você guarda a sete chaves dentro do seu peito pois não quer que as pessoas saibam dos seus medos.
Medos que me fazem escrever este texto em terceira pessoa para que não se associem a mim esses medos, medos que me fazem não querer postar este pequeno texto preocupado com o que vão pensar.
E como se eu não ouvisse mais, não conseguisse desenhar, as músicas eu não as escuto mais, minha mão treme ela adormece não consigo nem fazer um círculo perfeito com um lápis, simplesmente caí das minhas mãos tudo, a agonia me consome e a minha punição?
Devo desistir foi o que pensei e foi exatamente o que fiz não me sinto mais alegre as cores que um dia eu via sumiram, estou acabado não faço mais o que eu amava fazer mas, não consigo me desfazer e como se eu me punisse todos os dias por não ser mais o mesmo, o que eu venho fazendo da minha vida nesses quatro anos? Ressoe, me veja, sinta minha presença e o que eu digo para o eu que perdir quando olho no espelho, tudo que vejo e sinto e uma água como se eu estivesse dentro de um mar sem ouvir, se poder sentir cada toque, e vejo no fim lá na escuridão um gatão preto de olhos verdes me questionando, você é capaz? Você está realmente pronto? De novo e de novo, não sei o que faço, não mais...
A ideia de se ver como um ser humano imperfeito surge da idéia de acreditar que você não é perfeito. Quando na verdade, você é Deus em Ação.
Na magia do ar
Conectando o céu e a terra
Flui uma ponte multicolorida, como símbolo de uma oração.
No final um [tesouro escondido], pelo pudor.
Visão instantânea, refletindo uma ilusão.
Nasceu como uma borboleta de sete cores
Meu coração sorri como anjos no paraíso.
De repente:
Cai uma gota de chuva!
Amar é: Um "Ser" Para o outro, como a união do brilhante sol e a romântica lua; junção literalmente celestial!
o gelo do teu coração,
transpõe as fonteiras
da solidão como um sonho,
até terror do sentimento perdido,
em sentimento pesado em lagrimas,
expostas por momentos que desdem
a vontade de morrer por mais um dia,
nada parece ser compreensível,
noite passa entre as paredes
desse mundo cruel apenas
sonhos que se vão nas profundezas
Como um rio eu vejo a vida passar, por baixo das águas e nas folhas das árvores é de onde eu vejo o mundo. Submerso em sua imensidão em que o vazio brota. Eu falo baixo para que o vento possa me levar com suas asas invisíveis na memória da vida. A certeza é uma parábola que surge imersa nas lagrimas da carne, para aqueles que ousam sentir além da pele.
Tanto nos textos mais antigos, nas narrativas que foram registradas, como na fala de hoje dos nossos parentes na aldeia, sempre quando os velhos vão falar eles começam as narrativas deles nos lembrando, seja na língua do meu povo, onde nós vamos chamar o branco de Kraí, ou na língua dos nossos outros parentes, como os Yanomami, que chamam os brancos de Nape. E tanto os Kraí como os Nape sempre aparecem nas nossas narrativas marcando um lugar de oposição constante no mundo inteiro, não só aqui neste lugar da América, mas no mundo inteiro, mostrando a diferença e apontando aspectos fundadores da identidade própria de cada uma das nossas tradições, das nossas culturas, nos mostrando a necessidade de cada um de nós reconhecer a diferença que existe, diferença original, de que cada povo, cada tradição e cada cultura é portadora, é herdeira. Só quando conseguirmos reconhecer essa diferença não como defeito, nem como oposição, mas como diferença da natureza própria de cada cultura e de cada povo, só assim poderemos avançar um pouco o nosso reconhecimento do outro e estabelecer uma convivência mais verdadeira entre nós.
(O Eterno Retorno do Encontro)
São lindos teus olhos
E como enxergam o mundo
Veem tudo tão belo
Que no fundo
Tenho certeza enfim
Que vês mais belo tudo que amas
E que dos teus olhos é que emana
Essa beleza
Que vês em mim!
És diferente entre as de Mais, és tão segura e ao mesmo tempo se desmorona como areia na chuva que desfaz, cheia de espinhos e bela como uma Rosa, estressada como só ela sabe e teimosa, serena as vezes e meia bruta como uma tempestade, dando um banho de água fria com atitudes na sociedade, como toda tempestade és forte e as vezes devastadora, deixando por onde passa pessoas cobertas por sua chuva de felicidades arrasadora. Brilhante como as estrelas e cheia de luz como o luar, preenche de luz os corações como se fosse a noite precisando iluminar.
Eu ainda te amo,
Muito mesmo,
Mas já to cansado de
Ser o único a correr atras disso,
Como perseguir aquela luz
No final do túnel que só parece se
Afastar mais a cada passo dado,
Não foi você mesmo que me disse
Que quando ama corre atras ?
Se sentir saudades venha ate
Min pois não vou dar mais nem um passo.
O verdadeiro poder é a consciência do mesmo.
A Soberania é um ato de consciência, assim como a nobreza é um comportamento natural de suas virtudes.
