Nosso Amor como o Canto dos Passaros
QUERO FAZER AMOR
quero fazer amor
como a manteiga passada no pão dos famintos
quero fazer amor
como a chave que abre a porta dos desesperados
quero fazer amor
como o feijão que põe graça no arroz da feira
quero fazer amor
como o telefone ocupado com a sua inesperada ligação
quero fazer amor
como o parto normal dos nossos sonhos bêbados
quero fazer amor
como pular de amarelinha de uma perna só e de mãos dadas
quero fazer amor
como cão e gato entre os ratos
quero fazer amor
como a brisa anunciando a brasa
quero fazer amor
como o meio-fio está por um fio para ser reformado
quero fazer amor
como o azul da cor do mar despacha o azul do viagra
quero fazer amor
como o fantasma da ópera que resolve sambar na sapucaí
quero fazer amor
como as impressões digitais que se despedem dos dedos
quero fazer amor
como um gole de café me faz xícara
quero fazer amor
como a declaração borrada de batom e medo
quero fazer amor
como a mama me assanha e me ossanha
quero fazer amor
como a bola cheia de tanto zero a zero
quero fazer amor
como a guerra e a paz que tomam conta do formigueiro
quero fazer amor
como o galo que não dá as ordens no terreiro
quero fazer amor
como a fusão de tudo na função do nada
Significado do amor
Amar é como ter uma espada cravada no coração.
Se você tirar morre,
Se deixar sofre até morrer.
"Em uma folha de papel escrevi a palavra AMOR, percebi como era grande aquela folha... A palvra era tão pequena, mas de alguma forma ela completava todas as margens daquela papel, unicamente como nenhuma outra palavra...."
Se você planta indiferença não tem como colher outra coisa se não a indiferença, mas se planta amor boa safra terá.
Paradoxo do Amor
Eu te amo e por isso me odeio, me sinto mau por te sentir como bem, bem sei que não precisaria te odiar mas me amar e não te sentir por mau mas me sentir bem por te sentir, contudo fico mau
Um amor como o de Rony e Hemione. Um amor que não vise interesse, que aprenda a respeitar as diferenças e que se importe mais com o que há por dentro do que com o que há por fora. Um amor sincero, puro, onde a base de tudo é a amizade e a confiança. Um amor onde um é cúmplice do outro, que faz de tudo pelo outro, e que protege o parceiro antes mesmo de proteger a si mesmo. Um amor que entre pra história.
É melhor ter o amor como um mandamento, pois assim estaremos cumprindo uma lei, e não teremos dores para sofrer.
Bela flor
Tua beleza é como a flor
teu olhar esconde amor.
Pois tão rara e bela é você
dona de uma beleza a se perder.
Se perder em fantasias
fantasias da realidade
pois tão bela é a vaidade.
De uma mulher de olhar sincero
de um corpo assim tão belo
que a natureza fez por merecer.
Flor que brota no amanhecer
desabrocha ao entardecer
ou que ainda há de nascer.
É uma flor assim que quero
pois num mundo assim tão belo
flor tão rara, que espero
um dia possa conhecer.
O teu amor me sustentará, a tua graça não me faltará, como um selo gravado em meu coração, tua vontade em mim se cumprirá, o teu amor me sustentará a tua graça me bastará, atravessarei os desertos subirei as montanhas se preciso for pra te seguir Senhor...
Meu caríssimo ex-amor
Como uma módica quantia para o sustento de uma casa, tu me davas não mais do que uma parcela minguada dos teus sentimentos.
A cada ano que passava, tu foste exigindo de mim que eu me fizesse entregue, que sustentasse nossa relação, com os parcos carinhos com que te dignavas agraciar-me. Eu sempre os aceitei ansiosamente e tu nem percebias as consideráveis somas de amor com que eu contribuía, minuto a minuto, para a nossa união.
Mas, sem saberes, eu retirava uma pequena parcela do pouco que tu me davas (porque tu nunca irias suspeitar que eu fosse capaz de roubar o nosso próprio cofre).
Nada esbanjei do que de ti recebi e do que te roubei. Eu até poderia sair da tua vida, fugir ou morrer, sem nada te contar, e jamais desconfiarias de coisa alguma.
