Nosso Amor como o Canto dos Passaros

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Nosso cérebro associa sucesso à competência e define quem merece atenção; a sabedoria está em não permitir que esse instinto impeça de reconhecer o talento em pessoas sem valor aparente.

Nossa essência é a nossa própria energia. Nosso corpo é apenas uma "veste", uma capa temporária.

Você se foi desse mundo...
do nosso mar...
do nosso amar...
para longe ...
muito longe...
para além do meu olhar
mergulhado no teu...


Deve existir um ângulo
nas páginas do mistério
entre a vida e a morte
onde os meus versos escritos
possam alcançar a tua leitura ...


✍©️#MiriamDaCosta

* Dia das crianças *


Embora a infância seja o início
do nosso caminhar pelas veredas da vida,
ela permanece presente e determinante
até o fim...


A infância não passa,
ela se infiltra em cada passo do caminho,
molda as feridas e os sonhos
que nos carregam até o último suspiro...


A infância é o primeiro perfume
das veredas da vida...
e, mesmo quando o corpo se cansa,
ela floresce nas lembranças
que nos sustentam até o fim...
✍©️@MiriamDaCosta

A tragédia do nosso tempo não é o excesso de ruído no mundo, mas o fato de muita gente já não suportar o som da própria consciência.

​"Olhando para trás, a distância era o nosso melhor cenário. Eu deveria ter permanecido onde você era apenas um nome e eu, um espectador satisfeito com a sua moldura."

O tempo mostra, o caráter prova, e as máscaras caem.
É assim que descobrimos quem está ao nosso lado de verdade.

⁠Nunca julgue aquilo que você não conhece, pois a vida é um mistério de acontecimentos e nosso conhecimento é limitado e escondido por uma cortina de relatividade. O que pode parecer errado para nós, pode ser, na verdade, uma estratégia do universo para uma transformação coletiva. É importante lembrar que não somos detentores de toda a verdade, e que nossa percepção do mundo é apenas uma parte da realidade. Por isso, devemos sempre manter uma mente aberta, ser tolerantes e buscar compreender as perspectivas dos outros, sem julgamentos ou pré-conceitos.

Vagar sem propósito é existir perdido. A plenitude nasce quando encontramos nosso destino e nele, a coragem para caminhar.

Pedras

As pedras nunca perguntam nosso nome.
Elas apenas estão espalhadas no caminho, acumuladas nos bolsos invisíveis da vida, empilhadas no peito quando o dia pesa demais.

Há pedras que tropeçam a gente. Pequenas, traiçoeiras, quase invisíveis. São as palavras mal ditas, os olhares que ferem sem tocar, as ausências que chegam antes da despedida. Outras são enormes, do tamanho de um não definitivo, de um sonho interrompido, de uma porta fechada por dentro.

Aprendi cedo que pedra não escolhe quem encontra. Rico ou pobre, descalço ou de sapato caro, todo mundo tropeça. A diferença está no que se faz depois da queda.

Tem gente que senta na pedra e faz dela morada. Constrói casa de lamento, coloca cortina de desculpa, serve café de amargura. Vive ali, endurecendo junto, confundindo peso com destino.

Mas há quem recolha a pedra com cuidado. Observe seus cantos, sinta sua aspereza, reconheça o machucado que causou e sigui. Algumas viram degraus. Outras, fundação. Algumas, quando lançadas longe, ainda fazem barulho ao cair, como se protestassem contra a própria inutilidade.

As pedras também guardam memória. Sabem onde a gente caiu, onde sangrou, onde quase desistiu. Por isso doem tanto quando reaparecem no mesmo trecho do caminho. Elas lembram: você já esteve aqui.

E mesmo assim, seguimos. Com os pés calejados, com a alma aprendendo a pisar melhor. Porque, no fim, o caminho não é feito só de chão liso. É feito de pedras que nos ensinaram equilíbrio, força e escolha.

Talvez a vida seja isso:
não a ausência de pedras,
mas a arte de decidir
quais carregamos,
quais usamos para subir
e quais deixamos onde estão
para que não sejamos nós
a endurecer primeiro.

O peso do passado só nos trava se deixarmos que ele dite nosso futuro.

A vida nos oferece a chance de ser reis em nosso próprio domínio, escolhendo a sabedoria e a luz.

Que as nossas vigas sejam de cedro, não para nos esconder do mundo, mas para que a solidez de nosso leito suporte a eternidade dos nossos juramentos.

A traição capital é o nosso próprio silêncio vendido em troca da moeda podre da validação no palco da superficialidade.

As feridas que a vida não cicatriza se tornam lições silenciosas, escritas na profundidade do nosso ser.

Uma face enrugada marca a jornada já percorrida, sendo o nosso mapa de lutas e de sabedoria.

O nosso querer é a estrela cadente que escolheu o teu quintal para cair.

A ciência do nosso adeus era um mistério que eu tentei resolver, mas a única fórmula que preciso é a do perdão. É uma pena a distância, mas é uma honra a oportunidade de reescrever o destino. Eu me desligo das estatísticas da dor e me ligo à força indomável de quem decide reconstruir a ponte.

A caridade mais essencial é aquela que oferecemos ao nosso próprio espírito ferido, é o perdão silencioso pelas escolhas que nos trouxeram à beira do precipício, é a decisão de não ser o carrasco da própria história, revivendo incessantemente o erro. O ato de ajudar o próximo deve ser um segredo guardado entre você e o invisível, assim como o seu renascimento precisa ser um pacto íntimo e sem alarde, onde o único testemunho necessário é a sua nova e inabalável paz.

O milagre não é sempre a ruptura grandiosa das leis da física para atender a um desejo nosso, mas a manifestação silenciosa da graça que nos capacita a suportar o insuportável com dignidade, que renova a força na manhã seguinte à maior das perdas, e nos permite respirar fundo e prosseguir. A verdadeira fé reside em ver o invisível e crer no improvável, mesmo quando a lógica grita o contrário, e entender que a mão de Deus opera mais na reconstrução humilde e diária do nosso interior, do que no espetáculo externo que os olhos humanos esperam para finalmente se convencerem.