Nosso Amor como o Canto dos Passaros
"Pra quem não sabe me decifrar
Chega ser uma grande confusão
Pois eu gosto de estar sozinha
Mas não na solidão..."
Entre a Culpa e o Perdão
Caí…
O peso que sinto é insuportável.
A sombra que plantei sem perceber
voltou — fria e silenciosa —
como quem cobra o preço do erro.
Matei meus sonhos,
feri quem me amava,
e me perdi de mim.
A culpa virou meu pesadelo,
um eco no escuro da alma,
e me abraçou… como a morte.
Gritei…
mas só o silêncio respondia.
Chorei até o choro secar…
e ainda assim, doía.
Achei que Deus não me ouviria mais,
que o céu havia fechado pra mim.
Mas foi no chão…
entre a culpa e a morte…
que eu escolhi recomeçar.
Quando todos disseram “não”,
O Pai disse “vem.”
Ele não me cobrou explicações,
não perguntou o que fiz, nem onde estive.
Apenas me olhou —
e o olhar d’Ele…
me trouxe de volta à vida.
Pare de encontrar dificuldade na dificuldade, caso ainda não tenha chegado ao final do dia, ainda não ficou difícil o suficiente e pode piorar, então não dificulte o que já é difícil.
A arte de ser igual e parecer diferente. De ser o mesmo e ter tantas faces, de me transformar em todos meus sonhos e viver umas vezes uma realidade não tão sonhada. De ser e existir da forma que escolhi e que me sinto bem, mas também de reproduzir as dores e os amores que me afloram a alma.
No meu olhar você vê sagacidade, no meu sorriso um brilho de espontaneidade, mas na minha arte, nessa vc vê toda verdade que posso transportar, pois ali me entrego e me coloco a disposição dos desejos mais alheios e simples que alguém pode me disponibilizar.
A música…a música…a música…a música…aquela “esfera quadrada” que sobe e desce entre o Homem e os Céus
O meu corpo é um castigo
Uma estância e um abrigo
O meu corpo é meu amigo
Ás vezes também inimigo
Sinto o peso do meu mundo
Nunca o céu desceu tão fundo
Morre um pouco todos dias
De nada vale as homilias
É um templo que se esconde de ti
Dentro de si próprio
É um templo que se agarra a ti
Quando a vida foge
Corpo
Lágrimas,
São o reflexo do teu rosto, fruto do mês de Agosto e de aquilo que há-de vir
Lágrimas,
São as lembranças do teu jeito, aperto e dor bem junto ao peito e o que sobra de mim
Lágrimas,
São a canção que se perdeu e tudo aquilo que era meu, perdeu-se a noite e o luar
Lágrimas,
Sigo o meu rumo mar adentro, contigo no pensamento, não penses que amar tem fim
Não esperes por mim
A dor não tem fim
Não esperes por mim
A vida é assim
Parto rumo ao sentimento
Acompanhada de mim própria
Deixo a tristeza á beira mar
Enquanto grito de revolta
Nesta embarcação que me leva
Até ao fim do horizonte
Em busca de conforto e um momento
Sentir que estou bem longe de ti
Parei e perguntei ao vento se havia mais alguém a caminho. No entanto, o vento continuou a assobiar.
A Queda
O sucesso abrupto, escalado ao passo de Hermes ou Mercúrio, devolve ao indivíduo uma falsa sensação de poder e controle.
Essa fugaz emancipação corrompe a lei da evolução estruturada, e por sua vez solidamente sustentada.
Nesta fase de ilusório esplendor, o indivíduo afasta-se do seu próprio reflexo em busca de uma visão globalmente estonteante.
Qual Icarus num rasgado voo em ascensão ao Sol, embalado nesta emoção claustrofobica que lhe asfixia a Razão.
A queda será a sua eterna recompensa.
Marcos Lisboa disse:
“O Brasil não é pobre à toa.
Isso aqui é trabalho de profissional!
A gente faz um esforço imensopara ser um país pobre.”
Da linha de frente, eu digo:
“A educação não falha por acaso.
É incompetência profissional organizada.
Faz-se um esforço enorme para manter o fracasso, da ponta ao topo.”
Tem dias onde o preto e branco fica colorido, e tens dias onde o colorido se torna preto e branco, porém mesmo com as oscilações do tempo, o preto e branco ainda é vida para meus olhos, como o colorido é fascinante.
