Nosso Amor como o Canto dos Passaros
O amor não começa com um encontro.
Começa antes —
como a luz das estrelas que já morreram
e ainda assim nos alcança.
É uma física invisível,
uma gravidade que inclina os destinos
sem pedir licença às órbitas.
Dois corpos caminhando distraídos
e, de repente,
o universo resolve aproximá-los.
Não é incêndio —
é brasa que aprende o nome do vento.
Não é tempestade —
é maré que entende a lua
e sobe, paciente, pela areia do outro.
Amar é deslocar o eixo do mundo
sem que o mundo perceba.
É dividir o pão e, sem alarde,
dividir também o medo.
É tocar a mão alheia
como quem segura a própria queda.
O amor é um idioma que se conjuga
no plural do futuro:
“nós seremos”.
Mas também é arqueologia —
escava as ruínas da infância,
beija as rachaduras da memória
e transforma cacos em vitrais.
Não há ciência que explique
por que um olhar atravessa
como se abrisse portas antigas.
Nem por que um nome, dito baixo,
possa reorganizar a anatomia do dia.
O amor é um risco.
E ainda assim,
é o único risco
que nos escreve.
Ele exige coragem de mar aberto:
a coragem de não ser ilha,
de permitir que outro continente
encoste em nossa costa
e mude o desenho dos mapas.
Há quem o confunda com posse —
mas o amor não aprisiona:
ele sustenta.
Não amarra:
ancora.
Amar é aceitar
que o outro é mistério
e ainda assim escolher ficar.
É compreender que nenhuma pele
abriga o infinito,
mas que, juntos,
podemos tocá-lo.
E quando o tempo —
esse escultor implacável —
esculpir rugas na face do mundo,
o amor permanecerá
como um fio invisível
costurando dois silêncios
num só respiro.
Porque no fim,
quando todas as palavras forem insuficientes
e toda a glória for pó,
restará o gesto simples:
uma mão procurando outra
na escuridão —
e encontrando.
O amor é como o ar... Onde inspiramos o amor para dentro de si próprio; dentro de si, entende o amor que sente; e, após isso, compartilha o amor expelindo-o à nossa volta.
Números se repetem na minha frente,
como os erros que carrego na mente.
Acreditei no amor, errei de inocente,
confiei demais… e falhei inconscientemente.
Deus colore sua vida,assim como coloriu o mundo!
Por ser uma pessoa agradecida,o amor dele por ti é profundo.
Continue dando graças por tudo em sua vida,que para ele, sempre serás a preferida!
Dia dos namorados é um dia como outro qualquer, para aqueles que cultivam o amor no dia a dia.Para aqueles que dormem com um " durma bem" carinhoso e acorda com um sorriso de, "bom dia" mesmo que seja , as 5hs da manha pra ir trabalhar...Indiferente de datas, o amor plantado tem que ser regado todos os dias , com palavras e atos de carinho,não é necessário presente, mas sim estar presente na vida do outro.Pois mesmo que estejam a kms de distancia um do outro , os enamorados sabem, que os corações são um do outro...
Aproveitem os recém enamorados e aprendam a amar o dia a dia,não deixe apenas para um dia especifico.A vida passa, há de ter prazer de cultivar sempre, esse amor!!!
Feliz amando todos os dias
"Todo amor começa como uma fantasia, um sonho de encontrar alguém especial que preencha nossos dias com felicidade e amor. É um sentimento que nos faz imaginar um futuro repleto de momentos mágicos e conexões profundas. Mas, à medida que o tempo passa e os sentimentos se solidificam, essa fantasia se transforma em uma realidade incrível e transformadora. O verdadeiro amor nos surpreende, nos desafia e nos faz crescer, e é nesse processo que descobrimos a força e a capacidade de amar incondicionalmente."
O amor flutuante
é como as nuvens
que voa alto que
faz parte de um
sonho de um
jovem que sonha
deitado em uma
cama flutuando
nos pensamento
mais bonito sobre
seu amor que é
único e mais
lindo. Mas, ele
flutua tão
profundo nos
seus pensamentos
que se conecta
intelectualmente
com seu amor e
ela suspira e a
barriga gela e diz
alguém nesse
mundo me ama!
Toda religião está concentrada em um ponto, nestas palavras: "andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós". Tudo está contido no amor humilde, gentil e paciente.
A paixão é como o primeiro gole da erva: queima, assusta e desperta. O amor, no entanto, é a cuia que se mantém quente durante todo o inverno da vida.
Ele é o Domingo,
esperado como descanso,
que seja calmo, que seja paz.
Dia de amor e esperança em Deus,
tempo de renovar a fé,
acolher a vida com gratidão.
Que seja abençoado,
luz suave que aquece o coração,
um sopro de serenidade para começar a semana.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
O amor é como apreciar o pôr do sol, você não tenta possuir esse momento e nem mesmo teme que ele se acabe…
Você deixa fluir, admirado, desapegado e apenas vivencia o instante!
Assim como a borboleta nasce de um casulo, o amor também nasce de processos silenciosos que transformam quem somos.
SEDUÇÃO...
Pura sedução... Amor que me tira o fôlego...
Tenho partes de ti em mim como uma profecia
Entre tu e eu há arroubos nos momentos de paixão...
Hoje perdi a quietação da vida no instante em que
Teus braços me circundam... Apertam...
Atraem-me para teu corpo... Enlouquecem-me...
Trago no fundo de minha taça de vinho o mistério do teu
Enigmático sorriso... Vejo-te... Deslumbrada...
Extasiada... Fascinada... Seduzida...
Lábios que me beijam deflorando-os... Sangrando-os
Olhos profundos que penetram no meu corpo desnudo quais
Lâminas de algozes a perfurarem minha essência...
[Corpo inteiro ]
E me arrepiam... Levando-me ao céu infinito...
Levarei sempre esta minha inspiração no segredo
Deste amor em chamas... Neste secreto lugar...
Aonde todos os dias vivo este fantasioso delírio contigo!
Não finja amor,
Distribua-o.
Trate a cada um como for,
Retribua-o!
No reino da falsidade,
Não impera o valor.
O que predomina é a maldade,
Um fogo sem calor!
"O Café"
O lavrador planta a semente,
Assim como cuida da esperança.
Com zelo, amor benevolente,
Como quem protege uma criança.
O tempo passa, a planta cresce,
Belas flores, promessa de fruto.
Na colheita ninguém amolece,
No labor do trabalho bruto.
O sol seca então o grão,
No terreiro inspirador.
Vira e mexe como um refrão,
Pelas mãos do lavrador.
Depois se torra o grão,
Na torrefação escaldante.
No calor, o suor no chão,
Num trabalho árduo e constante.
Segue então para o moinho,
Moído em tamanho diferente.
Coador, prensa ou cafezinho,
Ou expresso para nossa gente.
Embalados e transportados vão,
Seguem rumo à nossa cidade.
Na viagem, cuidado e atenção,
Carregando história e dignidade.
Nos mercados ficam à espera,
Com sua história ainda acesa.
De uma cadeia que prospera,
Do suor do campo à nossa mesa.
Preparamos então o café,
Num ritual quase sagrado.
Com carinho, paciência e fé,
Tomado só ou acompanhado.
Conhecendo agora esse labor,
Do cultivo ao legado sagrado.
Como ousa mudar seu sabor,
Tomando café adoçado?
Nilton César Cavenaghi
Outubro 2022
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