Ah! Como tu foste cego! Tua cegueira não te permitiu perceber que aquela quantia irrisória de amor com que participavas em nossas vidas não bastava para sustentar nossa relação, que precisarias contribuir no mínimo com o dobro.
Mas eu me multipliquei por nós dois.
Eu nem precisaria confessar-te isso agora, pois que nunca percebeste coisa alguma na tua avareza. E digo-te que outra mulher, talvez, não se saia tão bem quanto eu, e até poderias vir a cobrar dela o mesmo desempenho: se eu me arranjava por que ela não? Coitada...
Entanto confesso: dos míseros bocados que tirei do que tu me deste, fiz uma poupança, aumentei meu capital. Hoje, tenho mais amor ainda do que quando a ti me entreguei e que irei aplicar em outro investimento mais seguro e rentável.
Outra vez, desculpa-me por te haver enganado, apesar de não ter te empobrecido mais do que sempre foste, mas eu saí rica da tua vida.
Agradeço-te por isso.
(Inspirado em trecho do romance "Werther", de Goethe)
Como alguém iria conseguir acabar todo esse amor se nem ao menos você com todo o controle conseguiu?
Amizade, paixão, amor não importa, se cultiva como uma planta.. devemos regá-la dia-a-dia sendo verdadeiros...mostrando primeiramente nossos defeitos e limitações, tudo aquilo que procuramos esconder... porque se o outro nos atura e ainda acha bonitinho tudo aquilo que abominamos em nós ... que dirá das nossas qualidades....
O que é o amor (Como é o amor?)
Que cara ele tem? Que tipo de roupa usa?
O que gosta de comer? É do dia ou da noite?
Será que gosta de ler? Usa óculos?
Tem fome ou já está satisfeito?
É de verão ou de várias primaveras?
Como ele se comporta quando está com frio?
Como anda atrás da gente? Se é que anda, porque ele pode voar.
O que é o amor?
É branco, é verde, é possível de tocar?
Ele é grande ou pequeno, tem a cara da verdade?
Tem curvas ou é uma linha reta?
Tem cheiro de flor?
Tem gosto de fruta ou de biscoito amanteigado?
A gente escolhe ou é escolhido?
Vem de calça, vem de saia? É salto alto que usa ou rasteira?
Vem da mata, vem do mar? Como é a expressão do seu olhar?
É firme? É doce? É ausente ou tão presente capaz de sufocar?
O que é o amor?
Tem o som do vento ou de rock and roll?
Como é o seu sorriso?
Como passeia pela rua? Pisando forte ou dançando por entre postes?
É rico ou pobre?
O que é o amor?
Se fosse bicho, seria peixe? Seria pássaro?
Se fosse humano, seria homem? Mulher ou criança?
É sábio? É burro?
Mora em casa ou apartamento?
Será que come feijão? Será que toma banho de borracha no verão?
Como são suas mãos? Longas, pequeninas?
Quentes, frias? Sedosas, ásperas?
Será que sabe desenhar ou faz rabiscos sem direção?
Já morou na lua? E numa casa na árvore, morou?
Gosta de usar cotonetes?
Quando se irrita franze a testa? Quando canta é desafinado?
Como é o amor?
É o que usa camisa azul ou o que segura o guarda-chuva?
Está parado na estação ou olha solitário pela janela de um vagão?
E suas palavras, são como sonhos de padaria?
Ele grita para todos ou susurra a um só ouvido?
Faz promessas? Se faz, as cumpre?
É narigudo, esquisito ou belo?
Usa meias furadas? Dorme de lado?
Gosta de brincar de dados?
Tem impressão digital? Será que vota nas eleições?
Prefere caminhar na chuva ou se esconder na caverna?
Que cara tem o amor?
Que tal um encontro?
Eu vou de verde e você “o amor”, leva uma rosa vermelha e segura pelo caule com a mão esquerda.
Se apresenta para mim, me diz como é, me mostra seu rosto, me conta do seu gosto, me deixa saber como você é e dessa forma eu prometo, não te erro nunca mais em nenhum outro encontro.
