Nosso Amor como o Canto dos Passaros

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Se é preciso na paz preparar a guerra, como diz a sabedoria das nações, indispensável também se torna na guerra preparar a paz.

O homem pode adquirir conhecimento ou se tornar um animal, como ele quiser. Deus faz os animais, o homem faz a si próprio.

A vida de uma nação, como a de um indivíduo, é uma ruína perpétua, uma sequência de desabamentos, uma interminável expansão de misérias e crimes.

O poema deve ser como a estrela que é um mundo e parece um diamante.

É tão perigoso esconder qualquer coisa dos amigos como nada lhes ocultar.

Podemos estrangular os clamores, mas como vingarmo-nos do silêncio?.

Filosofar é comportar-se perante o universo como se nada fosse evidente.

A verdade é que, como forma muitas vezes / não se harmoniza com a intenção da arte, / porque a matéria é surda a responder.

Os fatos são como os sacos; quando vazios não se têm de pé.

A longo prazo uma profissão é como o matrimônio; apenas se sentem os inconvenientes.

Quem nos diz que o inferno, tal como o céu, também não tem os seus santos?

O verdadeiro mérito é como os rios: quanto mais profundo, menos ruído faz.

O governo é como toda as coisas deste mundo: para o conservarmos temos de o amar.

Um homem bom não necessita de monumentos: os seus atos permanecem como o seu santuário.

Vive cada dia como se tivesses vivido a vida inteira visando justamente àquele dia.

Pois bem, que é que o autor coloca nos seus livros? O que ele não é e gostaria de ser, como nos sonhos. Os livros são desejos recalcados, atos falhos.

Como provar,
no favo do teu corpo,
o mel das tuas coxas?

Uma obra em que há teorias é como um objecto no qual se deixa a etiqueta do preço.

O silêncio é o melhor salvo-conduto da mais crassa ignorância como da sabedoria mais profunda.

Em plena era nova

Há criaturas que deixaram, na Terra, como único rastro da vida robusta que usufruíram na carne, o mausoléu esquecido num canto ermo de cemitério.
Nenhuma lembrança útil.
Nenhuma reminiscência em bases de fraternidade.
Nenhum ato que lhes recorde atitudes como padrões de fé.
Nenhum exemplo edificante nos currículos da existência.
Nenhuma idéia que vencesse a barreira da mediocridade.
Nenhum gesto de amor que lhes granjeasse sobre o nome o orvalho da gratidão.
A terra conservou-lhe, à força, apenas o cadáver – retalho de matéria gasta que lhes vestira o espírito e que passa a ajudar, sem querer, no adubo às ervas bravas.
Usaram os empréstimos do Pai Magnânimo exclusivamente para si mesmos, olvidando estendê-los aos companheiros de evolução e ignorando que a verdadeira alegria não vive isolada numa só alma, pois que somente viceja com reciprocidade de vibrações entre vários grupos de seres amigos.
Espíritas, muitos de nós já vivemos assim!
Entretanto, agora, os tempos são outros e as responsabilidades surgem maiores.
O Espiritismo, a rasgar-nos nas mentes acanhadas e entorpecidas largos horizontes de ideal superior, nos impele para a frente, rumo aos Cimos da Perfectibilidade.
A humanidade ativa e necessitada, a construir seu porvir de triunfos, nos conclama ao trabalho.
O espírito é um monumento vivo de Deus – o Criador Amorável. Honremos a nossa origem divina, criando o bem como chuva de bênçãos ao longo de nossas próprias pegadas.
Irmãos, sede os vencedores da rotina escravizante.
Em cada dia renasce a luz de uma nova vida e com a morte somente morrem as ilusões.
O espírito deve ser conhecido por suas obras.
É necessário viver e servir.
É necessário viver, meus irmãos, e ser mais do que pó!

(Psicografada por WALDO VIEIRA. Sobre o CAP. XVIII – Item 9 do ESE)